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Zero a 300

BMW Série 2 cupê deve manter tração traseira, VW Tarok pode ser cancelada, Alaskan entra em produção e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Novo BMW Série 2 cupê aparece camuflado

A BMW anda atirando para todos os lados e tomando algumas decisões que deixam os fãs coçando a cabeça. Por isso, confesso que andava preocupado com o futuro do BMW Série 2 – unanimidade entre os entusiastas, e o carro que mais lembra os Série 3 dos anos de ouro.

Por sorte, as últimas fotos do cupê que aparecem na Internet indicam que a BMW vai se manter fiel à fórmula – mantendo a arquitetura de tração traseira. A base será uma nova versão da plataforma modular da BMW, a CLAR, que já é usada na maior parte dos sedãs e SUVs da BMW, no roadster Z4 e até no Toyota Supra.

As fotos deixam claro que a silhueta do atual Série 2 cupê será preservada, ainda que com uma linha de cintura mais acentuada e caimento ligeiramente mais suave no teto. Mais importante: a dianteira, embora ainda bem disfarçada, não parece ter faróis muito altos ou uma grade gigantesca. O capô é visualmente mais longo, como no Série 4 – que também parece ter influenciado o perfil da traseira.

Com a nova plataforma, além de poder manter a fórmula atual do M2 – que deverá ganhar uma versão levemente amansada do motor S58, seis-em-linha biturbo de três litros que já é usado nos X3M e X4M, e logo fará sua estreia nos novos M3 e M4. Fala-se em algo na casa dos 420 cv no lançamento (mais que o atual M2 Competition). E dificilmente a BMW deixará de oferecer um câmbio manual. Além disso, a CLAR suporta um sistema híbrido de 48V – algo que provavelmente também chegará às versões mais sofisticadas do Série 2 cupê.

O novo Série 2 cupê terá a designação G42, e deverá ser apresentado em algum momento de 2021. (Dalmo Hernandes)

 

Morreu Yoshihiko Matsuo, designer do Nissan 240Z

Foto: Dan Hsu/Japanese Nostalgic Car

Toda a comunidade entusiasta, e os fãs de esportivos japoneses em especial, lamenta a morte de Yoshihiko Matsuo, designer japonês que definiu as formas do Nissan Fairlady/Datsun 240Z. Ele faleceu no dia 11 de julho, um dia depois de completar 86 anos de idade. Segundo a tradição japonesa, a família só deu a notícia depois de alguns dias de luto.

Nascido em 10 de julho de 1934, Yoshihiko Matsuo começou a desenhar carros quando ainda nem existiam muitos carros no Japão – e deixou claro que era desenhando carros que ganharia a vida. Ainda no ensino médio, ele criou o conceito de uma picape de três rodas com motor de moto. Antes mesmo de se formar na Faculdade de Artes da Universidade do Japão, ele conseguiu um estágio na Daihatsu e colaborou no projeto do Daihatsu Midget, primeiro carro bem sucedido da marca – que, não por coincidência, era um caminhão de três rodas com motor de 250 cm³.

Matsuo começou a trabalhar na Nissan pouco depois de se formar, e contribuiu no projeto do Datsun Bluebird 410, sedã médio muito bem sucedido que antecedeu o Nissan Skyline. Pouco depois, foi promovido a departamento de design, e encarregado de chefiar o projeto do Nissan S30 Fairlady Z/Datsun 240Z.

Yoshihiko Matsuo não apenas concebeu o estilo do carro – ele também coordenou a pesquisa de mercado, definiu a faixa de preço, escolheu equipamentos e até criou campanhas de marketing, atuando também no planejamento do produto. Foi um trabalho completo, que Matsuo acreditava ter potencial para vender 3.000 unidades por mês. Em seus melhores anos, o Nissan S30 vendeu 7.500 unidades por mês. A primeira geração teve 540.000 exemplares vendidos, ajudou a Nissan a tornar-se uma das referências em carros esportivos em todo o planeta, e conquistou um legado de fãs e entusiastas que não vêem limites no potencial de preparação do S30. Além disso, o Nissan 240Z é um dos poucos esportivos japoneses da década de 1960 cuja linhagem ainda sobrevive – a próxima geração deve ser mostrada em poucos meses, possivelmente com tecnologia híbrida.

