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Zero a 300

A renovação da Ford no Brasil | Audi aumenta proposta pela McLaren | a coleção de Mansell a venda e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Ford terá renovação de concessionárias e pode trazer Ranger Raptor ao Brasil

Apesar da mudança de posicionamento e atuação no Brasil de forma tão abrupta quanto desastrosa, a Ford parece estar mesmo preparando uma renovação completa da sua rede de autorizadas para lidar com o novo público que ela espera atingir com sua linha atual de produtos. Na prática, a Ford está se tornando uma marca mais-ou-menos premium, porém ainda mantém suas concessionárias com identidade visual e padrão arquitetônico antigo, ainda com resquícios dos anos 1990.

Aparentemente isso está prestes a mudar. A Ford, segundo fontes ligadas à marca direta e indiretamente, tem um plano de renovação das concessionárias desde o início de 2021 — e ele só não foi aplicado antes, aparentemente, devido ao caráter sigiloso da decisão de encerrar a operação no Brasil, que pegou até mesmo os concessionários de surpresa.

Agora, com uma linha composta por Ranger, Territory, Maverick, Bronco, Mustang e Transit, a Ford deverá iniciar o processo de renovação das concessionárias perto da metade do ano. A marca já deu indícios de que faria isso quando anunciou a volta da Transit ao país. Na ocasião, ela disse que haverá uma estrutura específica para atender os veículos comerciais e que a van começa a ser vendida em outubro.

A informação vai ao encontro da nossa apuração, segundo a qual a marca começa a renovação a partir do segundo trimestre do ano. Além disso, para reforçar a imagem da sua atual linha, é possível que até mesmo a Ranger Raptor seja vendida por aqui, fazendo par com o Mustang no segmento Performance. Nesse sentido, a Ford tem sido razoavelmente ousada nos últimos anos — basta lembrar que, além do Mustang, ela também trouxe o Edge ST, que era um legítimo modelo da Ford Performance.

Se isso se concretizar, a Ford poderá ter uma chance de finalmente mudar a percepção de marca no Brasil, apesar de quase 50 anos de uma atuação um tanto instável, considerando que desde o lançamento do Galaxie no Brasil, a Ford tem altos e baixos. É claro que será um processo de médio/longo prazo; especialmente porque o Ka foi um dos modelos mais vendidos no país nos últimos anos e sua vida no mercado de usados ainda será longa e a marca Ford continuará exibida em cada um destes carros. Mas com um novo conceito para sua rede autorizada, uma nova imagem corporativa, uma nova linguagem na comunicação e uma nova forma de promover seus produtos, esse processo pode ser mais rápido do que se imagina. A questão é se a Ford conseguirá ser desta forma. (Leo Contesini)

 

Audi pode comprar parte da McLaren na F1

Vejam só que coincidência… dias depois de a Volkswagen “estar perto de autorizar” a Audi a ingressar na Fórmula 1, a imprensa alemã apurou que a fabricante das argolas aumentou sua oferta para arrematar parte da operação da McLaren na Fórmula 1 (fala-se em 45%) de € 450.000.000 para € 650.000.000. E ainda pode estender a negociação para a divisão de carros de rua — o que explicaria o fim do R8, não?

Tanto a McLaren quanto a Audi negaram que havia uma negociação entre as duas marcas inicialmente, mas, recentemente, Zak Brawn, o chefão da McLaren, admitiu que conversou com a Audi. O site alemão Automobilwoche afirma com convicção que as duas empresas vão assinar um acordo de intenções hoje (4) e o conselho da Volkswagen irá se reunir para discutir o acordo no fim deste mês.

A McLaren, como sabemos, não está em seu melhor momento financeiro. Eles admitiram estar “lutando para sobreviver” e chegaram muito próximo de uma recuperação judicial, e até mesmo colocaram sua própria sede a venda, em uma manobra para conseguir uma injeção rápida de dinheiro. Uma oferta de quase US$ 750.000.000 com parte da operação ligada ao grupo Volkswagen seria uma solução quase definitiva para a McLaren.

