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Carros Antigos

Estes são carros lançados em 1989 mais legais que poderão ser importados em 2019

No final de 2018 fizemos a pergunta: quais são os carros lançados em 1989 mais bacanas que poderão ser importados em 2019? Vocês responderam com mais de 150 sugestões e agora chegou a hora de conhecer a lista dos elegíveis para a cidadania brasileira.

Antes de vermos a lista é preciso esclarecer alguns pontos: nem todo carro lançado em 1989 teve sua produção iniciada em 1989. Alguns começaram a ser produzidos em 1990 e, por isso, ficaram de fora da lista, uma vez que não completaram 30 anos. Outros, têm 1990 como seu primeiro ano-modelo, mas foram produzidos em 1989 e por isso entram na lista.

É por isso que você encontrará no final de cada texto o número exato produzido em 1989, ou ao menos uma estimativa máxima de modelos 1989-90, que ajudam a dar uma dimensão da raridade do carro em questão. Dito isso, vamos à lista!

 

Nissan 300ZX

A segunda geração do 300ZX teve alguns exemplares trazidos para o Brasil nos anos 1990, mas, sem uma representação muito forte por aqui, eles se tornaram um dos esportivos mais raros da época. Felizmente você pode trazer um Z32 destes já neste ano, uma vez que sua produção começou em 1989.

Como os modelos já existentes no Brasil, ele é equipado com o V6 VG30DE aspirado ou biturbo, com potência de 225 e 300 cv. Esta última, leva o esportivo aos 100 km/h em apenas 5,5 segundos e à máxima de 249 km/h.

Além do visual moderno, com os faróis integrados “deitados” como os do Bugatti EB110 (e que mais tarde serviriam ao Lamborghini Diablo), ele também tinha um coeficiente aerodinâmico baixo (0,31) e um sistema de esterçamento das rodas traseiras batizado Super HICAS que o ajudava a contornar as curvas com mais compostura e facilitava as manobras em baixa velocidade. 

Não há detalhes de quantos foram fabricados em 1989, mas em seus 11 anos de produção foram feitos 64.884 exemplares para o mercado japonês e outros 100.000 para exportação.

 

Nissan 240SX / Silvia S13

O Nissan 240 SX era a versão americana do Silvia e, apesar de ter sido lançado em 1988, só começou a ser produzido em 1989 com carroceria cupê de duas portas ou hatchback de três portas.

Todos eles são equipados com um motor 2.4 de 140 cv com três válvulas por cilindro combinado ao câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas. Combinando esse conjunto mecânico ao entre-eixos curto, tração traseira, baixo peso e preço acessível, ele se tornou um dos carros preferidos dos tuners e drifters americanos. O melhor da história é que fizeram 68.118 unidades em 1989, o que significa que eles não são raros o suficiente para serem caros demais.

A alternativa é o Silvia S13, que vinha equipado com o 1.8 turbo CA18DET, de 171 cv, mas ele vem somente com o volante no lado direito, uma vez que foi oferecido apenas no Japão.

 

Aston Martin Virage*

O Aston Martin Virage foi o primeiro modelo totalmente novo da marca britânica desde 1976, quando o sedã Lagonda foi lançado. Foi apresentado em outubro de 1988, no Salão de Birmingham como modelo 1989, mas seus primeiros exemplares só foram entregues em 1990.

Por isso o asterisco no nome: não há registros públicos de quantos Aston Virage foram produzidos em 1989. É possível que os exemplares entregues em janeiro de 1990 tenham sido finalizados naquele mesmo mês e considerados ano/modelo 1990/1990. E ainda que tenham sido fabricados em 1989, não foram muitos: de seu lançamento até 1995 foram feitas somente 365 unidades — o que o torna extremamente raro.

O Virage usava uma evolução do chassi do Lagonda, com uma suspensão tipo tubo de Dion na traseira, e braços triangulares sobrepostos na dianteira. Apesar de ser um grã-turismo de luxo, ele usou algumas medidas de redução de custos, como a utilização de componentes de modelos mais populares — caso dos faróis do Volkswagen Scirocco e das lanternas do Audi 200, coluna de direção GM, ar-condicionado Jaguar e interruptores do painel da Ford.

A carroceria era toda de alumínio, mas assim mesmo ele era pesado, chegando aos 1.790 kg. Felizmente seu V8 de 5,3 litros e 32 válvulas tinha 335 cv e 50,2 kgfm para compensar e dar a ele um desempenho digno de sua proposta estradeira. Mesmo com um câmbio automático de três marchas (um Chrysler Torqueflite) ele acelerava de zero a 100 km/h em 6,5 segundos e chegava aos 254 km/h. O manual de cinco marchas era da ZF e baixava o tempo de aceleração em 0,5 segundo.

