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História Zero a 300

Wasserboxer: quando a Volkswagen fez um motor boxer refrigerado a água

Os amantes do motor boxer a ar da Volkswagen exaltam a simplicidade engenhosa de seu projeto (que outro motor pode ter a correia do dínamo/alternador trocada em cinco segundos?), sua robustez e durabilidade e o ronco charmoso. Seus detratores falam mal do baixo rendimento, dizem que ele consome muito combustível e reclamam do ronco horroroso. A real é que não dá para tirar a razão de nenhum deles – todos são pontos válidos. Exceto pelo ronco, porque de fato há quem goste e quem não goste. Eu gosto. Não é preciso se incomodar com esta dicotomia. O motor boxer a ar já era arcaico nos anos 70, quando a Volks começou a transição para os motores arrefecidos a líquido com os cilindros na vertical, dispostos em linha. Ao mesmo tempo, era um motor confiável que cumpria bem sua função em carros populares e utilitários de baixo custo – dando nome aos bois, o Fusca e a Kombi. O Fusca foi fabricado no México até 2003, enquanto a Kombi sobrev

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