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Car Culture

Este monstrinho com motor 1.4 T-Jet de 500 cv vai te fazer querer um Fiat Seicento

A Fiat sempre foi reconhecida por seu talento em fazer carros pequenos, e isto não vale só para os mais conhecidos como o 500 (tanto o clássico quanto o atual) ou o Uno. Na Polônia, por exemplo, um diminuto compacto foi produzido por 14 anos, de 1997 a 2010, e tornou-se um dos compactos mais populares da Europa, especialmente no Leste Europeu: o Fiat Seiscento.

O Fiat Seicento é nada mais que a atualização do Fiat Cinquecento, hatchback de tração dianteira e motores de 700 a 1.100 cm³ (0,7 a 1,1 litro) que foi vendido entre 1991 e 1998. O Fiat Cinquecento foi o primeiro modelo de entrada a ter motor e tração na dianteira depois do Nuova 500 original e do Fiat 126.

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O Seicento tinha linhas mais arredondadas e modernas e ficou um pouco maior mas, em essência, era o mesmo carro. O motor podia ser um 0,8-litro de 39 cv nas versões básicas, ou de 1,1 litro e 55 cv nos esportivos Sporting e Abarth – pertencente à família Fire, a mesma que equipou os Fiat brasileiros nos últimos dez anos e só agora começou a ser substituída.

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Um Fiat Abarth com 55 cv não parece exatamente empolgante. O dono deste carro, Sebastian Cegliński, da Polônia, achava a mesma coisa. Então, ele decidiu transformar seu Seicento em um Abarth de verdade, colocando nele o motor 1.4 T-Jet utilizado no atual 500 Abarth.

A ideia era transformar o Seicento em um Abarth legítimo mais rápido que qualquer versão de fábrica. O carrinho é uma bela base para um pocket rocket: pesando algo entre 730 kg e 750 kg, dependendo da versão, o Seicento certamente saberia aproveitar os 167 cv do motor original do 500 Abarth. No entanto, Cegliński decidiu ir além e dar a seu pequeno Fiat quase dez vezes a potência original!

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Para tal, o 1.4 T-Jet passou por algumas mudanças. O cabeçote teve os dutos polidos, enquanto os comandos de válvulas foram trocados por outros, mais agressivos. As molas das válvulas também foram substituídas, e o sistema de alimentação recebeu injetores Bosch de maior vazão. Para finalizar, um turbocompressor Garrett GT2871R operando a 2,2 bar ajuda a levar mais ar para o motor, que queima etanol E85. O motor agora tem um módulo de controle aftermarket, acelerador eletrônico e regulador de pressão no turbo. O resultado, aferido em dinamômetro: 490 cv a 7.200 rpm e 48,9 mkgf de torque a 6.700 rpm. Considerando o peso do carro, chegamos a uma relação peso-potência de 1,53 kg/cv. Para se ter uma ideia, a relação peso-potência da LaFerrari é de 1,66 kg/cv.

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Claro, não vamos querer comparar o desempenho de um Fiat Seicento com uma LaFerrari, mas você entendeu o ponto.

Colocar o motor T-Jet no Seicento não exigiu foi uma adaptação muito complexa. No entanto, a dianteira precisou ser modificada para acomodar o intercooler e o novo radiador. No mais, tudo ficou bem arranjado, e ainda sobrou espaço no cofre para uma strut bar.

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A força é moderada por uma caixa manual de cinco marchas C510 da Abarth, a mesma do 500 Abarth americano, com embreagem reforçada. A força é levada às rodas dianteiras através de um diferencial Torsen com autoblocante. Os freios são a disco da Brembo nas quatro rodas. Já a suspensão usa amortecedores e molas ajustáveis Eibach na dianteira, enquanto a traseira, com feixes de molas, recebeu amortecedores de Honda CBR recalibrados e camber plates.

 

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O interior recebeu toques de carro de corrida: bancos de competição, remoção do banco traseiro (que deu lugar a uma barra anti-torção), cintos de competição e extintor de incêncio. No console central, chama a atenção a alavanca de engate rápido. O volante de diâmetro menor também é um toque bacana.

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É uma pena que não existam vídeos deste carro na Internet. No entanto, ao procurar, notamos que este transplante é relativamente comum entre os entusiastas do Seicento, especialmente no leste europeu. Há carros com motor 1.4 T-Jet capazes de virar o quarto-de-milha em dez segundos na arrancada. Olha só:

Existem alguns exemplares do Cinquecento polonês no Brasil – temos até um Project Car com um deles no Flatout. O que a gente gostaria de ver era alguém colocando o motor T-Jet em um Fiat brasileiro mais antigo. Que tal um 147, ou mesmo um Uno?

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