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Quais são seus sonhos e metas automotivas para 2020?

Caros amigos! Como já é tradição, faltam algumas horas para a virada de ano – é hora daquele nosso post no qual dividimos com vocês as nossas metas e sonhos automotivos para o novo ano. E claro, queremos que você também compartilhe as suas metas e sonhos na área de comentários, seja daqui do site ou de nossas redes sociais!

Como dissemos no vídeo de aniversário de seis anos do site, agradecemos de coração a companhia e o apoio ao longo desta jornada, nos altos e nos baixos. São seis anos juntos nesta casa, dez se contarmos o Jalopnik. Nos vemos em 2020, acelerando mais fundo do que nunca! Um grande abraço a vocês, da família do FlatOut!!!

 

De volta às raízes – Juliano Barata

Quero começar esta década olhando para frente e, ao mesmo tempo, resgatando a minha essência: música, carros antigos e pista. E pra isso foi preciso voltar algumas casas no jogo da vida: estou com quase quarenta anos. Metade da minha vida trabalhando nessa área em que tanto amo e, ao mesmo tempo, perseguindo meu sonho sobre quatro rodas: comprei meu primeiro Dodge exatamente em 2000. Infelizmente ainda não tinha câmeras digitais pra guardar fotos de lembrança, tenho apenas imagens das peças, quando o carro já estava desmontado pra funilaria. A foto aí de baixo é do meu segundo Dodge, que comprei alguns anos depois (veja aqui a história de ambos). Ao fundo era o escritório do Jalopnik, ou seja, essa foto tem quase oito anos.

Dos seis anos de vida do FlatOut, ao menos quatro foram de sacrifícios materiais. Se desfazendo de patrimônio para manter acesa a chama, a causa pela cultura automotiva. Todas as peças do meu projeto Dart Games (incluindo o carro) foi silenciosamente aos poucos desintegrado ao longo de quase dois anos: virou injeção de capital, empréstimos, meio de subsistência próprio em janelas de meses intermináveis sem conseguirmos tirar um real. Algumas peças eram realmente valiosas, incluindo um câmbio T-56 de Dodge Viper novo, na caixa. Sem a gordura que essa queima trouxe, não haveria mais FlatOut.

 

Graças a vocês e a uma mudança de modelo de assinatura (que nem todos compreenderam, mas faz parte), voltamos a respirar. 2019 foi um ano em que finalmente começamos a tirar a cabeça fora d’água. Embora as contas sigam apertadas, a equipe do FlatOut cresceu, consolidamos nossas produções no YouTube e estamos desenvolvendo o app que irá juntar o conteúdo do FlatOut, a rede social automotiva FlatOuters e várias outras funções que serão muito úteis à comunidade de entusiastas. E do meu lado, pude ver de volta a grana que faltava que havia emprestado.

Talvez acostumado com repriorizar tudo da minha vida em nome de alguma coisa, me senti particularmente egoísta quando decidi que dessa vez, faria algo 100% por mim e para mim. Sem um único “por que” senão o de que eu quis fazer isso e pronto, cazzo! Então, começo 2020 com um projeto de 1973 na garagem: um Opala! A galera do grupo secreto que assina o plano FlatOuter já soube disso antes, mas vamos fazer um mini-encontro essa semana pra eles verem de perto e conhecerem os detalhes. E, claro, até o fim de janeiro toda a comunidade de leitores vai estar por dentro de tudo: vamos gravar vídeos, fazer posts ricos em detalhes técnicos e históricos aqui no FlatOut, o prato completo.

A esta altura você talvez se pergunte do Prelude, que passou os últimos meses com o meu amigo Ricardo R37. Muitos de vocês conhecem – ele fabrica molas esportivas com cargas calculadas para a aplicação para todo tipo de veículo e é o fornecedor oficial da Old Stock, dentre diversos carros de track day e projetos de rua. No caso, o Honda precisava de uma outra atenção: dentre diversos catadinhos, os mais importantes eram a instalação de reforços estruturais para a instalação das estabilizadoras Tanabe, de maior carga, e a restauração da bomba do ABS. Saindo de lá, ele deve ir para uma revisão elétrica caprichada.

