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Trânsito & Infraestrutura

Sem radares, menos mortes: como a velocidade se tornou artificialmente o foco da segurança viária?

No final de 2018 uma multidão vestida com coletes amarelos incendiou as ruas da França em uma série de protestos contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis. Embora não estejam mais em alta no noticiário, os atos dos Gilets Jaunes (coletes amarelos, em francês) continuam de forma organizada em todo o país. Além dos protestos marcados — o décimo acontecerá dia 16 de março — eles também destruíram mais de 60% dos 3.200 radares e câmeras de velocidade instalados no país. Como dissemos anteriormente no Zero a 300, os equipamentos de fiscalização eletrônica foram queimados, pichados ou simplesmente envoltos em sacos plásticos ou em coletes amarelos. Não se trata de vandalismo revoltoso: a redução dos limites de velocidade imposta pelo governo francês em 2017  também está na mira dos Gilet Jaunes. Segundo os manifestantes, os limites não levam em consideração as necessidades da população rural que, como em qualquer lugar do mundo, é totalmente dependente do automóvel

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