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Roger Moore: o James Bond que usou os carros mais legais – até um MP Lafer!

Costuma-se dizer que os bons morrem jovens, mas isto está longe de ser uma regra. Roger Moore, o ator que interpretou Bond, James Bond, em sete filmes entre 1973 e 1985. Ele já era um ator experiente quando substituiu Sean Connery, que havia ameaçado deixar a franquia em 1966, mas só o fez de fato em 1971, e acabou se tornando um dos 007 favoritos dos fãs – ainda que seus filmes tivessem uma atmosfera mais leve, meio caricata. Além disso, Roger Moore foi o James Bond que dirigiu alguns dos automóveis mais legais de todos os filmes.

Enquanto Sean Connery fazia história com “007 e o Satânico Dr. No” (Dr. No, 1962), primeiro filme da série, Roger Moore estreava no seriado britânico “O Santo” (The Saint), um criminoso que roubava dos ricos para… ficar com tudo o que roubava. Era um anti-herói de humor ácido, sarcástico e refinado, que curtia a boa vida quando não estava aplicando seus golpes e lutando contra outros criminosos. Os fãs de Simon Templar, o Santo, sempre acreditavam que Moore seria perfeito para o papel de James Bond – e isto acabou acontecendo em 1972.

Moore conseguiu conquistar o público ao trazer leveza ao papel. Os filmes estrelados por ele traziam um espião playboy que sempre tinha um truque na manga quando necessário, sem muito drama e com um grande repertório de frases bem sacadas. Embora fosse um Bond bem diferente daquele imaginado por Ian Fleming, criador do Agente 007, o espião de Roger Moore durou 12 anos, fazendo dele o ator que passou mais tempo com o personagem. E também foi o mais velho a interpretá-lo: tinha 45 anos em “007: Viva e Deixe Morrer” (Live and Let Die, 1973) e 58 anos em “007: Na Mira dos Assassinos” (A View to a Kill, 1985).

Roger Moore nasceu em 14 de outubro de 1927 e morreu hoje, aos 89 anos, depois de uma “curta, porém valente batalha contra o câncer”. Ele foi mais lembrado por seus 12 anos como 007, mas depois ficou conhecido também por seu trabalho filantrópico e por sua associação à Unicef. Para homenagear Roger Moore, vamos elencar aqui os carros mais legais que ele dirigiu como James Bond!

 

Corvorado – “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (007: Live and Let Die, 1973)

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Os produtores do oitavo filme de James Bond queriam que Sean Connery voltasse para viver o agente uma última vez, mas o ator foi irredutível. Moore aceitou o papel, e em seu primeiro filme, 007 foi até os Estados Unidos para rastrear o ditador caribenho Dr. Kananga, que estava vivendo no bairro do Harlem, em Nova York, disfarçado de chefe de um cartel de drogas. Vale lembrar que a música tema do filme, “Live and Let Die”, foi composta por Paul McCartney e sua esposa Linda, e gravada por sua banda, os Wings.

Uma das cenas mais marcantes do filme envolve James Bond ao volante de um AEC Regent R/T. Talvez você não esteja ligando o nome ao veículo, mas certamente já viu um destes em algum lugar: trata-se de um dos famosos ônibus de dois andares londrinos. No entanto, o carro mais marcante do filme é um verdadeiro monstro de Frankenstein: O Corvorado.

Seu nome é a mistura de Chevrolet Corvette e Cadillac Eldorado, e por uma boa razão: trata-se de um chassi de Corvette com a carroceria de um Cadillac Eldorado. O carro foi construído por Les Dunham, da Dunham Coachworks, especialmente para o filme de James Bond.

 

AMC Hornet X – “007 contra o Homem com a Pistola de Ouro” (The Man with the Golden Gun, 1974)

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No segundo filme de Roger Moore como James Bond, o espião tem como antagonista Francisco Scaramanga (Christopher Lee), um assassino de aluguel que cobra um milhão de dólares por cada execução, e ainda precisa encontrar um agitador solar capaz de canalizar e utilizar a energia do sol em grande escala.

