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Zero a 300

VW Tiguan Allspace 2022 é revelado, Caterham Seven elétrico a caminho, Mercedes-Maybach S680 terá V12 de 612 cv e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Volkswagen Tiguan Allspace ganha novo visual e chega ao Brasil em 2022

A Volkswagen apresentou o renovado Tiguan Allspace, versão de sete lugares produzida no México. Previsto para chegar aos EUA e Europa ainda neste ano, o SUV deve estrear no Brasil só em 2022.

Seu papel é importante para a Volkswagen por aqui: enquanto o futuro Taos terá a missão de enfrentar Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, o Tiguan Allspace ficará frente a frente com o Jeep Commander – que, por sua vez, tentará replicar o sucesso do Compass em uma fatia superior do mercado.

Para isso, fica evidente que a Volks quis injetar mais carisma ao visual do Tiguan Allspace – que, apesar de atraente, não estava mais em linha com nova a identidade visual da marca. Agora, o SUV de sete lugares ficou mais parecido com o Golf Mk8 – e com exatamente a mesma frente que o Tiguan de cinco lugares, renovado na Europa no ano passado. Repare na “testa” mais arredondada acima dos faróis; no formato mais afilado dos próprios faróis, que ganham DRLs em extensões na parte superior; e no desenho da entrada de ar no para-choque. Não é uma revolução, mas ajuda a manter o SUV de sete lugares, lançado em 2019, com visual contemporâneo.

Lá fora, o Tiguan Allspace deve receber o novo motor 1.5 TSI de 150 cv no lugar do antigo 1.4; e também manter o motor 2.0 TSI em duas configurações – de 186 cv ou 245 cv. No Brasil, o SUV deve ser oferecido apenas com motor 2.0 turbo, deixando para o Taos (que deve pintar logo) o motor 1.4 TSI.

O motor 1.5 turbo, aliás, ainda não tem previsão de chegada ao Brasil – o que é uma pena, pois o 1.5 fica devendo tecnologias como a desativação de cilindros, que reduz emissões e o consumo. (Dalmo Hernandes)

 

Mercedes revela detalhes do V12 dos Maybach

Enquanto a AMG abandonou o V12, a divisão de alto luxo da Mercedes, a Maybach, irá mantê-lo vivo na nova geração dos seus modelos da Classe S. O V12 será uma evolução do M279, lançado em 2012, em uma configuração de seis litros (o que vai de acordo com a modulação de 500 cm³ por cilindro) e 614 cv — apenas 16 cv a menos que o antigo S65 AMG.

As informações foram reveladas pela Mercedes da Rússia, que já atualizou seu configurador com o novo Mercedes-Maybach S680. Por isso, também, sabemos que o motor terá sua força transmitida para as quatro rodas como vem acontecendo com os modelos da Mercedes-AMG.

Apesar de ser o Classe S mais potente do momento, a Mercedes-AMG já está preparando as versões S63e e S73e, ambas com o motor V8 biturbo de quatro litros combinado a um motor elétrico para produzir entre 630 e 800 cv.

Essa decisão da Mercedes-AMG, em abandonar os V12 enquanto a Maybach os mantém, nos faz questionar se não era o caso de a AMG também manter o V12 em seus modelos esportivos — ao menos na Classe S —, uma vez que, como os carros de alto luxo, os esportivos precisam do apelo emocional, e não apenas da frieza exata dos números absolutos.

O V12 está sendo mantido nos Maybach não por uma questão de desempenho, mas também de conforto e adequação à proposta: o carro usa um V12 porque ele combina a suavidade de funcionamento ao altíssimo desempenho para os mais de 2.300 kg do sedã. Além disso a substituição de um V12 por algo mais “eficiente” no segmento dos Maybach tem uma conotação negativa de downgrade, reduzindo o valor agregado e o valor percebido do produto — especialmente enquanto Rolls-Royce, Bentley e BMW usam motores de 12 cilindros.

Mas… da mesma forma, os britânicos dizem que “o V12 é único motor aceitável em um GT para cavalheiros”, e o Classe S AMG é, afinal, um GT para cavalheiros. Será que a AMG precisava mesmo matar o V12 em sua linha? (Leo Contesini)

 

Caterham Seven elétrico será lançado em 2023

Ontem mesmo o MAO publicou uma excelente matéria sobre os carros da Lotus que se recusam a morrer. Em especial o Lotus Seven – que nos anos 70, depois de descontinuado pela Lotus, foi mantido em linha pela Caterham e sobrevive até hoje como um dos carros mais puristas que se pode ter.

Mas engana-se quem pensa que a Caterham só olha para o passado e se esqueceu do futuro. A fabricante britânica já anunciou que fará um Seven elétrico a partir de 2023.