É provável que em algum momento de 2020 o Prelude seja anunciado e vá parar em um novo lar. E frente a isso, talvez quem me acompanhe de uns quatro anos para cá somente, se sinta traído e com a sensação de que deixei a essência de lado. Pelo contrário: quem é das antigas e conhece a minha história sabe que minha ligação é com a ferrugem. E que ter um JDM como o Prelude é também um sonho e seria a combinação perfeita, mas há uma hierarquia aí nestes sonhos. Como não tenho a condição financeira de tocar dois projetos como estes, acho difícil evitar a situação de ter de fazer essa escolha, mesmo começando a entrar na reta final do que falta ao Honda. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

Para encerrar, música. Este ano ainda vocês me verão tocando ao vivo meu contra-baixo em algum lugar. Tenham essa certeza. Ao longo das próximas semanas irão rolar algumas palhinhas batendo a ferrugem no meu instagram pessoal @julianobarata!

Um grande abraço a todos vocês. Obrigado de coração por nos acompanhar nessa caminhada. No meu caso, 2020 será uma jornada de volta às raízes. Acho que é isso que chamam de crise de meia idade. Só não me disseram que o nome “crise” esconde algo que é divertido e libertador pracaralho.

 

Clássico de Família – Leo Contesini

Há exatamente dez anos eu estava procurando um carro novo. Comecei procurando um Ka XR, terminei comprando um Mercedes Classe A W168 que foi usado como se fosse um G-Wagen. Grande carro. Assim como o Dart Games do Juliano, Classe A acabou sacrificado em nome da sobrevivência do FlatOut. Como tantos de vocês, estou otimista para 2020 — há sinais positivos por todos os lados, é só procurar —, mas ainda não será o ano em que comprarei meu Mercedes de volta, tampouco pretendo trocar meu excelente Focus GL.

Ainda não. Há outras prioridades não-relacionadas a carro, mas os acasos da vida trouxeram uma ótima novidade para mim e para minha família neste fim de ano. Vocês talvez lembrem do Project Cars #450, o Chevette L 1979 de único dono e com 86.600 km. Pois ele agora pertence à minha esposa, que muitos de vocês conhecem como “Renata da Loja do FlatOut”. Pois é… até a menina da loja coloca a mão na massa para andar de carro antigo. E tenho fotos para provar…

Se você por acaso me segue no Instagram (@leoflatout) deve ter visto que passamos os últimos dias reunidos na FlatCaverna, a “base técnica” secreta do FlatOut, fazendo alguns ajustes no Chevettinho quarentão para deixá-lo pronto para ser usado exaustivamente em 2020 — quem sabe uma garota pilotando na Copa Paulista de Rally Histórico?

Ele já ganhou uma revisão geral, na qual constatamos que amortecedores eram originais, assim como todas as rodas (incluindo o pneu do estepe), lanternas e carpete. Os próximos passos virão ao longo do ano. Será que vocês gostariam de ver esse conteúdo no FlatOut?

 

Novos Horizontes – Dalmo Hernandes

Para esta nova década, decidi entrar de cabeça em um novo universo: o das motocicletas. Embora o FlatOut seja um site sobre carros, ocasionalmente falamos sobre as motos – e, como autor de boa parte dos posts sobre ela, achei justo colocar uma na garagem. Não é nada especial, nem incomum: uma Yamaha Crosser 150, urbana com pegada trail (ou trail com pegada urbana), monocilíndrica, arrefecida a ar.

Ponderei bastante a respeito, e por pouco não me rendi a uma Fazer 250. Mas dois fatores foram essenciais, mais do que o preço: desenvoltura em piso ruim, como estradas de chão batido; e ergonomia. Ela é absurdamente confortável, e a suspensão mais macia certamente trará benefícios (ou menos malefícios) à minha coluna.

