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Este stop motion de uma perseguição com carros de rali na Hungria é o vídeo mais bacana que você vai ver hoje

É exagero dizer que todo entusiasta gosta de miniaturas? Temos certeza que não. E fica melhor ainda quando as miniaturas são realistas e usadas para retratar carros de verdade – é como um lembrete de que elas não são meros brinquedos. Afinal, para transformar um monte de miniaturas e um diorama em um stop motion bacanudo como este, é preciso dedicação de gente grande.

O vídeo vem direto da Hungria, e retrata uma típica perseguição de carros de rali em uma típica cidadezinha do Leste Europeu. Quer dizer, provavelmente não esta não é uma cena típica em uma típica cidade do Leste Europeu, mas gostamos de imaginar que sim.

É uma historieta simples: um ousado mecânico dá em cima da namorada de seu piloto. Os dois brigam e decidem resolver suas diferenças em uma corrida de rua, claro: o piloto, com seu Lada preparado e o mecânico, ao volante de um Skoda 130 RS, “o Porsche 911 soviético”.

O criador do vídeo atende simplesmente por Gábor, ou ao menos é o que dá para deduzir pelos créditos finais, e ele deve ser um cara muito paciente: para pouco três minutos de vídeo (excluídos os créditos), ele diz na descrição que foram necessárias exatamente 2.790 fotos, todas tiradas com uma câmera DSLR. O vídeo tem 15 frames por segundo – ou seja, em cada segundo de vídeo aparecem 15 fotos em sequência. Ele diz que sua inteç

A atenção aos detalhes é impressionante. Na descrição do vídeo, Gábor diz que sua intenção foi retratar a cidade de Budapeste, a capital da Hungria, na década de 1980. Para isto, ele fez questão de reproduzir o visual da época no cenário, com muitos prédios cinzentos e casas com pequenas janelas empilhadas dividindo espaço com construções históricas de visual mais elaborado. As fotos abaixo, feitas em Budapeste na década de 1980, dão uma ideia:

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Até mesmo os bondes amarelos e os ônibus vermelhos estão retratados no vídeo (fotos: budapestretro, somkuti/Flickr)

Mas não é só isto: os carros também extremamente fiéis à ideia. Na Budapeste oitentista, carros fabricados em diversos países a região eram onipresentes nas ruas – os Tatra e Skoda da República Tcheca, os Trabant da Alemanha Oriental, os Dacia da Romênia e os VAZ e GAZ da Rússia. Nos créditos do vídeo (que são exibidos em um drive-in cheio de miniaturas estacionadas), Gábor fez o grande favor de inserir a lista onde aparecem todos os carros, em ordem alfabética.

E é claro que os bólidos de rali não foram escolhidos por acaso: o Lada é um VFTS, que foi homologado em 1982 para o Grupo B de rali e tinha um quatro-cilindros de 1,8 litro com turbo na dianteira, capaz de entregar algo entre 270 cv e 300 cv, que iam para as rodas traseiras. Fibra de vidro no lugar do metal e acrílico no lugar da fibra de vidro ajudavam o carro a pesar cerca de 950 kg.

Já o Skoda 130 RS, pequeno cupê de motor traseiro (um dos poucos casos fora da VW) preparado para ralis, conseguiu fazer bastante sucesso no circuito regional do Leste Europeu, mas também fez bonito em terras mais distantes – como uma vitória em sua classe no Rali Monte Carlo de 1977 (onde ficou em 12º na classificação geral).

O Skoda 130 RS tinha um quatro-cilindros de 1,3 litro que, naturalmente aspirado e dotado de comando duplo no cabeçote e dois carburadores, entregava 140 cv. OK, parece pouco para um carro de competição, mas era suficiente para que o cupê de cerca de 800 kg chegasse aos 220 km/h.

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