O AMC Hornet era um compacto relativamente pacato, mas sua versão X, disponível para o ano modelo de 1971, era um carro relativamente esperto – só ficava abaixo do Hornet SC360, versão cupê com um V8 de 360 pol³ (5,9 litros) e 250 cv. De qualquer forma, o carro usado aqui é só um detalhe: o que impressiona mesmo é a manobra feita por James Bond: o carro salta por uma rampa sobre um lago e dá um giro de 270° sobre seu próprio eixo. Ainda que o resultado seja meio cômico, devido ao efeito sonoro usado no momento do salto, a manobra foi a primeira do tipo realizada no cinema.

 

Lotus Esprit – “007: o Espião que me Amava” (The Spy who Loved Me, 1977)

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Um dos filmes mais bem recebidos da era Roger Moore, “007: o Espião que me Amava” coloca James Bond contra Karl Stromberg, um vilão megalomaníaco que pretende destruir toda a humanidade e dar início a uma nova civilização debaixo d’água. Isto ajuda a explicar o Lotus Esprit anfíbio usado por Bond, em uma das cenas mais icônicas de toda a franquia. Para escapar de um helicóptero armado até os dentes, Bond se atira no mar com o Esprit (e com a Bond girl Anya Amasova, uma agente da KGB), e o carro imediatamente se converte em um submarino.

Quando isto acontece, a carroceria toda é selada, um periscópio é usado para enxergar o ambiente, e as rodas dão lugar a lemes. O carro também é equipado com um lança-mísseis na traseira, minas, torpedos que saem do para-choque dianteiro e até um jato de tinta preta para, como os polvos, despistar inimigos debaixo d’água. A Lotus cedeu dois carros para os produtores do filme, além de seis carrocerias para possíveis contratempos.

 

MP Lafer – “007 contra o Foguete da Morte” (Moonraker, 1979)

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“007 contra o Foguete da Morte” foi uma das poucas histórias que Ian Fleming, criador de James Bond, imaginou primeiro como um roteiro de filme, e depois como um romance. Na película, Bond precisa investigar o roubo de um ônibus espacial, e acaba descobrindo que o crime tem ligação com o dono da empresa que fabricou a espaçonave, Hugo Drax.

O plano de Drax é exterminar toda a humanidade através de um gás letal e enviar jovens geneticamente manipulados ao espaço. Os mesmos viveriam nos ônibus espaciais até que a Terra fosse segura para seres humanos novamente, e ajudariam  criar uma “nova raça superior”.

Perseguido por Bond, Drax move toda sua operação para o Rio de Janeiro, no Brasil. E é por isto que James Bond topa com um elegante MP Lafer em “007 contra o Foguete da Morte”, ainda que o mesmo seja o carro de Manuela (Emily Bolton), que trabalha no Brasil para o Serviço de Inteligência Britânico. De qualquer forma, Moore posou para fotos ao lado do Lafer, certamente admirado com a adaptação de uma carroceria inspirada no roadster britânico MG TD sobre o chassi do Fusca.

 

Citroën 2CV: “007: Somente para seus Olhos” (For Your Eyes Only, 1981)

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“007: Somente para seus Olhos” marcou um retorno às origens para James Bond depois de sua incursão pela ficção científica em “007 contra o Foguete da Morte”, trazendo uma história mais plausível e madura. O agente secreto é colocado em busca de um sistema de comando de mísseisque pode ser usado para disparar as armas de todos os submarinos de combate britânicos.

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Para forçar James Bond a confiar mais em suas habilidades e seus instintos em vez dos gadgets, os produtores de “Somente para seus Olhos” fizeram com que seu Lotus Esprit Turbo explodisse. Assim, o espião é forçado a usar um carro muito, muito mais básico: um Citroën 2CV amarelo, carro que pertence a Melina Havelock, a bond girl da história.

Na cena de perseguição entre o pequeno Citroën e os Peugeot 504 usados pelos capangas de Hector Gonzales, o vilão do filme, foram usados quatro exemplares do Citroën 2CV que, fazendo jus à reputação, passa por poucas e boas, capotando duas vezes (mas ele não era “incapotável?”), passa por uma rampa e cai sobre o teto de um Mercedes-Benz. Os carros passaram por modificações na suspensão para as manobras, e receberam motores mais potentes, de quatro cilindros em vez de dois.

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