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As rodas aftermarket mais icônicas que existem


A troca das rodas é provavelmente a modificação mais comum entre os donos de automóveis – e há números para confirmar esta afirmação. Como o estudo de uma seguradora britânica que, em 2017, concluiu que, de cada 20.000 modificações registradas pelo departamento de trânsito, quase 4.400 diziam respeito a novas rodas. Em comparação, apenas 1.800 estavam relacionadas a modificações no sistema de escape, por exemplo.

É fácil de entender: um novo jogo de rodas é uma maneira muito eficaz de mudar todo o “ar” do carro e fazê-lo destacar-se, claro, mas também pode trazer reais benefícios –em um projeto de track day, por exemplo, um bom jogo de rodas pode reduzir massa não-suspensa, possibilitar a instalação de freios melhores e calçar pneus mais apropriados para acelerar na pista. Independentemente do propósito, o aftermarket está repleto de opções. E algumas delas são como o pretinho básico: consagradas e difíceis de errar.

Existem algumas que vão bem com praticamente qualquer carro, enquanto outras ficam melhores em carros americanos dos anos 60 ou esportivos japoneses, por exemplo – isto é subjetivo, claro. O caso é que certas rodas são tão emblemáticas que acabaram virando quase unanimidade entre os entusiastas. E é delas que vamos falar nesta lista.

 

Cragar SS

A roda Cragar Super Sport, também conhecida como Cragar SS ou S/S, foi criada por Roy Richter, que em 1945 comprou a loja de autopeças onde trabalhava, a Bell Auto Parts – exatamente a mesma Bell que, em 1954, começou a fabricar capacetes. As rodas Cragar eram outro empreendimento de Richter.

As Cragar SS são conhecidas como as mais icônicas para muscle cars da década de 1960 – com seu estilo simples, de cinco raios com borda proeminente, ela combinava com qualquer um dos vários cupês esportivos com motor V8 que se podia comprar nos EUA naquela época. E elas estão entre as mais tradicionais, também – coincidentemente, elas chegaram ao mercado em 1964, mesmo ano em que foram lançados o Pontiac GTO e o Ford Mustang, que são considerados até hoje os primeiros muscle cars (ou pony car, no caso do Mustang) da história.

 

American Wheels Torq Thrust

Se de um lado temos as Cragar SS, do outro temos as American Racing Wheels Torq Thrust. Introduzida em 1963, a Torq Thrust rivaliza em popularidade com a Cragar SS, mas tem uma pegada mais tradicional – além de ficar bem em muscle cars, seus raios grossos e seu desenho extremamente simples também combinam muito bem com hot rods. Na versão original, as Torq Thrust tinham aro de aço estampado e raios de alumínio.

Inicialmente, a Torq Thrust era vendida como American Racing “Sport Wheel”, apenas na medida 14×6 polegadas. Só depois, com o lançamento de versões 14×7, 15×7 e 15×8,5, foi que o nome “Torq Thrust” passou a vir gravado na parte de trás.

Sem dúvida alguma o carro mais famoso a usar as rodas Torq Thrust, na clássica combinação de bordas polidas e raios cinza, foi o Mustang GT 390 do filme Bullitt, clássico de 1968 com Steve McQueen no papel principal. Dizem que as rodas Torq Thrust foram as mais copiadas de todos os tempos – praticamente toda fabricante norte-americana de rodas tinha sua versão, e também existiam imitações japonesas que foram muito populares na década de 1970.

 

Minilite

A Minilite são um caso curioso – as originais são chamadas apenas de “Minilite”. Elas surgiram no Reino Unido e, embora tenham sido criadas especificamente para o Mini Cooper original, como alternativa mais leve às rodas de aço estampado, acabaram caindo no gosto dos entusiastas por seu estilo simples e neutro, que harmonizava muito bem com praticamente qualquer automóvel da época. De acordo com sua fabricante, as Minilite hoje em dia são oferecidas em várias medidas – e não apenas para carros britânicos clássicos: no site da Minilite, é possível encontrar versões para o Dodge Challenger clássico, esportivos japoneses como o Honda S600 e o Mazda RX-7, e até mesmo uma variante de 17×7 polegadas para o Mini moderno.

