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Aceleramos o Porsche 718 Boxster S: mais performance e eficácia, mudança radical de voz

Mais do que ter salvo a Porsche da falência há exatos 20 anos, o Boxster mudou para sempre a cultura da empresa. Na época, a casa de Zuffenhausen produzia aquele que seria um dos esportivos modernos mais colecionáveis atualmente – o 911 geração 993 –, mas que na época era visto exatamente da forma como o que o faz ser valioso hoje: era um carro antigo, acumulando a plataforma e diversos processos construtivos quase artesanais da década de 1960. Entre a cruz e a espada, a Porsche olhou para o sucesso do multicultural Miata – o roadster japonês inspirado nos ingleses e que conquistou os EUA –, lembrou de seu 550 Spyder, e resolveu mudar tudo de uma vez, introduzindo em uma curta janela de tempo os 911 arrefecidos a água (996) e o Boxster, que por muito tempo foi o carro mais vendido da marca. Por um lado, o sucesso do herdeiro do little bastard fez a Porsche valorizar ainda mais o seu DNA tradicionalíssimo. Mas ao mesmo tempo, fez a marca se desapegar com facilidade pragmática

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