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Car Culture

Quando a Bugatti correu pela última vez

Sempre foi curioso ver a Bugatti contemporânea evitar referências ao seu passado nas pistas durante praticamente toda a era do Veyron e do Chiron. A marca falava de velocidade, luxo e tecnologia, mas não falava de corridas. Mesmo quando apresentava edições especiais com nomes de pilotos, como o Divo em homenagem a Albert Divo e suas vitórias na Targa Florio, a ligação era mais simbólica do que prática — uma reverência ao espírito esportivo, e não uma pista real de que um Bugatti moderno voltaria a competir ou mesmo acelerar em um circuito de corridas. Claro, a Bugatti sempre teve a dualidade de ser uma marca de extremo luxo ao mesmo tempo em que fazia carros de corrida, e é nítido que Ferdinand Piëch olhou para o lado mais rentável quando decidiu ressuscitar a marca, no fim dos anos 1990 e trouxe o legado do automobilismo para os nomes dos carros — Pierre Veyron, Louis Chiron, Albert Divo — para não deixá-los esquecidos no passado da marca. Em 2020 isso mudou sutilmente. Foi