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Car Culture

Bugatti Bolide é revelado com 1.850 cv, o possível fim do Honda Civic brasileiro, Ford registra nome “Maverick” no Brasil e mais

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Bugatti Bolide: hipercarro de pista com motor de 1.850 cv é revelado

O mistério acabou – e nem demorou muito. A Bugatti tem o costume bacana de não se alongar muito nos teasers: geralmente eles vêm poucos dias antes da estreia do novo modelo. E, de vez em quando, eles até fazem uma apresentação surpresa.

No caso do Bugatti Bolide, seu novo supercarro exclusivo para as pistas, faz exatamente uma semana que a fabricante soltou um teaser da traseira, com destaque à lanterna em forma de X. Depois, no início desta semana, vieram algumas fotos do carro camuflado. E agora, revelado por inteiro, o Bolide chega com a promessa de passar dos 500 km/h.

O Bolide, segundo a Bugatti, é seu modelo mais radical. A empresa diz que a ideia era criar o veículo mais leve possível usando o motor W16 de oito litros – que, lançado em 2005 no Bugatti Veyron, já se tornou um clássico. Usando quantidades copiosas de fibra de carbono e eliminando tudo o que fosse desnecessário para andar rápido (em um Bugatti!), além de adotar técnicas de produção e materiais diferenciados, os engenheiros da marca chegaram a respeitáveis 1.240 kg. “Apenas o motor, câmbio, volante e, como único luxo, dois lugares” – é assim que Stephan Winkelmann, atual CEO da Bugatti, descreve o conceito por trás do Bolide.

A carroceria de fibra de carbono traz formas e proporções de protótipo-esporte, porém com a identidade visual da Bugatti – especialmente na dianteira, que traz estampas em forma de cruz para imitar faróis e a típica grade em forma de capela da fabricante.

Já a traseira de visual extremamente ousado agora pode ser vista com mais clareza: note que a superfície da carroceria de fato é mínima, com espaço apenas para a lanterna traseira em forma de X e as quatro enormes saídas de escape. Boa parte dos pneus traseiros fica visível, e um difusor gigantesco domina a área inferior. O balanço traseiro também é extremamente curto.

O motor de oito litros também foi modificado sem restrições. Com novos turbocompressores (quatro deles, vale lembrar) e modificações nos coletores de admissão e escape – além de outras modificações que a Bugatti não revela, certamente – o W16 entrega agora 1.850 cv e 188,6 kgfm de torque.

 

Com estes números, o Bugatti Bolide tem uma relação peso/potência impensável para um Bugatti “normal” – 0,67 kg/cv. Sim, era disto que a Bugatti estava falando quando soltou o número de forma enigmática em suas redes sociais. A Bugatti não faz menção a qualquer tipo de sistema híbrido, e nem se pronuncia a respeito do câmbio. Presume-se que seja a mesma transmissão automática de sete marchas usada pelo Chiron, recalibrada e reforçada.

Com este conjunto e um peso tão baixo, o Bugatti Bolide vai de zero a 100 km/h em 2,17 segundos; de zero a 300 km/h em 7,737 segundos; e de zero a 500 km/h em 20,16 segundos. A velocidade máxima declarada pela marca é de “mais de 500 km/h”, por enquanto, mas em breve deverá ocorrer uma tentativa de recorde como manda o figurino. Sim, a Bugatti disse que iria parar de tentar quebrar recordes de velocidade com o Chiron, mas não disse nada a respeito do Bolide…

Há outras informações interessantes a respeito do Bolide, aliás. Ele utiliza parafusos e elementos de conexão de titânio, e o material também aparece em partes da carroceria, como nos para-lamas. Ele também tem freios de competição com pastilhas de cerâmica, pinças que pesam apenas 2,4 kg cada uma, e rodas de magnésio forjado (que pesam 7,4 kg cada na dianteiras e 8,4 kg cada na traseira). Exterior e interior trazem todos os equipamentos de segurança exigidos pela FIA – supressor de incêndio, equipamento de reboque, sistema de reabastecimento pressurizado, vidros laterais de policarbonato e cintos de segurança de seis pontos.

Apesar disto tudo, porém, o Bolide ainda não tem destino certo. Ele não foi feito pensando em nenhuma categoria, e por enquanto é apenas um one-off – a Bugatti diz que ainda não se decidiu a respeito de uma possível série limitada. De qualquer forma, é bacana ver uma abordagem mais purista vinda da Bugatti. Afinal, muitos entusiastas gostariam de saber como seria um hipercarro minimalista equipado com a impressionante obra de engenharia que é o motor W16 de oito litros.

 

Honda Civic pode ter produção no Brasil encerrada em 2022

Há exatamente um mês foram divulgadas imagens em registro da nova geração do Honda Civic, prevista para estrear no fim de 2021, em suas versões sedã e cupê. Naturalmente, isto nos levou a pensar no atual Civic vendido no Brasil – quando teremos a nova geração?