 

Mazda RX-7 GTUs

A segunda geração do Mazda RX-7 foi lançada em 1985, mas foi somente em 1989 que a marca japonesa lançou a versão mais desejada do modelo: a GTUs, criada para comemorar o domínio do RX-7 na IMSA.

Dá pra dizer que o RX-7 GTUs era uma versão “superleggera” do esportivo japonês. Usando como ponto de partida a versão básica GTU, que não tinha sequer vidros elétricos ou limpador traseiro, a Mazda instalou no pé-de-boi os itens da versão Turbo, como pinças de quatro pistões na dianteira, discos ventilados na traseira, direção hidráulica progressiva, volante de couro, rodas de 16 polegadas com pneus 205/55 e diferencial de deslizamento limitado com acoplamento viscoso. Com 160 cv produzidos pelo motor Wankel aspirado de 1,3 litro ele acelerava de zero a 100 km/h em 8,5 segundos e chegava aos 210 km/h.

O GTUs teve apenas 1.200 unidades, das quais 1.100 foram produzidas em 1989. Isso significaria que você tem 1.100 exemplares elegíveis para importação — incluindo os 100 primeiros do ano-modelo 1990, que também foram fabricados em 1989.

 

Honda Integra DA5-DA9

Um dos grandes ícones populares do JDM, a segunda geração do Honda Integra foi lançada em abril de 1989 e era oferecida como sedã de quatro portas ou cupê de três portas. Foi um dos primeiros carros equipados com o lendário B16A de 160 cv, mas somente na versão japonesa. Nos EUA, ele era equipado com uma versão de 1,7 litro (B17A) com o sistema de variação do comando de válvulas VTEC e 142 cv.

Com limite de giros em 8.200 rpm e o VTEC acionado a 4.800 rpm, o Integra XSi acelerava de zero a 100 km/h em 7,1 segundos e chegava aos 221 km/h de velocidade máxima.

 

Porsche 944 S2

Como o Mazda RX-7, o Porsche 944 não foi lançado em 1989, mas foi naquele ano que sua evolução final foi lançada. Conhecido como 944 S2, ele ganhou um novo motor aspirado de quatro cilindros e três litros com 211 cv e um novo câmbio com escalonamento revisado. O conjunto era capaz de levar o esportivo de zero a 100 km/h em 6 segundos e aos 240 km/h.

Além dos 7.632 944 S2 produzidos em 1989, a Porsche também fabricou 16 exemplares do 944 S2 Cabriolet para o mercado norte-americano. Foram os primeiros 944 Cabriolet e também a segunda versão mais rara do modelo, atrás apenas do 944 S2 SE, que teve 15 unidades, mas só chegou em 1991.

 

Porsche 911 Speedster

Em 1989 a Porsche começou a fabricar as primeiras unidades do novo 911 964, mas no início do ano ela lançou uma das versões mais desejadas do 911 clássico: o 911 Speedster.

Ele foi lançado 30 anos depois do último speedster da marca, o 356 Speedster de 1958 e era baseado Carrera Cabriolet 3.2de 1988, porém tinha os para-lamas alargados do Porsche 930/911 Turbo, um para-brisa mais baixo e uma cobertura onde normalmente haveria os bancos traseiros e a capota recolhida. Os freios, rodas e suspensão também eram do 930.

Foram feitos 2.065 exemplares entre janeiro e julho de 1989, o que faz dele o mais popular dos 911 Speedster, mas também um dos modelos mais raros para se importar. Além disso, dos 2.065, 171 foram feitos com os para-lamas convencionais do Carrera 3.2, e são os mais valorizados da série.

 

Mitsubishi Eclipse / Eagle Talon / Plymouth Laser

O Brasil foi um dos dez países que receberam o Eclipse oficialmente, mas os modelos da primeira geração são bem mais raros que os da segunda, e também foram trazidos majoritariamente nas versões GS e GS-T, a primeira com motor aspirado e a segunda com motor turbo, ambas com tração dianteira. Por essa razão,  encontrar um Eclipse em bom estado de conservação se tornou uma tarefa quase impossível no Brasil.

Mas a partir de 2019 poderemos procurar um Eclipse nos EUA e no Canadá, onde também foram oferecidos seus irmãos americanos, o Eagle Talon e o Plymouth Laser. O primeiro era praticamente idêntico ao Eclipse, mas o segundo tinha um visual mais próprio. Os dois eram equipados com o mesmo motor e transmissão do Eclipse, e também começaram a ser produzidos no segundo semestre de 1989.

