FlatOut!
Image default
Lançamentos

Volkswagen Taos é lançado com preço a partir de R$ 154.990 – como ele se compara aos rivais?


Na briga dos SUVs médios, o Jeep Compass é rei. E agora ele tem dois rivais à altura: o Corolla Cross, que já vem fazendo mais sucesso que o próprio Corolla sedã; e o Taos, que finalmente foi lançado nesta quinta-feira (27).

Ainda não é assinante do FlatOut? Considere fazê-lo: além de nos ajudar a manter o site e o nosso canal funcionando, você terá acesso a uma série de matérias exclusivas para assinantes – como conteúdos técnicoshistórias de carros e pilotosavaliações e muito mais!

 

FLATOUTER

Plano de assinatura com todos os benefícios: 30% OFF na loja durante a 2ª temporada do Goodguys, acesso livre a todas as edições da revista digital do FlatOut e demais matérias do site, participação no nosso grupo secreto no Facebook (fique próximo de nossa equipe!). Exponha ou anuncie até sete carros no GT40 e ainda ganhe descontos em oficinas e lojas parceiras*!

R$ 26,90 / mês

ou

Ganhe R$ 53,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

*Benefícios sujeitos ao único e exclusivo critério do FlatOut, bem como a eventual disponibilidade do parceiro. Todo e qualquer benefício poderá ser alterado ou extinto, sem que seja necessário qualquer aviso prévio.

CLÁSSICO

Plano de assinatura básico. 15% OFF na loja durante a 2ª temporada do Goodguys, acesse todas as edições da revista digital do FlatOut e demais matérias do site1, além de poder expor ou anunciar até três carros no GT402.

R$ 14,90 / mês

ou

Ganhe R$ 29,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

1Não há convite para participar do grupo secreto do FlatOut nem há descontos em oficinas ou lojas parceiras.
2A quantidade de carros veiculados poderá ser alterada a qualquer momento pelo FlatOut, ao seu único e exclusivo critério.

Sua missão é combater o Compass, que já era bem resolvido e agora ficou praticamente irresistível com o novo motor 1.3 turbo T270; e segurar a onda do Corolla Cross, que oferece tudo o que o sedã tem em uma embalagem muito mais adequada à paisagem atual da indústria e do mercado.

Para isso, a Volkswagen foi extremamente cuidadosa e escolheu a dedo diferenciais que, bem, realmente fazem diferença. Porque, conceitualmente e fisicamente, o Taos está alinhado com os rivais. Só que ele também tem alguns truques na manga, e eles nem estão escondidos.

Antes dos preços, versões e equipamentos (e dos truques), vamos relembrar o visual do novo SUV. Isso porque, por fora, o Taos não traz nada que já não tenhamos visto – e não porque ele se parece com outros VW, mas porque já conhecemos sua cara desde outubro passado, quando a Volks revelou imagens oficiais do Taos por fora e por dentro.

Na verdade, é bem o contrário: o Taos tem uma identidade visual forte, com um conjunto frontal de personalidade e diversos elementos que o afastam do T-Cross e do Tigual Allspace. O Taos, aliás, fica exatamente no meio desses dois em uma série de aspectos, do tamanho ao preço.

O Juliano Barata esteve na apresentação estática do Taos, há três meses (veja acima), e já deu belo tour pelas características externas e internas do T-Cross. Na época, ainda não tínhamos alguns detalhes sobre preços, versões e equipamentos – foram divulgados hoje – mas já deu para sacar que a VW se empenhou de verdade.

A dianteira, adornada pelo novo emblema da Volkswagen, tem faróis com forma de trapézio invertido e uma grade bem avantajada, com tela do tipo colméia. Abaixo dela há um grande aplique em formato de “X” com acabamento preto brilhante e uma grande entrada de ar no para-choque dianteiro – que também tem um “peito de aço” (que não é de aço, e tem função apenas decorativa) com acabamento prateado.

As caixas de roda, diferentemente do T-Cross e do Tiguan, são mais retilíneas, o que remete ao próprio Jeep Compass, e as saias laterais escurecidas ajudam a tornar a lateral mais esguia – sensação que é amplificada pelo acabamento em dois tons. A traseira, em contraste, adota um estilo mais contido, com lanternas horizontais e a placa na tampa do porta-malas. Como o Juliano diz na apresentação, o arrojo da dianteira e das laterais te faz esperar algo mais agressivo também na traseira, mas a Volks preferiu ser mais conservadora.

O interior do Taos também acompanha a filosofia mais atual da Volkswagen, já presente no Polo e no T-Cross, por exemplo. A arquitetura do painel é muito parecida, com quadro de instrumentos digital e a tela da central multimídia logo ao lado, dando a ideia de continuidade, enquanto as saídas do ar-condicionado ficam logo abaixo do sistema de infotainment. Em termos de design, é algo bem diferente do que se vê no Tiguan, que ainda traz o estilo anterior da Volkswagen, com as saídas de ar acima da tela e um console central mais vertical.