Bem, pode ser que nem tenhamos a nova geração. Segundo informações apuradas pelo site Autoo, na verdade o Honda Civic deixará de ser produzido e vendido no Brasil a partir de 2022, deixando com o City o papel de três-volumes mais acessível dentro da linha. Procurada, a Honda declarou apenas que não comenta planos futuros – a resposta padrão nestas situações.

Caso isto ocorra mesmo, será apenas mais um ato no processo de reposicionamento do Civic de forma global. A Honda já andou revendo as versões do modelo em diferentes mercados: no Japão, por falta de demanda, o Civic sedã saiu de linha, ficando apenas o hatchback. Já nos EUA, o Civic Coupé foi descontinuado, enquanto o sedã permanece com boas vendas.

No Brasil, onde o Civic hatch não é vendido, o declínio nas vendas de sedãs médios (motivado, em parte, pelo aumento nos preços, e em parte pela popularização dos SUVs) pode ser o fator decisivo. Para compensar, a Honda planeja lançar o novo City no Brasil como sedã e, de forma inédita, como hatchback – será uma alternativa mais em conta, de certa forma. Já os que não abrem mão de um veículo mais confortável e melhor equipado poderão migrar para a nova geração do HR-V, que promete ganhar porte e conteúdo. Na verdade, o fato de cada vez mais pessoas trocarem seus sedãs por novos SUVs é uma das razões para a forma como a Honda vem lidando com o Civic no resto do mundo.

 

Ford renova registro do nome “Maverick” no Brasil

Projeção: BR Automotive

A volta do Ford Maverick já é esperada – ao que tudo indica, este será o nome da picape do Bronco Sport, que terá a mesma pegada retrô que o SUV. E agora, surgem evidências mais fortes de que a picape Maverick será vendida no Brasil: a Ford renovou o registro do nome junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O registro do nome “Maverick” no Brasil existe desde 1975 e já era válido até 2025. Agora, porém, a Ford pediu a extensão de sua validade até 2030, e também a revisão dos termos: agora, o registro diz que o nome “Maverick” pode ser usado por “automóveis de passageiros, caminhões, veículos utilitários esportivos (SUVs), veículos elétricos, veículos off-road e partes estruturais destes”. Não é preciso muito para ligar os novos termos à picape Maverick e seus componentes.

A picape Maverick, de acordo com a imprensa estrangeira, já foi apresentada como protótipo aos revendedores nos EUA. Acredita-se que ela começará a ser vendida por lá no segundo semestre de 2021. Contudo, a estreia no Brasil pode acontecer antes – supostamente, para dar logo à Ford um modelo abaixo da Ranger, competindo no segmento da bem sucedida Fiat Toro. Nada disto, porém, tem confirmação oficial.

 

Jeep Renegade perde versão para PCD

Dias depois do anúncio de mudanças nas isenções tributárias e critérios de concessão para automóveis PCD no Estado de São Paulo, a Jeep anuncia o fim da versão do Renegade dedicada a este público. A mudança foi comunicada aos funcionários por um memorando interno, que teve imagens publicadas nas redes sociais.

O Jeep Renegade PCD era a única versão do SUV que custava menos de R$ 70.000 – mais precisamente, R$ 69.999. Em seu lugar, entra o Jeep Renegade STD, que custa R$ 81.590.

Em nota, a FCA explica os motivos para a decisão:

A comercialização da versão 1.8 AT do Jeep Renegade, direcionada exclusivamente ao público PCD, foi suspensa, sem data determinada de volta, devido a alguns fatores importantes: a falta de revisão no valor do teto para isenção de ICMS, que está desde meados de 2007 em R$ 70 mil reais, enquanto os custos desde então aumentaram substancialmente; a degradação do cenário cambial ao longo dos últimos meses, que pressionou os custos e fornecedores; além do decreto 65.259 do estado de São Paulo, de 20 de outubro de 2020, que alterou consideravelmente as regras de comercialização nessa modalidade.

O fim da versão PCD deverá trazer forte impacto nos números de venda do Renegade – no mês passado, 4.467 das 5.748 unidades emplacadas foram resultado de vendas diretas; ou seja, 78%.

 

Citroën C4 Lounge não é mais vendido no Brasil

O Citroën C4 Lounge já não pode ser mais vendido no Brasil. Segundo os colegas do Autos Segredos, o sedã já não é mais encontrado no estoque das concessionárias.

No Brasil, a Citroën nega e diz que o C4 Lounge ainda é vendido. O modelo produzido na argentina se faz presente no site da fabricante na versão única Shine, equipada com motor 1.6 THP de 173 cv e câmbio automático de seis marchas, por R$ 103.990.

Contudo, em entrevista ao Argentina Autoblog, a diretora de marketing da Citroën Argentina, Valère Lourme, diz que nem o Berlingo, nem o C4 Lounge são exportados para o Brasil.

De todo modo, o fim do C4 Lounge no Brasil é compreensível: lançado em 2013 no Brasil, o modelo nunca foi um sucesso de vendas. Entre os meses de agosto e setembro apenas 19 unidades foram emplacadas – totalizando 272 exemplares vendidos em todo o ano de 2020.

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