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Pensatas

Por uma vida sem velocímetro

Muita gente não lembra mais disso, mas houve uma época em que os carros argentinos tinham qualidade bem inferior aos nossos. Quando os primeiros deles apareceram por aqui nos anos 1990, isso ficou bem evidente. Eu sei bem: em 1992 comprei um novo e reluzente Uno CSL quatro-portas, azul metálico. Pensei estar comprando um 1.6R com um superdescontão, mas recebi um carro que, por mais legal que fosse, se desfez em pedaços em um ano de uso. Tive que vender depois de um ano, ao acabar a garantia. Burro sim, louco ainda não! Conto isso porque no meio desse mesmo ano, em uma viagem de férias longa, o velocímetro do Uno parou de funcionar. Hoje temos remédio fácil para isso; nossos computadores portáteis pessoais estão ligados a uma rede de satélites de geolocalização, que conseguem determinar nossa localização, velocidade e direção em qualquer lugar do planeta, a qualquer momento, e com precisão de poucos metros. Algo impossível, inimaginável então, até nas mais loucas e psicodélicas obra

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