A semelhança com o T-Cross, porém, é apenas na disposição dos elementos. No Taos, obviamente, tudo é mais refinado, com materiais de melhor qualidade e mais agradáveis ao toque (afinal todo mundo fica passando as mãos pelo painel e pelas portas o tempo todo, não é?) e a qualidade de construção conhecida da Volkswagen se fazendo presente. Além disso, a percepção de qualidade e tecnologia recebeu especial atenção, com o volante do Golf Mk8, a tela de 10,1 polegadas com alta resolução para a central multimídia e, na versão mais caras, painel digital Active Info Display com 10,25 polegadas (são 8 polegadas no Comfortline) e iluminação ambiente com cores selecionáveis.

Já que mencionamos as versões, vamos a elas. Importado da Argentina, o Volkswagen Taos será vendido nas versões Comfortline, de R$ 154.990, e Highline, de R$ 181.790. Neste primeiro momento, também há a versão Launching Edition, já tradicional nas novidades da Volks, que custa R$ 191.060.

Em equipamentos, a Volkswagen foi até generosa mesmo com a versão de entrada. O Taos Comfortline vem de série com ar-condicionado dual zone com saídas para o banco traseiro, carregador de celular por indução, direção com assistência elétrica, cruise control, sensor de chuva, sensor crepuscular e painel digital com tela de 8 polegadas. E ele também já conta com a central multimídia VW Play de 10,1 polegadas com Apple CarPlay (sem fio) e Android Auto (pelo cabo USB, algo que pode e deve ser resolvido com uma atualização de software), rodas de 18 polegadas, seis airbags, hill-holder, câmera de ré, controles eletrônicos de estabilidade e tração e detector de fadiga.

Além disso, estão presentes retrovisor interno fotocrômico, retrovisores com ajustes elétricos e tilt-down automático, monitoramento de pressão dos pneus, lanternas traseiras de LED, porta-lugas refrigerado, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, chave presencial, start-stop, três portas USB tipo C no interior, tomada 12V no porta-malas e frenagem automática pós-colisão. Na versão Comfortline, o rack de teto é preto.

Como opcionais, o Taos Comfortline tem o Pacote Conforto (R$ 5.420), com bancos de couro sintético e, para o motorista, banco com aquecimento, regulagem elétrica e ajuste lombar. O Pacote Segurança (R$ 4.790) acrescenta cruise control adaptativo e frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres.

Para justificar os quase R$ 27.000 a mais que o Comfortline, o Taos Highline inclui de série todos os equipamentos do mesmo, mais os pacotes Conforto e Segurança. O diferencial fica pelos faróis IQ Light com sistema automático de ajuste e anti-ofuscamento, iluminação ambiente com seletor de cores pela central multimídia, painel com tela de 10,25 polegadas, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, sistema de som com oito alto-falantes, seletor de modos de condução e retrovisores com aquecimento. O rack de teto do Taos Highline é pintado na cor prata, e as rodas de 18 polegadas têm desenho exclusivo. Seu único opcional é o teto solar panorâmico, que custa R$ 5.520.

A edição de lançamento é baseada no Taos Highline. Por R$ 191.060, o Taos Launching Edition vem na cor Bege Mohave com teto e coluna “A” em preto brilhante, rodas e espelhos com acabamento escurecido, som Beats e teto solar panorâmico de série.

Ambas as versões do Volkswagen Taos têm o mesmo conjunto mecânico: o motor 1.4 TSI da Volkswagen, com 150 cv e 25,5 kgfm de torque, sempre ligado ao câmbio automático Aisin de seis marchas. É o bastante para ir de zero a 100 km/h em 9,3 segundos, com máxima de 194 km/h.

Naturalmente, o Volkswagen Taos usa a plataforma MQB da Volkswagen. Mais especificamente, a variação MQB A1, a mesma do Jetta, com eixo traseiro multilink e maior suporte a sistemas eletrônicos. Aqui, vale a observação já feita na apresentação há três meses: graças à suspensão traseira multilink, o Taos até poderia receber o sistema de tração integral 4 Motion, que junto do motor turbodiesel EA288, com 150 cv e 32,6 kgfm de torque. Com isso, ele teria um argumento ainda mais convincente contra o Jeep Compass.

Falaremos mais disso a seguir.

 

Como o Volkswagen Taos se compara aos rivais?

Já dissemos ali no início e vamos repetir: o Volkswagen Taos está entrando em um páreo duro. O Jeep Compass é o líder absoluto do segmento, com um pacote corretíssimo, apelo de marca e uma gama de versões bem ampla, que consegue arranhar os segmentos imediatamente abaixo e acima dele. O Corolla Cross tem a seu favor uma fidelidade absurda à marca, e a Toyota parece ter conseguido calcular perfeitamente a diferença que seus clientes estão dispostos a pagar para trocar o sedã pelo SUV.

