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A confissão de quem levou um Willys Interlagos para a França

Desde que eu me entendo por gente, sempre gostei de automóveis. E não sei por que. Talvez um bisavô que dirigia um Almicar, um ancestral que vendia modelos da Delaunay-Belleville, os preferidos do Tsar da Rússia? Afinal, pouco importa. Acho máquinas em movimento mágicas, com uma preferência por aquelas que tem quatro pneus no chão. Então, tratei de viver com elas. Seja no meu trabalho, nas vitrines do meu quarto, ou na minha garagem. Participei do início da Renault no Brasil, tive um Lancia Fulvia 1600 HF durante dez anos, dirigi um Aston-Martin GT4 numa pista de Formula Um... Já consegui muito mais do que um garoto da classe mídia francesa cujos olhos brilhavam para seus carrinhos poderia ter sonhado.  E ainda tem... Tenho uma confissão para fazer. Levei um Willys Interlagos para França. Sei. Talvez não seja a melhor forma de começar minha primeira crônica no FlatOut, mas antes que os guardiões da história automobilística nacional me acusem de desvio de patrimônio, proponho qu

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