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Car Culture

Um raro Karmann Ghia TC conservadíssimo – e à venda

Fãs da Volkswagen são particularmente atraídos por versões e modelos raros. Deve ser por isto que os estrangeiros se interessam tanto pelos VW antigos brasileiros: muitos deles não foram vendidos em nenhum outro lugar do mundo e, com isto, tornam-se automaticamente cobiçados por colecionadores e entusiastas que querem algo raro ou diferente. Basta olhar para a exportação de Kombi nacionais para outros países, especialmente as “corujinhas”, ou para o burburinho que acontece toda vez que um Puma ou VW SP2 é anunciado lá fora.

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O mesmo acontece com o Karmann Ghia TC, esportivo desenvolvido e vendido no Brasil na década de 1970 que, frequentemente, é colocado pelos gringos entre os Volkswagen mais bonitos de todos os tempos. E O TC é difícil de encontrar até mesmo no Brasil – o que, por si só, já justifica sua escolha para o Achados meio Perdidos da semana. Ele está anunciado no GT40, como de costume.

A primeira geração do Karmann Ghia começou a ser vendida no Brasil em 1962, dois anos depois da abertura da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Com motor 1200 de 36 cv, ele podia não cativar pelo desempenho, mas sua dirigibilidade era divertida e a beleza, indiscutível. Mesmo sendo o Volkswagen mais caro à venda no Brasil, o KG era mais barato que seu principal rival, o Willys Interlagos, e a confiabilidade da mecânica VW também contava pontos junto ao público.

Por isso, quando chegou a hora de substituí-lo, a VW não teve dúvidas: em vez de nacionalizar o Type 34, sucessor europeu do Karmann Ghia que não fez muito sucesso por contado preço elevado e do visual exótico, a Volks brasileira decidiu criar localmente seu próprio sucessor para o cupê.

 

Como o Type 34, o Karman Ghia TC usava a plataforma Type 3. Mas seu desenho era mais harmônico e extremamente atraente. Havia, claro, certa herança do original, como os faróis redondos e o posicionamento da grade. Mas a silhueta estava mais para a de um fastback, as proporções eram extremamente bem resolvidas e o resultado era mesmo muito bom. Além disso, o uso do motor plano da VW permitia que o Karmann Ghia TC tivesse dois porta-malas e capacidade de carga razoável – o que, com quatro lugares, significava praticidade para uma família pequena.

Infelizmente, porém, isto não garantiu o sucesso do Karmann Ghia TC. O único motor disponível era o 1600 com carburação dupla, 50 cv e 10,8 kgfm de torque. Com ele, o TC não era um carro letárgico como os primeiros Karmann Ghia com motor 1200. Mas, novamente, não era o bastante para garantir desempenho de fato esportivo.

Fora isto, porém, o estilo mais arrojado do KG TC garantiu boa demanda: se o original teve por volta de 23.000 unidades produzidas entre 1962 e 1971, o TC vendeu 18.000 exemplares entre 1970 e 1975, quando saiu de cena para dar lugar ao VW SP2.

Atualmente, porém, encontrar um TC à venda não é tarefa fácil – há pouquíssimos anunciados na Internet, e a maior parte dos carros troca de mãos longe dos olhos do público.

Assim, nosso Achado meio Perdido de hoje pode mostrar-se uma oportunidade interessante para quem busca um Karmann Ghia TC. Anunciado por João Siciliano, de São Paulo (SP), este é um exemplar de 1973 em excelente estado de conservação.

O carro tem estrutura íntegra, carroceria sem detalhes e pintura com ótima aparência. Também não há falhas nos revestimentos internos, tanto nas portas quanto nos bancos. Todos os itens de acabamento – faróis e lanternas, painel, volante, grade, frisos, para-choques, rodas e calotas – são originais de fábrica.

Da mesma forma, a mecânica está em boas condições, embora sempre seja uma boa ideia fazer uma revisão em um carro antigo caso o objetivo seja rodar com ele, mesmo que só aos finais de semana.

Se você ficou interessado, clique aqui para acessar o anúncio e contatar o vendedor.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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