Mas o Volkswagen Taos tem suas armas. E elas começam nas dimensões. Vamos lá:

Volkswagen Taos: 4,46 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,63 m de altura e entre-eixos de 2,68 m. Porta-malas de 498 litros.
Jeep Compass: 4,40 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e entre-eixos de 2,64 m. Porta-malas de 410 litros.
Toyota Corolla Cross: 4,46 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,62 m de altura e entre-eixos de 2,64 m. Porta-malas de 440 litros.

Nota-se que as dimensões externas dos veículos são parecidíssimas. Mas o Taos ganha de ambos no entre-eixos, com 4 cm a mais, e isso pode fazer diferença para os ocupantes, especialmente no banco traseiro. Além disso, é indiscutível a vantagem do Taos na capacidade do porta-malas sem rebater os bancos: quase 50 litros a mais que o Corolla Cross e quase 90 litros a mais que o Compass. Quando os donos dos três forem viajar com a família, quem tiver um Taos vai precisar se preocupar menos com o espaço para a bagagem.

Levando-se em conta os preços das versões, a motorização e os equipamentos, a escolha fica mais complexa. Para facilitar as coisas, vamos colocar o Taos, em suas duas versões, ao lado das alternativas mais próximas nas linhas do Compass e do Corolla Cross.

Partindo das versões puras, sem opcionais, temos R$ 154.990 pelo Taos Comfortline. Ele custa exatamente o mesmo que o Jeep Compass Longitude T270, que usa o novo motor 1.3 turbo da Stellantis e dispõe de excelentes 185 cv e 27,5 kgfm com etanol, também com câmbio automático de seis marchas. O conjunto caiu ainda melhor ao Compass que à Fiat Toro, com consumo de combustível mais eficiente (como o Juliano explica na avaliação em vídeo – confira abaixo!

As listas de equipamentos de ambos se equivalem em grande parte, com vantagens pontuais para o Taos: a tela do quadro de instrumentos tem 8” no VW contra 7” no Jeep Compass, e apenas o VW tem carregador por indução. Só o Compass, porém, oferece o teto solar como opcional.

No caso do Corolla Cross, o rival mais próximo para o VW Taos Comfortline é o XRE, versão mais cara com o motor 2.0 aspirado de 177 cv e 21,4 kgfm, que trabalha associado a um câmbio do tipo CVT. Custando R$ 153.690 (R$ 3.700 a mais que no lançamento em março), ele tem quase tudo o que o VW oferece, mas fica devendo faróis de LED (as luzes principais são halógenas), carregador por indução e painel totalmente digital – há apenas uma tela colorida de 4,2 polegadas junto dos mostradores analógicos. Vale lembrar que, em São Paulo, por conta da maior alíquota no ICMS, o Corolla Cross sai por R$ 159.190.

Se a comparação for com o Taos Highline, de R$ 181.790, o Compass mais próximo em preço é o Limited, também com motor T270, que custa R$ 176.990. É uma diferença de quase R$ 5.000, mas os equipamentos de ambos são, novamente, bem parecidos. O Compass Limited ganha painel digital de 10,25 polegadas (mesmas medidas do painel do Taos em ambas as versões), e tem vantagem nas rodas de 19 polegadas e na presença de um airbag a mais, para os joelhos do motorista – que o Taos não tem em nenhuma versão.

O curioso é que essa ligeira vantagem no preço não existe no Estado de São Paulo, onde Compass é mais caro: sai por R$ 182.878, pouco mais de R$ 1.000 a mais que o Taos Highline.

É aqui que podemos falar sobre a oportunidade perdida da Volkswagen – mas se o Taos oferecesse um powertrain turbodiesel na versão Highline, com sistema 4Motion, o Compass Limited com motor T350 também poderia ser um rival na faixa acima dos R$ 200.000. Mas as contas não fecharam, e no momento é extremamente improvável que exista um Taos turbodiesel.

O Corolla Cross que compete com o Taos Highline é a versão XRV, a mais barata com conjunto híbrido (formado pelo motor 1.8 mais um motor elétrico para entregar 122 cv), custando R$ 177.290 – ou R$ 183.950 em São Paulo. Além do powertrain mais econômico, ele está à altura do VW em equipamentos, incluindo alerta de ponto cego, farol alto automático, alerta de colisão com frenagem automática, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, alerta de tráfego cruzado e aviso de saída de faixa, que o Taos Highline também oferece.

Quem ficou indeciso terá tempo para pensar: o Volkswagen Taos começará a ser vendido em junho. A Volkswagen não manifestou a intenção de cobrar um valor mais caro em São Paulo.

ESTE Gol GTS 1.8
PODE SER SEU!

Clique aqui e veja como