Não são muitos exemplares, mas eles existem e podem ser trazidos legalmente. O único inconveniente é que se você quiser um exemplar de tração nas quatro rodas, terá que esperar mais um ano, pois eles só chegaram em 1990.

 

Mazda MX-5 Miata

Outro modelo oferecido oficialmente no Brasil que agora pode ser importado é o Mazda MX-5 Miata. Apesar de todos os modelos serem 1990, as primeiras unidades foram produzidas entre maio e dezembro de 1989. Todas elas são equipadas com o motor 1.6 de comando duplo e 115 cv, capaz de empurrar o roadster do zero aos 100 km/h em 8,3 segundos e à máxima de 203 km/h.

Infelizmente a Mazda não separa a produção anual pelo ano de fabricação, somente pelo ano-modelo. Foram feitos pouco mais de 51.000 MX-5 do ano-modelo 1990 entre maio de 1989 e dezembro de 1990 — o maior volume de produção da primeira geração — mas somente os modelos 1989 podem ser importados.

 

Nissan Skyline GT-R R32

Sim: um dos GT-R mais admirados e desejados pelos entusiastas está completando 30 anos em 2019 e isso significa que os primeiros exemplares já poderão ser importados legalmente a partir de amanhã.

A versão esportiva da sétima geração do Skyline foi lançada em 1989 para homologar o concorrente da Nissan no Campeonato Japonês de Turismo, substituindo o antigo e menos competitivo GTS-R. E foi justamente o regulamento do Grupo A que definiu a receita que se tornaria sua marca registrada.

O motor seis-em-linha biturbo foi mantido, mas seu deslocamento aumentou de dois para 2,3 litros. Por ser sobrealimentado, a regra de equivalência exigia a multiplicação do deslocamento por 1,7, o que o enquadrou na categoria acima de 4.000 cm³. Aí começou um efeito dominó: nesta categoria ele precisava ser equipado com pneus de 10 polegadas de largura. Com os pneus mais largos a Nissan optou por equipá-lo com um sistema de tração integral. Com o sistema de tração integral ele ficou 100 kg mais pesado e, por isso, o deslocamento foi aumentado para 2,6 litros.

E foi assim que ele chegou às ruas para a homologação: o RB26 teve sua potência reduzida de mais de 600 cv para 320 cv — embora o acordo de cavalheiros dos fabricantes japoneses “limitasse” a potência a 280 cv declarados. A potência máxima vinha a 6.800 rpm, enquanto o torque de 36 mkgf aparecia às 4.400 rpm — o bastante para conseguir levar o carro de 1.430 kg aos 100 km/h em 5,6 segundos.

A suspensão é independente nas quatro rodas, com coilovers um sistema de esterçamento das rodas traseiras, que entra em ação a partir de 80 km/h.

Ao longo dos anos a Nissan produziu algumas edições especiais e versões melhoradas do GT-R R32, como a lendária Nismo, mas elas só poderão ser importadas a partir de 2020. Aliás, é importante lembrar que somente os modelos 1989 podem ser importados em 2019. A Nissan produziu 74.682 exemplares do Skyline R32 em seu primeiro ano de produção, porém apenas 5.003 são GT-R.

 

Porsche 964

Outro carro que completa 30 anos em 2019 é o Porsche 964. Ele chegou a ser importado no início dos anos 1990, uma vez que o 993 só deu as caras em 1994, quando as importações já estavam abertas. Mas além de terem sido fabricados poucos exemplares do 964, o boom dos importados no Brasil só aconteceu a partir de 1994, quando nossa moeda se tornou mais estável. Isso significa que não há muitos deles por aqui.

O 964 foi a primeira evolução real do design do 911 desde 1963, quando o esportivo foi lançado. Isso era evidente pelos para-choques mais integrados ao design do carro, e por tecnologias inovadoras como o câmbio Tiptronic e o sistema de tração integral que deu origem ao Carrera 4.

O motor flat-6 teve seu deslocamento aumentado para 3,6 litros nesta nova geração, e passou a desenvolver 250 cv nas versões Carrera e Carrera 4, as únicas produzidas em 1989. Naquele ano a Porsche só fabricou cupês — tanto com câmbio automático quanto manual, e tração integral ou traseira. Foram feitos apenas 1.117 exemplares em 1989 — portanto este é o número máximo de Porsche 964 disponíveis para importação em 2019.

Se você lembrou de mais algum modelo que poderá ser importado em 2019 (ou que você gostaria ou pretende importar em 2019), deixe sua sugestão nos comentários.