Apesar do sucesso de sua criação, Matsuo deixou seu cargo na Nissan em 1973, mas permaneceu ativo na comunidade dos Z-Cars até poucos anos antes de morrer. Ele não era um grande fã do Nissan 370Z, que a seu ver havia se afastado muito do princípio de ser um carro barato, leve e com dinâmica sofisticada – e, ainda assim, certamente acompanharia muito atento o lançamento da próxima geração. (Dalmo Hernandes)

 

Primeira Renault Alaskan é fabricada na Argentina

Foto: Autoblog Argentina

A primeira unidade completa da picape Renault Alaskan, gêmea da Nissan Frontier, foi produzida em Córdoba, na Argentina, dizem os colegas do Argentina Autoblog. Trata-se de uma unidade de pré-série com a qual serão realizados os primeiros testes de homologação e ajustes finais à linha de produção antes do lançamento, marcado para o final do ano na Argentina.

A Renault Alaskan era produzida em Barcelona, na Espanha, e em Cuernavaca, no México – até a fábrica da Nissan na Espanha ter seu fechamento anunciado em 2020, o que também significou o fim da fracassada Mercedes-Benz Classe X. Agora, apenas México e Argentina produzem a Alaskan.

Foto: Argentina Autoblog

A Renault Alaskan está prevista para chegar ao Brasil ao mesmo tempo que na Argentina – ou, na pior das hipóteses, nos primeiros meses de 2021. Tudo leva a crer que, assim como a hermana, a Alaskan brasileira terá apenas motores 2.3 turbodiesel – turbo de 160 cv ou biturbo de 190 cv. Os hermanos poderão escolher entre o câmbio manual de seis marchas ou automático de sete marchas – e isto também deve acontecer no Brasil. (Dalmo Hernandes)

 

Volkswagen Tarok pode ser adiada ou mesmo cancelada devido à crise da quarentena

A picape Tarok, principal aposta da Volkswagen contra a Fiat Toro, pode acabar adiada ou mesmo cancelada devido à crise resultante da quarentena do coronavírus. Segundo a apuração do pessoal do Motor1 Brasil, que conversou com o presidente da VW na América Latina, Pablo Di Si, as despesas de manutenção da estrutura local da Volkswagen com produção e vendas abaixo do ideal colocaram em risco não apenas a futura picape, mas também outros planos de renovação da marca.

Depois da desistência do projeto Cyclone, que iria produzir as novas gerações de VW Amarok e Ford Ranger na Argentina, a Volkswagen também congelou o desenvolvimento do Gol e agora coloca em dúvida o futuro da Tarok. Dos projetos originalmente previstos para este ano, somente o Nivus e o Tarek foram mantidos sem alterações  — o primeiro, claro, já foi lançado, e o segundo já está em pré-serie na Argentina e deverá chegar ainda neste ano para substituir o Tiguan 250 TSI.

A Tarok foi concebida sobre a plataforma MQB-A e seria produzida juntamente do Tarek em General Pacheco, na Argentina. Com porte similar ao da Fiat Toro, ela seria equipada com um motor 1.5 TSI de 150 cv e com o 2.0 TDI de 180 cv semelhante ao usado pela Amarok. (Leo Contesini)

 

Alemanha proíbe Tesla de usar nome “Autopilot”

A ideia da Tesla em vender um pacote de assistências ativas com o nome de “Piloto Automático” não deu certo na Alemanha. A justiça local proibiu a tesla de anunciar seu sistema de assistências ativas de condução com o nome “Autopilot”.

A ação foi movida por uma associação da indústria alemã, sob a alegação de que o nome é “injusto e enganoso”, uma vez que os carros da Tesla não são totalmente autônomos (Nível 5 de autonomia). A Tesla, como nas ocasiões anteriores em que foi questionada, afirmou que sempre esclareceu que a direção autônoma de seus carros não é classificada como Nível 5 e, por isso, pretende recorrer da decisão.  (Leo Contesini)

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