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Como torrar um Audi RS3 de 1.100 cv usando fluido de freio

Nós sabemos, melhor que ninguém, que muitas vezes é difícil ter acesso a um autódromo ou uma dragstrip fechados, com toda a infraestrutura de segurança que um esporte perigoso como o automobilismo exige. Mas os riscos de acelerar em vias públicas são bem conhecidos por todos aqui – e nada justifica colocar outras pessoas em risco, especialmente com a quantidade enorme de variáveis que existem em uma situação como esta.

Não falamos apenas de colisões com outros veículos, manobras arriscadas ou da eventual perda de controle. Por vezes, o próprio carro pode ser o fator que causa uma tragédia. Como o que aconteceu com um americano, cuja identidade não foi revelada, que estava disputando um pega com seu Audi RS3 sedã em uma rodovia. Em dado momento, o carro começa a pegar fogo – e, segundos depois, o motorista descobre que está sem freios. E agora?

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Podia ter acontecido uma tragédia: há tráfego na pista e o carro está em uma descida. Mas, por sorte, motorista e passageiro saem ilesos. Tudo foi filmado e publicado pelo canal 1320Video, e o registro é verdadeiramente desesperador. E também serve de lição.

O vídeo começa com uma apresentação dos carros: um McLaren 720S sobre o qual não foram dadas informações (até porque, no contexto todo, elas não importam muito) e o Audi RS3 sedã, equipado com um novo kit turbo da Iroz Motorsport (IMS), cabeçote refeito e componentes internos reforçados – tudo para entregar “mais de 1.100 cv”, segundo o próprio dono conta no vídeo. O Audi tem até um para-quedas na traseira, como os carros de arrancada.

O dono também diz que tudo foi feito em sua própria garagem, algo que fica explícito pelo adesivo que diz: “CUIDADO! ESTE CARRO PODE EXPLODIR – EU MONTEI ESSA M*RDA SOZINHO”. Um presságio bem humorado e mórbido ao mesmo tempo.

O pega, realizado em uma locação não divulgada, durou pouco tempo – o Audi leva a melhor, chegando a mais de 240 km/h. Mas, poucos instantes depois (por volta dos 4:45 do vídeo), o motorista diz que algo estava cheirando a queimado. Imediatamente o carona filma o vidro traseiro do Audi, e dá para ver faíscas subindo. Mas é só quando os carros que também estão na rodovia começam a piscar os faróis é que os ocupantes percebem que algo está muito errado.

Em instantes, vem a constatação. “Estou sem freios, mano”, diz o dono do carro.

Para piorar, a ECU do Audi entra em modo de segurança – o que, neste caso, significa que tanto o motor quanto o freio de estacionamento eletrônico são desativados. O para-quedas está travado, porque o proprietário não achou que realmente teria de utilizá-lo naquela ocasião. Resumindo: o dono o Audi e seu passageiro estão presos em um carro que está pegando fogo, sem freios, em uma descida.

É possível perceber o quanto os dois estão assustados – e, evidentemente, abrir a porta e colocar o pé no asfalto, à la Fred Flintstone, também não funciona. Com o fogo ficando mais intenso, logo o interior do Audi é tomado pela fumaça, e respirar vai ficando cada vez mais difícil. Abandonar o carro não é uma opção – a rodovia está relativamente movimentada, e o carro ainda está a mais ou menos 100 km/h. É preciso agir rápido.

A dupla considera algumas opções, como tentar virar bruscamente e parar o carro usando os muros laterais, ou encontrar um gramado na beira da pista. Por sorte, logo após à descida há um trecho em aclive e o Audi começa a perder velocidade. É o suficiente para que os amigos do dono, em outro carro, consigam se aproximar para averiguar a situação. O dono do RS3 não tem extintor de incêndio no carro, mas seus amigos têm. Quando o Audi perde velocidade suficiente, os ocupantes conseguem descer e tentam, em vão, apagar o incêndio com o extintor – prudentemente tomando o cuidado de não abrir o capô, pois isto certamente causaria uma explosão de chamas por conta da tomada repentina de oxigênio. É o mesmo efeito de soprar uma fogueira ou churrasqueira, por exemplo.

Ao todo, entre o início do incêndio e a parada completa, vão-se por volta de três minutos. Com todo mundo fora do carro, resta chamar os bombeiros e assistir ao carro ser consumido pelas chamas até o caminhão chegar.

Só depois é que foi descoberta a causa do incêndio. De acordo com a descrição do vídeo, uma linha de freio derreteu e se rompeu. Com isto, o fluido de freio espirrou sobre os discos – que estavam quentes. Como o fluido de freio é altamente inflamável, imediatamente as chamas começaram. Por não saber que a linha de freio havia se rompido, o dono bombeou o pedal algumas vezes, o que só serviu para borrifar o restante do fluido sobre os discos. As chamas rapidamente se espalharam (até mesmo por conta do movimento do carro, “soprando” ar sobre as chamas) e foram parar no cofre do motor. Como o próprio motor foi desligado pela ECU, usar o freio-motor não era opção.

Foi realmente uma questão de sorte. Caso não tivesse chegado a um aclive, o carro não perderia velocidade tão rapidamente e poderia envolver outros veículos em um acidente, ferindo ou mesmo matando pessoas que não tinham nada a ver com a história –  e com a decisão questionável e imprudente de disputar uma corrida no meio do trânsito, como estes caras fizeram.

Felizmente o prejuízo foi apenas material, com um Audi RS3 transformado em cinzas sendo colocado em um guincho. E o dono do carro não deve esquecer a experiência tão cedo.

 

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