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Zero a 300

Renault anuncia recall do Kwid, Aston Martin mostra o novo Vantage com motor V8 AMG, Fusca deixa de ser vendido (de novo) no Brasil e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Renault anuncia recall do Kwid

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A Renault anunciou nesta terça-feira (21) a convocação de mais de 34.000 veículos para reparar defeitos de fabricação. O número inclui todos os Kwid vendidos desde o lançamento do modelo, além de unidades do Sandero, Logan, Duster e Duster Oroch. O motivo da convocação são três defeitos distintos, um no tubo de combustível, outro no sistema de freios e outro no sistema de direção hidráulica. Os dois primeiros afetam o Kwid. O outro afeta os demais modelos.

A Renault descobriu que o tubo de combustível de 17.798 unidades do Kwid, produzidas até 27 de setembro de 2017 (chassis HJ524902 a JJ999218), foi montado de forma inadequada, o que o deixou em posição que pode causar sua perfuração e o consequente vazamento de combustível. O outro problema envolve 21.802 unidades produzidas até 2 de novembro de 2017 – praticamente todos os Kwid fabricados no Brasil. Nestes, o sistema de freio pode sofrer trincas, o que pode ocasionar perda de eficiência de frenagem, travamento das rodas ou perda de dirigibilidade. O tempo de reparo é de um dia inteiro.

O outro defeito afeta 13.026 unidades do Sandero (chassi GJ481357 até GJ549376 e HJ246861 até HJ656295), Logan (GJ481363 até GJ516511 e HJ246859 até HJ548486), Duster (HJ246871 até HJ547067) e Oroch (HJ246869 a HJ557912) produzidos entre 29 de julho e 6 de outubro de 2017. Nestes exemplares a mangueira de baixa pressão da direção hidráulica pode se deteriorar e causar o vazamento do fluido, tornando a direção pesada, com o risco de perda de dirigibilidade. Nestes o reparo é mais rápido: agendado, leva 1h 30 min para ser realizado.

 

 

Aston Martin revela novo Vantage

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Depois de doze anos de estrada o Aston Martin Vantage finalmente ganhou uma nova geração. O modelo foi revelado nesta terça-feira (21), e é completamente renovado — do chassi aos motores e à aerodinâmica.

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Sob o longo capô do GT agora está um V8 4.0 biturbo fornecido pela Mercedes-AMG, que produz 510 cv e 69,7 kgfm como no AMG C63 S. Por ora, o V8 alemão trabalha com um câmbio igualmente alemão, o ZF8HP de oito marchas. A Aston ainda não confirmou, mas considerando que ela já declarou o desejo de ser a última fabricante a oferecer um câmbio manual, é provável que a caixa de seis marchas e o pedal de embreagem venham mais adiante.

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O motor foi instalado em posição baixa e recuada para otimizar a distribuição de peso e o centro de gravidade, chegando a 50% sobre o eixo dianteiro e 50% sobre o traseiro. Além disso, o novo Vantage usa uma estrutura toda de alumínio baseada na arquitetura do DB11, porém com 70% de componentes novos segundo a Aston. Isso resultou em um peso seco de 1.530 kg, que ajudam o V8 a levar o modelo aos 100 km/h em 3,6 segundos e à velocidade máxima de 313 km/h.

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A suspensão agora usa suportes sólidos para aumentar o feedback ao motorista, e usa braços triangulares sobrepostos na dianteira, e arranjo multi-link na traseira. Os amortecedores, como no antecessor, são ajustáveis e ativos, com três modos de rodagem: Sport, Sport Plus e Track. O controle dinâmico também é auxiliado pelo novo diferencial eletrônico, que trabalha interligado ao programa de controle de estabilidade.

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O novo Vantage também deu alguma atenção à aerodinâmica: o splitter frontal direciona o fluxo de ar para baixo do carro, onde encontra canais que o direcionam para o difusor traseiro sem perturbações. Os respiros laterais também têm sua função aerodinâmica, ao extrair o ar das caixas de roda.

 

Porsche Boxster Spyder e Cayman GT4 usarão flat-6 do 911 GT3

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Apesar de terem aderido ao downsizing com motores flat-4 turbo, os irmãos 718 Cayman e Boxster continuarão a usar o clássico flat-6 aspirado em suas versões mais radicais, o Boxster Spyder e o Cayman GT4. A apuração é dos britânicos da Autocar.

Se você está por dentro da evolução da Porsche, já sacou que o único flat-6 aspirado que restou é o 4.0 de 500 cv do 911 GT3. Obviamente a dupla mid-engined não terá toda essa potência despejada em suas rodas traseiras. Em vez disso, a Porsche GT deverá trazer a potência para mais próximo dos 400 cv, um número mais equilibrado para o porte dos irmãos. O câmbio será manual de seis marchas de série, com o PDK de sete marchas como opcional.

Como os antecessores, os novos Spyder/GT4 também passarão por uma dieta para eliminar o peso desnecessário livrando-se de coisas como o ar-condicionado, rádio, isolamento acústico e estrutura/motor da capota no Boxster. A estreia deve acontecer em 2018.

 

Volkswagen deixa de vender o Fusca no Brasil

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Aos poucos a Volkswagen vai eliminando a plataforma PQ35 do mercado. Primeiro foi o Scirocco na Europa, agora é a vez do Fusca no Brasil. O modelo de nicho, inspirado no clássico besouro, deixou de ser oferecido pela Volkswagen nesta semana, e já não consta mais no site da marca.

Embora fosse um dos conjuntos mais interessantes da Volkswagen nos últimos anos, o Fusca não era exatamente um bom vendedor e, além disso, a marca está se livrando dos modelos esportivos e de nicho para dar vez aos SUVs, crossovers, híbridos e elétricos (agradeça ao dieselgate).

Isso não significa que o Fusca ficará relegado aos livros de história e posts antigos de internet: a Volkswagen já afirmou que estuda a possibilidade de relançar o modelo como um veículo elétrico com motor e tração na traseira.

 

Mark Webber pode ser o novo piloto de testes de “The Grand Tour”?

Depois que Mike “The American” Skinner revelou em seu perfil no Twitter que não fará parte da segunda temporada de “The Grand Tour”, os produtores do programa trataram de transformar a saída do personagem e o processo de contratação de um substituto em mais um teaser cômico. Um não, dois.

No primeiro, Jeremy, James e Richard estão sentados à mesa do QG do programa quando descobrem que não terão mais a companhia do americano na próxima temporada. Um deles fica encarregado de ligar e dar a notícia, Clarkson acaba fazendo a ligação, dizendo que “Richard o mandou ligar para dizer que ele, o piloto, está fora”. E encerram o vídeo com uma chamada, procurando um novo piloto.

No segundo, eles já estão em seu circuito esquisito, o Eboladrome, com um dos candidatos: o segundo melhor da Austrália, segundo Clarkson, Mark Webber.

Se ele será mesmo o piloto de testes ou se foi apenas uma brincadeira com o fato de ele ser piloto da Porsche é algo que descobriremos apenas em 8 de dezembro, quando a nova temporada estrear.

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