E por mais que o nome Audi pareça estranho vinculado à Fórmula 1 — afinal, eles foram mais proeminentes no WRC e no endurance/Le Mans nos últimos 40 anos —, é importante lembrar que a Audi é a sucessora direta da Auto Union, que foi a co-protagonista na era dos Grand Prix nos anos 1930, o que pode até mesmo trazer de volta a rivalidade direta com a Mercedes em termos de investimentos generosos no desenvolvimento de tecnologias (apesar das restrições orçamentárias). Até mesmo a Alfa Romeo como coadjuvante estará presente nesse revival… (Leo Contesini)

 

Cinco carros da coleção de Nigel Mansell serão vendidos em Monaco

Durante o chiquérrimo “Historic Grand Prix” em Monaco, a ser realizado este ano no fim de semana de 14-15 de maio, a RM Sotheby’s, como a maioria das grandes casas de leilão, e como em todo ano, vai aproveitar o ensejo para realizar uma venda de carros históricos importantes. Mas este a venda é mais especial que o normal. Nigel Mansell resolveu que cinco de seus carros, guardados em seu museu na ilha de Jersey (um paraíso fiscal no canal da mancha), estão parados a tempo demais, e vai vende-los em leilão. A RM Sotheby’s foi a casa escolhida.

Se você é fã do bigodudo, e ficou animado para dar uns lances, são estes os veículos a venda:

Williams FW14-5 (1991)

Chassis número 5, ‘Red 5’ e cinco vitórias – o quinto chassi FW14 é um carro realmente especial. Considerado um dos carros de F1 tecnicamente mais avançados de sua época, o brilhante design de Adrian Newey para a Williams apresentava aerodinâmica avançada, suspensão ativa inovadora e a primeira caixa de câmbio semiautomática sequencial usada pela equipe. Mansell alcançou cinco vitórias neste carro em particular durante a temporada de 1991.

Mas o carro é realmente conhecido por uma das cenas mais icônicas da categoria: a carona que Mansell deu a Senna durante o Grand Prix da Inglaterra, pendurado na lateral por fora. O carro foi um presente da Williams para Mansell depois da temporada daquele ano, mas veio a ele sem motor, já que o V10 teve que voltar para a Renault. Ainda assim, espera-se que o valor de venda fique na casa dos dois milhões de Euros.

Ferrari 640, chassis 109 (1989)

Segundo a casa de leilão, o carro é oferecido “exatamente como quando pilotado por Mansell no GP da Austrália em Adelaide em 1989”. Este Ferrari 640 venceu (com Mansell, claro) as rodadas brasileira e húngara da temporada, ajudando-o a terminar a temporada em quarto lugar.

‘Il Leone”, como Mansell era conhecido pelos tifosi, logo ficou em casa com o 640, seu motor V12, e o câmbio semiautomático com borboletas atrás do volante, primeiro carro de F1 da Ferrari a usar este sistema. A Ferrari deu o carro de presente a Mansell logo após a corrida final em Adelaide, de onde foi enviado para sua coleção pessoal (então localizada na Inglaterra). Acredita-se que o carro não tenha rodado por 32 anos, mas está 100% completo e pronto para ser preservado ou restaurado para uso em pista. Estima-se que este Ferrari seja vendido por algo entre 2,5 milhões e 5 milhões de euros.

GP Masters Reynard 2KI (2005)

A carreira de Mansell, na F1 acabou em 1995, mas ele ainda correu um tempo na F-Indy a partir de 1993. Retornou às pistas em 2005 como financiador e piloto na nova série Grand Prix Masters para ex-pilotos de F1. Nela, ganhou duas corridas com este Reynard 2KI, primeiro em Kyalami (a única corrida da temporada) e novamente em Qatar na abertura da temporada de 2006.

O carro é baseado em um Reynard Champ Car 2000, e tem um motor Cosworth XB V8 de 3,5 litros, que supostamente dá uma velocidade máxima potencial de 320 km/h – tudo sem babás eletrônicas, como ABS, direção hidráulica ou controle de tração, o objetivo da categoria sendo destacar a habilidade bruta dos ‘mestres’. Oferecido em sua pintura original da temporada de 2006, diz-se que o carro está completo, mas exigirá restauro para voltar as pistas. Estima-se que o carro seja vendido por 100.000 – 150.000 euros.

Birkin 7 Sprint (1991)

Mansell adquiriu este Birkin 7 Sprint, uma réplica fiel do Lotus Seven série 3 construído na África do Sul, diretamente do fabricante, John Watson, um descendente direto do lendário Bentley Boy Sir Henry ‘Tim’ Birkin. Mansell dirigiu o Birkin extensivamente no Reino Unido, mas, como aconteceu com os outros carros da coleção, ele está inativo há muitos anos. Estima-se que chegue a 10.000 – 15.000 Euros.

iC Modulo (1991)

Este é algo positivamente estranho: criado pelo designer italiano Carlo Lamattina e colocado em produção em 1988, o iC Modulo pesava apenas 390 kg, tinha 3 rodas, era impulsionado por um motor e câmbio de BMW K75, e levava dois passageiros um atrás do outro. Com carroceria reforçada com Kevlar, suspensão dianteira independente e um tanque de combustível de 28 litros que lhe dava uma autonomia de até 560 km, é conhecido por sua alta performance, apesar da aparência de cockpit de avião depois de um acidente feio pacas.