As Minilites são as rodas “mexerica” originais, mas também existem cópias famosas em outros países, como as italianas da Campagnolo e as RS Watanabe R-Type japonesas. Mesmo no Brasil tivemos versões fabricadas pela Scorro e pela Italmagnésio, que ficaram populares em carros como o VW Fusca e o Ford Corcel de primeira geração.

 

RAYS Volk TE37

Falando em rodas japonesas, não há como não incluir as famosas RAYS Volk TE37 – é difícil pensar em uma roda japonesa mais emblemática. E seu design atemporal, com seis raios finos e uma variedade enorme de medidas e acabamentos, não é a única razão.

Lançada em 1996, a RAYS Volk TE37 foi uma das primeiras rodas one-piece de alumínio forjado disponíveis amplamente no aftermarket. Elas nunca foram verdadeiramente baratas, mas eram relativamente acessíveis. E a RAYS garantia que seu design, aliado ao uso de uma liga de alumínio especial chamada A6061-T6, que de acordo com a fabricante, “complementa perfeitamente o processo de forja” para garantir o peso mais baixo com a maior rigidez possível.

A RAYS utiliza uma máquina de forja extremamente potente, capaz de aplicar 10.000 toneladas de força sobre a roda e obter a forma, a densidade e a distribuição de massas mais perfeita possível. É por isso, basicamente, que comprar uma réplica da TE37 pode ser uma ideia ruim – ou de qualquer roda, na verdade. Dificilmente um design projetado por outra empresa passará pelo mesmo processo e usará os mesmos materiais em uma imitação – o que, na melhor das hipóteses, te deixará com uma roda mais pesada. Na pior delas, pode ser um risco à segurança do seu carro.

 

BBS RS

Entre as rodas aftermarket icônicas, a BBS RS com certeza está entre as mais populares, conhecidas e imitadas. Não é à toa – seu design 3-piece, com borda, aro e miolo separados e inspiração nas clássicas rodas raiadas do início do século 20, é inconfundível e incrivelmente versátil.

A BBS foi fundada na Alemanha em 1970, enquanto a BBS RS foi apresentada em 1982. Concebida para ser oferecida como acessório em concessionárias, a RS foi um sucesso imediato – de acordo com a BBS, a lista de empresas que contavam com a RS em seu catálogo passava de 20 nomes, incluindo Volkswagen, Chevrolet, Mazda, Nissan e BMW.

Originalmente a BBS RS era oferecida com 15 ou 16 polegadas de diâmetro, porém com uma boa variedade de larguras e offsets. Com a popularização do modelo nos EUA e no Japão, principalmente, logo a fabricante percebeu a demanda por outros tamanhos, e passou a fabricá-la também com 14, 17, 18, 19 e 20 polegadas. O acabamento tradicional tem a borda polida e o miolo prateado ou dourado, mas ao longo dos anos houve séries especiais com acabamento de outras cores. O mais famoso deles é a BBS RS Prima Donna, com miolo branco, parafusos dourados e calotinha com emblema “BBS” em vermelho.

 

OZ Superturismo

As tradicionais rodas da OZ Racing são muito utilizadas em projetos de pista, e as Superturismo LM certamente estão entre as mais populares. A Superturismo original foi lançada em 2000 para uso em competições – e foi a roda escolhida pela Audi para utilizar em seus protótipos de Le Mans. Em 2004 a OZ Racing lançou uma versão de rua que tinha exatamente o mesmo desenho.

Foi questão de tempo até que outras variantes surgissem, sempre com a mesma temática multispoke, porém com diferenças nos detalhes. A OZ Superturismo WRC, por exemplo, tem pintura branca com letras vermelhas e um desenho ligeiramente diferente no miolo, onde ficam os furos. Já a Superturismo GT tem o mesmo formato, porém o acabamento pode ser preto com letras laranja ou cinza com letras pretas.

 

OZ Superleggera

Além da Superturismo, outra roda icônica da OZ Racing é a Superleggera – “Superleve” em português. Como o próprio nome diz, seu maior trunfo é o baixo peso – seus seis raios duplos foram projetados para oferecer a maior rigidez e o menor peso possível. Por incrível que pareça, a Superleggera tem apenas a borda e o aro forjados – o miolo é de alumínio fundido.

