Saca só estas formas arrojadas. Me lembro das semanas de antecipação antes que a Lamborghini anunciasse o aguardado sucessor do Murciélago. O supercarro foi apresentado no Salão de Genebra, em fevereiro de 2011, e eu gostei bastante. Eu queria muito que fosse um carro bacana, e não saí decepcionado: carroceria baixa, larga e agressiva como todo Lamborghini tem de ter; um V12 naturalmente aspirado de 6,5 litros e 700 cv, garantia de qualidade do Grupo Volkswagen...
Hoje, seis anos depois, o Aventador se destaca como um herói da resistência em meio a turbinados e híbridos. É um título que lhe cai bem. Hoje eu gosto ainda mais dele, especialmente agora que está na segunda metade de sua carreira (a longevidade dos modelos da Lambo costuma ser de dez anos, em média) e é preterido até mesmo pela fabricante em favor do Lamborghini Huracán, irmão quase-gêmeo do Audi R8. Comprar um deles? Dificilmente: um exemplar custa US$ 450 mil dólares lá fora. Aqui, mais de R$ 3 milhões na versão cupê,