Lamattina, presenteou o carro a Mansell no GP da Itália em 1992. Será vendido com uma carta do designer confirmando sua autenticidade e que anteriormente pertencia a ele, sendo o primeiro exemplar produzido. Adequado para uso em estrada ou pista, ele percorreu apenas 3.000 km desde novo – e deve ser vendido por algo entre 5.000 e 25.000 Euros.

 

Bugatti comemora vitória em La Turbie há 100 anos.

La Turbie. Um percurso de 6,3 km em estradas arenosas e pontilhadas de buracos a cerca de 450 metros acima de Monte Carlo. Um dos mais antigos e clássicos das provas de subida de montanha, iniciado durante a “Speed Week” de Nice em 1897. Alguns dizem ser a primeira

Em 1922, depois de uma pausa para a Primeira Guerra Mundial, a prova estava de volta. O piloto francês Jean Mabille estava de olho na vitória e sabia exatamente qual carro o levaria até lá: o Bugatti Type 13.

O carro era um descendente direto do primeiro Bugatti, o minúsculo type 10 “Le Petit Pursang”. Assim, era pequeno, leve, e tinha um bravo quatro em linha de 1,3 litros com cabeçote de quatro válvulas, tornando-o o primeiro carro a implementar a tecnologia. Foi também o primeiro automóvel a usar metal branco nos rolamentos do virabrequim e a empregar uma bomba para borrifar óleo em peças específicas. Em 1922, o carro de Mabille tinha deslocamento aumentado para 1,5 litros, ajudando-o a gerar 50 cv. Pesando apenas 490 kg, o Type 13 era capaz de atingir até 150 km/h. incrível para seu tempo, ainda mais em um carro tão pequeno.

O voiturette conseguiu completar a subida em apenas seis minutos e 24 segundos, conquistando a vitória no evento. A vitória é importante o suficiente para a empresa levar um moderno Bugatti Chiron Pur Sport às mesmas estradas hoje, para comemorar a vitória 100 anos depois. A ironia de levar um leviatã de quase duas toneladas, oito litros e 1600 cv para comemorar a vitória de leveza e agilidade sobre potência que foi esta vitória do tipo 13, não escapou à ninguém.

Christophe Piochon, presidente da Bugatti Automobiles, diz: “Com sua vitória na famosa subida de La Turbie há 100 anos, a Bugatti demonstrou que seus veículos ofereciam desempenho incomparável com sua alta qualidade, materiais de alta qualidade e mão de obra. Mantivemos essa tradição até hoje e também estamos levando-a para o futuro. Portanto, é totalmente apropriado que o Chiron Pur Sport celebre o centenário desta conquista, uma expressão moderna da experiência e conhecimento de engenharia que a Bugatti adquiriu há muito tempo.”

E eu aqui pensando que a vitória em La Turbie significou a vitória da agilidade e baixo peso, e motores de alta potência específica, sobre gigantes mais potentes e pesados. Ainda bem que Mounsieur Piochon está aí para acertar os erros de minhas conclusões. (MAO)

 

Jeep Gladiator pode vir ao Brasil

Desde seu lançamento nos EUA em 2018, abundam boatos sobre a vinda da picape cabine dupla do Wrangler, o Jeep Gladiator, para o Brasil. A pandemia e a alta demanda desses carros nos EUA impediam que isso se concretizasse.

Agora o site Motor1 apurou que o plano é finalmente fazer o lançamento ainda neste ano, no 2º semestre. “Fontes ligadas à Jeep disseram tanto ao Motor1.com quanto ao nosso parceiro Renato Maia, do canal Falando de Carro, que a meta é conseguir lançar a Jeep Gladiator no 2º semestre, e que poderia até chegar às concessionárias antes do novo Grand Cherokee – outro lançamento aguardado para a segunda metade de 2022.” – disse o site.

Obviamente a Jeep não confirma oficialmente, e nem se sabe com certeza que opção ou motor devem vir, mas a notícia é boa: o sucesso deste carro é apenas um espelho de sua clara desejabilidade. O motor, muito provavelmente, será o já conhecido V6 de 3,6 litros, 285 cv e 35,9 kgfm, com caixa automática de 8 marchas.

A picape é grande e comprida aos 5530 mm, e não deve ficar barata: o Wrangler do qual deriva custa ao redor de R$ 450.000. Mas ainda assim, uma ótima novidade, seria. (MAO)

 


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