É minha primeira moto, e minha experiência na condução sobre duas rodas é pequena. Mas a ideia é andar bastante, explorar as estradas do interior paulista e adquirir experiência. Já não dissemos que as motos vão começar a aparecer com mais frequência por aqui? Quem sabe se já neste ano não pintam algumas impressões?

Quanto aos carros, devo dizer que estou plenamente satisfeito com o velho conhecido de muitos aqui do FlatOut, meu Uno Mille Economy 2008, vermelho, duas portas. Companheiro antigo e confiável, que exige muito pouco e, em troca, entrega muita diversão (para meu gosto, claro), economia e robustez. Ele não deve deixar minha garagem tão cedo, e merece alguns mimos – uma repintura, novas rodas e uma reforma interna não cairiam mal. Mas não são prioridade.

O que eu espero é continuar crescendo, aprendendo e evoluindo cada vez mais aqui no FlatOut. Muita coisa boa está por vir, e todos nós – vocês, meus colegas e eu – devemos aproveitar ao máximo. Obrigado por tudo, pessoal, desde o início. E feliz ano novo para a gente!

 

O ano de acelerar o Miata – Felipe Cluk

2019 foi um ano de altos e baixos, mas sem dúvida foi um ano de grande mudança na minha vida. Não só por ser o ano que consolidamos de vez o canal e produzimos conteúdos incríveis, mas também porque começamos a publicar os vídeos do projeto do meu Miata. Nunca na minha vida imaginei que eu estaria na frente da câmera. Apesar de não me considerar um cara tímido, quem me conhece pessoalmente sabe que sou quieto e de poucas palavras, então seria um baita desafio para mim.

Quando comprei o Miata, em 2014, eu sempre tive a ideia de fazer dele um projeto, mas infelizmente veio a crise, desemprego, investimento nos equipamentos, e o projeto que devia ter ficado pronto em um ano acabou levando cinco para se quer começar. A ideia é de um projeto sem dúvida bem exclusivo aqui no Brasil, então seria um desperdício não produzirmos os vídeos detalhando tudo que está sendo feito. Daí decidi encarar esse desafio de ficar na frente das câmeras, valia a pena registrar tudo isso.

Pista de pouso “abandonada” em algum lugar da Russia Brasileira: Opala 4 cilindros 76, Mazda Miata 94, Gol AP e Gol CHT. Aqui não importa quem ganha ou quem perde, o que importa é a diversão e juntar os amigos.

Se 2019 foi o ano que finalmente iniciamos o projeto, 2020 é o ano que vamos terminar, ou pelo menos a maior parte dele – afinal projetos nunca estão prontos. Uma das metas é deixar o carro pelo menos em condição de rodar no carnaval, para poder viajar aqui para casa da minha família e amigos no interior do Paraná – de onde dígito agora. Mas ao contrário da foto aí de cima, vim de Weekendão 98 desta vez.

Depois disso, vamos focar nos detalhes mais pesados. Achar pneus para calçar as rodas 15 x 8,25 com offset +25 aí de cima, e sim, vamos precisar fazer um fender rolling para caber. Também devemos em seguida partir para a suspensão, provavelmente Bilstein. Essa vai ser a parte mais trabalhosa do projeto no ano, mas é a que estou mais ansioso para testar, pois vamos aprimorar mais ainda a melhor característica do Miata que é sua dinâmica. Pneus mais largos, bitolas mais largas e suspensão mais rígida? Mal vejo a hora de testar isso.

Por fim, se o orçamento permitir cuidar também da parte estética: pintar a capota rígida de preto brilhante (atualmente está fosca), refazer o couro das portas (ainda estou pensando se faço os Sparco que estão nele em couro também), e por fim importar a cereja do bolo do projeto para seu batizado de conclusão, uma capota de Canvas (tecido) bordô como essa da foto aí em cima para substituir a atual caramelo de vinil que está rasgada. Capota rígida é legal, mas nada prático para andar de conversível!

