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Car Culture Pergunta do dia

Qual é o carro “feio” mais incrível já feito?

“Quem ama o feio, bonito lhe parece”. A gente até tentou resistir à tentação de começar este post com uma frase manjada feito esta, mas clichês são clichês porque, normalmente, são verdade (e sim, a gente já disse isto outras vezes). Enfim, se gosta de alguma coisa que a maioria das outras pessoas considera detestável, você até consegue enxergar algumas qualidades nela.

Este escriba, por exemplo, tem certa simpatia pelo Juke, o crossover bizarrinho da Nissan. Sim, ele reúne todas aquelas coisas que criticamos nos tais crossovers — não é prático como uma perua, não é robusto como um SUV de verdade, não é econômico como um hatchback. Mas, por alguma razão, suas linhas um tanto aleatórias, sua dianteira com crise de identidade e suas proporções de buldogue me parecem tão inusitadas que eu até consideraria ter um, caso fossem vendidos no Brasil. Sua plataforma é a mesma do Renault Duster, um SUV “para mercados emergentes” que cumpre muito bem sua proposta, o que também conta pontos.

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Mas não há como dizer que, no sentido tradicional da palavra, bonito o Juke não é. Agora, a gente conhece uma versão dele que, mesmo que continue sendo um carro feio, ao menos é completamente fodástico: o Nissan Juke-R.

Já se vão quatro anos desde que, em 2012, a equipe de engenheiros responsáveis pelo Juke-R trabalhou na surdina para transformar o Juke em um míssil movido pelo V6 3.8 biturbo de 552 cv do GT-R. Afinal, se este projeto chegasse aos ouvidos dos bean counters, seria vetado na certa. Não é assim que os carros mais incríveis surgem? O BMW M Coupé que o diga!

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A verdade é que, mais do que um Juke com motor e câmbio de GT-R o Juke-R da Nissan foi construído sobre a plataforma encurtada de um GT-R, e extensas modificações na estrutura do carro foram realizadas para que o V6 longitudinal e o sistema de tração integral funcionassem plenamente na nova carroceria. Para isto, eles tiveram que ir até a frota da divisão europeia da Nissan e procurando um GT-R e um Juke de que ninguém sentiria falta.

No fim das contas, a ideia fez muito sucesso quando foi apresentava — e como não seria? Tanto que, depois que o carro tomou o meio jornalístico automotivo de assalto e até inspirou outras pessoas a fazer o mesmo, a Nissan deu carta branca para que os criadores desta “belezinha” construíssem uma série limitada de 20 unidades. Desta vez, com todo o apoio da fábrica. Ou seja: há pelo menos 20 sortudos acelerando o Juke-R por aí. Isto se o Sultão do Brunei não comprou logo um punhado de uma vez…

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E tem mais: em 2015, a Nissan tratou de criar um sucessor para o Juke-R — o Juke-R 2.0, que pega emprestado o motor de 600 cv do Nissan GT-R Nismo. Desta vez, porém, foi apenas um conceito — ainda que, a exemplo do primeiro Juke-R, totalmente funcional: há uma gaiola de proteção certificada pela FIA, bancos e cintos de competição e interior completo.

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Mesmo que tenha um cara mais agressiva, com os novos faróis e lanternas do Juke reestilizado, para-lamas, capô e tampa do porta-malas de fibra de carbono e um novo body kit, inspirado pelo Nissan GT-R, o Juke-R 2.0 continua feio. Mas vai dizer que você não queria dar só uma voltinha nele?

É exatamente sobre isto a pergunta do dia de hoje: qual é o carro feio mais fodástico do mundo? Escolher o Nissan Juke-R como exemplo pode até parecer apelação, mas é só porque ele é um dos exemplos mais recentes — e também dos mais apropriados. Só que você certamente conhece outros carros, produzidos em série ou edições especiais, que também sejam feios, porém incríveis.

Vamos lá, a caixa de comentários é toda sua!

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