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Sonho britânico: Mini Superleggera Vision é o roadster que a gente quer (e não vai ter)

Todo mundo adora falar como a Mini deixou de ser “mini” há algum tempo, fazendo hatches que são, no máximo, compactos, crossovers e até utilitários. Talvez seja implicância, talvez não. Mas o fato é que a Mini se redimiu com este conceito: o Mini Superleggera Vision, um roadster todo de alumínio com o qual a gente sempre sonhou, mas não sabia.

Sério. A primeira coisa que vem à cabeça ao ver a foto é: “preciso muito deste  carro”. Não importa o fato de ele ter sido concebido somente par decorar o gramado do Concorso d’Eleganza Villa d’Este — um dos maiores eventos automotivos do mundo onde, além de colecionadores que levam seus clássicos valiosíssimos para serem julgados, as fabricantes aproveitam para mostrar conceitos que nos deixam babando e raramente são produzidos.

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É bem provável que seja este o destino do Mini Superleggera Vision, o que é uma pena. Estamos falando aqui de um pequeno roadster com a identidade visual da Mini, porém com proporções dignas dos melhores clássicos britânicos dos anos 50 e 60.

O “Superleggera” do nome significa que a Mini se juntou ao estúdio Carrozzeria Touring Superleggera, famoso por criar alguns dos mais belos automóveis do século 20, para dar corpo a seu conceito. E, naturalmente, ele foi feito usando a tradicional técnica da companhia italiana: chapas de alumínio que foram marteladas até ganhar as formas que vemos aqui e depois colocadas sobre uma estrutura de tubular, também de alumínio. Sem vãos entre os painéis ou soldas, o carro fica resistente e, mais importante, leve. Superleve. Superleggera.

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Mas outras medidas foram tomadas para deixar o carro o mais enxuto o possível. “Todos os equipamentos e elementos de decoração desnecessários foram deixados de lado”, explica Louis de Fabribeckers, diretor de design da Touring Superleggera, “o que resultou numa leveza que permitiu ganho em desempenho e em eficiência tanto na estrutura quanto no interior do veículo.”

E que interior! Ele não traz todos aqueles detalhes característicos do design interno dos Mini modernos. Ele remete muito mais aos clássicos Mini e mantendo a identidade visual tradicional da marca usando apenas com um mostrador circular digital no centro do painel e outro, menor, na coluna de direção. Na verdade, o ambiente é todo minimalista e com acabamento de primeira, usando cromo negro e legítimo couro italiano.

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A dianteira traz a identidade visual da Mini moderna, e é praticamente idêntica à da nova geração do compacto. Contudo, a grade é fechada — porque o motor é elétrico, e move as rodas dianteiras (você já viu um Mini de tração traseira?). A carroceria segue limpa até a traseira, que traz uma barbatana sobre a tampa do porta-malas e, talvez o detalhe mais legal, lanternas formadas por uma bandeira do Reino Unido dividida ao meio. Genial! As proporções gerais da carroceria, baixa, com balanços e entre-eixos curtos, capô longo e só dois lugares, nos deixam cheios de ideias platônicas.

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Se a Mini fosse realmente corajosa, transformaria este conceito em realidade. Imagine esta belezinha com o onipresente motor 1.6 turbo THP (mesmo a versão com 165 cv que equipa o Citroën DS3), câmbio manual de seis marchas e um interior mais tradicional… Será eles não conseguiriam suprir a demanda? O que a gente precisa fazer para convencê-los?

O Concorso d’Eleganza Villa d’Este começa hoje, dia 24 de maio.

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