Com o passar dos anos foram lançadas versões atualizadas da Superleggera – atualmente a OZ Racing vende a Superleggera III, mais voltada a carros de luxo, e a Ultraleggera, que é ainda mais leve que a anterior e é totalmente forjada, do tipo one-piece.

 

Cragar D Window

Embora não seja tão icônica quanto a SS, a roda de aço estampado Cragar D Window também é um dos modelos mais tradicionais de sua fabricante. Seu desenho bastante utilitário é especialmente popular em veículos off-road – tanto que a Cragar oferece uma versão própria para receber beadlocks (os parafusos que prendem o pneu ao aro e permitem que se rode com pressão mais baixa sem o risco de os pneus escaparem das rodas).

 

Halibrand Speedway

Entre as rodas dos muscle cars, não se pode esquecer das Halibrand Speedway. A Halibrand foi fundada por Ted Halibrand, ex-piloto e veterano da Segunda Guerra Mundial que, após ser dispensado da Força Aérea, decidiu utilizar nos carros um pouco do que aprendeu com os aviões de combate.

Foi assim que ele teve a ideia de fabricar rodas de magnésio sob a marca Halibrand. Logo de cara a empresa tornou-se uma das fornecedoras dos monopostos da Fórmula Indy, ainda utilizando o sistema de fixação por knock-off (com uma porca em formato de estrela que era apertada e solta usando uma marreta). O design foi batizado Speedway e, em 1955, introduzido em uma versão de rua, com fixação por parafusos mais convencionais (sempre com cinco furos) e um knock-off decorativo que se tornou sua marca registrada.

As rodas da Halibrand eram especialmente populares nos primeiros Shelby Cobra, sendo automaticamente adotadas pelos Shelby GT350 e GT500. Não foi por acaso que a Eleanor do remake de “60 Segundos” (Gone in 60 Seconds, 2000) usava rodas Halibrand Speedway.

 

Borbet A

A Borbet é uma empresa antiga, fundada na Alemanha em 1881 e desde o início atuando com fundição de metal. Por décadas a Borbet concentrou seus negócios na fabricação de panelas e outros artigos de metal – só em 1977 começaram a ser fabricadas rodas para automóveis.

A Borbet A certamente é a mais famosa de todas as rodas da empresa alemã. Apresentada em 1987, ela foi bastante popular entre os adeptos da customização na Europa, especialmente os estilos alemães – como o german look, dividindo espaço com a clássica BBS RS (que, no fim das contas, nasceu apenas quatro anos antes). Os cinco raios grossos, formando quase um pentagrama, não são muito discretos e harmonizam bem com os carros alemães mais “quadrados” – não apenas os VW, como se pensa logo de cara, mas também os Mercedes-Benz e BMW das décadas de 1980 e 1990.

 

Scorro Cruz-de-Malta e Dragster

 

Esta lista não estaria completa sem um representante nacional – a Scorro, que fornece até hoje rodas OEM para a Volkswagen e entra logo com dois nomes emblemáticos: Cruz-de-Malta e Dragster.

A Scorro Cruz-de-Malta não está longe de ser a mais icônica roda aftermarket brasileira. Lançada na década de 1970, a Cruz-de-Malta era inspirada pelas rodas norte-americanas e tinha visual clássico, originalmente com cinco raios e acabamento em preto e prata. Foi imensamente popular na época, sendo extremamente comum no Chevrolet Opala, mas também era muito vista no Ford Maverick – até mesmo os carros que competiam Divisão 1 de turismo usavam as Cruz-de-Malta. Em pouco tempo surgiram versões de outras empresas, incluindo uma Cruz-de-Malta com quatro furos e quatro raios para carros pequenos, como o Fiat 147.

Não foi por acaso que a Cruz-de-Malta renasceu por um breve período. Em 2016 a Scorro lançou uma série limitada de 250 jogos numerados, todos de 15×6 polegadas com furação 5×114 e offset (ET) de 15 mm – as medidas do Opala.

Já a Scorro Dragster não era um desenho totalmente original – ela era inspirada na italiana Cromodora CD3, que era oferecida como opcional para diversos carros italianos da década de 1960, de Fiat 500 a Dino V6. De estilo rebuscado, com seis raios grossos e detalhes em alto-relevo, a CD3 brasileira caiu no gosto dos proprietários dos Volkswagen a ar, como Fusca, Kombi e Brasilia.

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