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Car Culture

“Eventos estranhos” – ou “como fazer um carro autônomo achar que você é um cone”


A questão da responsabilidade por um acidente causado por um carro autônomo parece ter sido resolvida com o caso do Volvo XC90 do Uber e de sua motorista/operadora que atropelaram uma pedestre empurrando uma bicicleta nos EUA. Apesar do sistema de reconhecimento estar parcialmente desativado, a responsabilidade pelo acidente recaiu sobre a operadora pois ela estava distraída e não agiu para evitar o atropelamento. É o mesmo tipo de atribuição de responsabilidade em casos de acidentes aéreos, ferroviários ou náuticos com sistemas autônomos: o motorista ativou o sistema, é ele quem se responsabiliza pelo ocorrido. Agora... ainda há uma questão que, apesar dos milhões de quilômetros rodados em testes ainda não foi resolvida: os "exemplos contraditórios". O termo não significa nada se você não estiver por dentro da tecnologia de Inteligência Artificial, por isso vamos chamá-lo de "eventos estranhos" — que ainda não diz muito, mas fica mais compreensível. São situações em que