Antes de sair esbravejando, saiba que a Caterham promete a mesma experiência de um Seven tradicional em sua variante a baterias – o carro não será maior ou mais confortável. Tamanho compacto, baixo peso e direção visceral continuarão sendo prioridades, mesmo sem o ronco de motor.

Tal manobra só será possível porque a Caterham foi adquirida recentemente pelo grupo japonês VT Holdings, que atua como principal importador do Seven para o Japão. O CEO da Caterham, Graham MacDonald, garante que Kazuho Takahashi, CEO da VT Holdings, “adora a marca” e quer vê-la existindo “por mais 50 anos.”

Nós acreditamos que um mundo ideal teria o Caterham Seven elétrico convivendo pacificamente com a versão a combustão por décadas e décadas, satisfazendo a todos. Vamos lá, pessoal, não é impossível! (Dalmo Hernandes)

 

 

Alpine A110 ganha série limitada Légende GT

A Alpine apresentou nesta semana uma série especial para seu esportivo, o delicioso Alpine A110. Chamada Légende GT, a edição terá 300 unidades e tem foco no conforto para os ocupantes em longas viagens – daí a sigla para Grand Touring em seu nome.

O Alpine A110 Légende GT usa como base a versão Légende, e é vendido em duas combinações de cores: prata “Mercury Silver” com interior de couro preto; e azul “Abyss Blue” com interior de couro marrom “Amber Brown”. Ambas trazem detalhes de acabamento externo em dourado, rodas de 18 polegadas e pinças de freio douradas.

Por dentro, o foco no conforto é visto nos cintos Sabelt, desenvolvidos especialmente para a versão, e no sistema de som premium da Focal. Ele também tem sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e uma plaqueta numerada no painel.

Em vez do motor 1.8 turbo de 252 cv da versão Légende, porém, o A110 GT vem com a versão mais potente, de 292 cv, do A110S – assim como seus discos de freio maiores e seu sistema de escape mais livre. Associado ao câmbio de dupla embreagem e sete marchas, é o bastante para levar carro, que pesa 1.130 kg, de zero a 100 km/h em 4,4 segundos.

O Alpine A110 Légende GT já está disponível para encomendas na Europa, e parte de € 71.600 (o equivalente a cerca de R$ 455.000 em conversão direta. É um bom premium em relação ao A110 normal, que começa em € 58.000 (R$ 370.000). Mas, no fim das contas, não importa muito – não há qualquer plano por parte da Renault de oferecê-lo por aqui. (Dalmo Hernandes)

 

 

Preparadora suíça promete Ferrari Testarossa renovada

Você provavelmente conhece o nome de Leonardo Fioravanti, o projetista da icônica Ferrari Testarossa, supercarro símbolo dos anos 80. Pois uma empresa suíça, sugestivamente batizada Officina Fioravanti, anunciou que está trabalhando em uma espécie de “continuação” da Testarossa original, com powertrain modernizado e melhorias em design e acabamento.

Pelo visto, a tal Officina Fioravanti é totalmente inspirada pelo trabalho de Fioravanti, que trabalhou na Pininfarina até a década de 1980 e, nos anos 90, abriu sua própria empresa. Com sede em Coldrerio, na parte italiana da Suíça, a Officina Fioravanti promete uma Testarossa mais potente, confiável e veloz. Originalmente equipada com um flat-12 de 4,9 litros e 385 cv, o supercarro era capaz de chegar aos 290 km/h. A nova versão ainda não teve sua potência revelada, mas o site Veloce.it diz que, nas mãos da preparadora, o V12 teve o redline elevado de 6.800 para 9.000 rpm e será capaz de levar o esportivo para além dos 320 km/h. Eles dizem também que a Fioravanti conseguiu reduzir o peso do carro em cerca de 120 kg.

A Officina Fioravanti já está trabalhando no projeto há mais de um ano e divulgou fotos do protótipo em testes, sob camuflagem – o que não faz tanto sentido, já que parece uma Testarossa toda original olhando por fora. Inegável, porém, que a imagem de uma Testarossa com camuflagem em pleno 2021 é intrigante.

A mera existência desse projeto é mais um sinal de que há uma demanda crescente por clássicos revisitados. E mostra que há esperança para os motores aspirados clássicos, câmbios manuais e outros elementos que ficaram para trás nos últimos anos – em parte, justamente graças a revivals como esse. A recente GTO Squalo, baseada na Ferrari 250 GT SWB, é outro exemplo disso. E até as próprias fabricantes, com seus departamentos de restauração inhouse cada vez mais numerosos, parecem dispostas a abraçar esse futuro.

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