 

Aprendendo com o FlatOut – Eduardo Rodrigues

Considero que 2019 foi um ano importante para mim. Já comecei com um projeto novo e promissor de TCC. Ainda em janeiro fui para São Paulo fazer um curso de jornalismo automotivo com duração de uma semana, bem busca não só de conhecimento como de fazer um networking. Mas a melhor oportunidade veio fora do curso em um encontro com o Juliano Barata, que eu inocentemente pensei que seria só para trocar uma ideia e conhecer pessoalmente alguém que já conhecia apenas através do Facebook. O que começou como tietagem virou um estágio no site e assim veio os (ER) em algumas notas no Zero a 300.

De volta a Minas Gerais comecei uma nova rotina, conciliando o estágio com o final de curso da faculdade. O FlatOut é um site que acompanho de perto desde o começo e é uma grande honra poder contribuir, seja como assinante ou agora como estagiário. O estágio não ajudou só no ponto de vista profissional, escrever todo dia desenferrujou as juntas e ajudou bastante a escrever o artigo do TCC. Pulando para o final do ano, apresentei o TCC, só não recebi o diploma ainda pois falta resolver alguns problemas com a universidade. Mas ele está a caminho.

Apesar de ser um ano que fiquei tão próximo do jornalismo automotivo, 2019 não foi dos melhores anos com os carros. Continuo sem ter um carro para chamar de meu, o que é até bom pois não tenho como manter. O mais próximo de um carro que consegui foi um banco de Renault Scenic que foi transformado em cadeira de computador, forrado com um belo veludo verde, por sinal.

Para 2020 não traço planos automotivos, mas se conseguir ter condições para manter um carro dou preferência para um carrinho honesto e econômico, como um Mille, um Celta ou quem sabe um Honda Fit, para incorporar de vez meu apelido de vovô. Os planos que tenho são com a carreira: contribuir mais com o FlatOut, tocar alguns projetos pessoais (curte cinema e podcast?) e colocar em prática tudo que aprendi com a equipe do site e com a faculdade.

 

Mas 2019 já acabou? – Rafael Micheski

É difícil começar a descrever as metas para 2020 sem pensar nos últimos anos que passaram.

Cerca de oito anos atrás, iniciei um projeto de cobertura de track days por hobby e com o número de eventos crescendo, já conhecendo o pessoal do FlatOut de outros carnavais, há uns 4 anos atrás, quase fechamos uma parceria para que essa cobertura fizesse parte do site. Não deu certo mas… nada acontece por acaso.

Apesar da formação em jornalismo, faltava experiência editorial e mais para frente isso foi adquirido através de dois anos editando a revista Fusca&Cia e gerenciando suas redes sociais, que eram inexistentes. Infelizmente, apesar dos esforços, a mentalidade do setor editorial tradicional continuava presa nos anos 90 e a revista foi arquivada no início de 2019. Depois de alguns currículos enviados e respostas dispersas, apelei para uma postagem no Facebook e eu mal sabia o que estava para acontecer no FlatOut.

O Juliano viu que eu estava disponível no mercado e me convidou para fazer parte da equipe no projeto inédito que é o FlatOuters. Quando entendi do que se tratava, aceitei prontamente e apesar de tropeçar um pouco na adaptação do impresso para o digital, estou nessa empreitada com a equipe, cuidando dos grupos dentro do FlatOuters, realizando postagens e os sorteios. Uma experiência nova que agradeço a Deus e a equipe pela oportunidade.

Para 2020, a ideia é entrar com o “pé no porão”, acelerando tanto o FlatOuters quanto meus dois project cars. Meu Uno 1.6R 1990 que é o carro do dia a dia mas está sendo reformado há dois anos, finalmente está na reta final para ganhar as ruas.

O outro projeto é meu Opala cupê 1974 que comprei pensando no Chevy Nova, e a ideia era um swap para V8, porém depois da reforma simples do Uno levar tanto tempo, reavaliei ficar meses ou anos sem andar com o Opala e o projeto que espero iniciar em 2020 é baseado no Commodore GS/E!

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