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Car Culture Zero a 300

Fiat diz que vai vender apenas carros elétricos em 2030, Câmara aprova teto de R$ 140.000 para carros PCD, fábrica da Troller deve ser vendida ainda em junho e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Fiat diz que venderá apenas carros elétricos em 2030

A Fiat vem se juntar a outras fabricantes e prometeu que, entre 2025 e 2030, seus carros com motor a combustão interna serão descontinuados, híbridos ou não, restando apenas os carros elétricos.

O anúncio veio do próprio Oliver François, CEO global do grupo Stellantis. De acordo com o executivo, o recente lançamento do Fiat 500e – segunda geração do compacto urbano, que agora só tem propulsão elétrica e já está confirmado para o Brasil – já faz parte desta estratégia.

“Entre 2025 e 2030, nossa linha de produtos vai gradualmente se tornar totalmente elétrica. Será uma mudança radical para a Fiat”, declarou o executivo. “A decisão de lançar o novo 500 – elétrico e somente elétrico – na verdade foi tomada antes da Covid-19. Já naquela época estávamos cientes de que o mundo não fará mais concessões. A pandemia foi apenas o último aviso, nos lembrando que é preciso tomar uma atitude com urgência, e fazer algo pelo planeta Terra.”

Na prática, a decisão da Fiat se alinha com o que diversos países na Europa já anunciaram – o fim dos carros novos com motor a combustão interna a partir de 2030. Mas, ao que tudo indica, a decisão também vale para países que ainda não definiram um cronograma de transição.

Os colegas do Autos Segredos procuraram a Fiat no Brasil para descobrir a que pé anda a política interna da fabricante quanto à exclusividade dos carros elétricos. A assessoria da marca, em resposta, disse que até o momento não recebeu da matriz “nenhuma diretriz nesse sentido”. Nosso palpite é que, no mínimo, a transição para carros elétricos em nosso País acontecerá de forma muito mais lenta e gradual. Além de todo o custo envolvido nos carros em si – tanto para a fabricante quanto para o consumidor –, há todo um investimento em infraestrutura que precisa ser levado em consideração e depende não apenas da economia, mas também de questões técnicas, culturais e mesmo geográficas que, no Brasil, devem ter um peso bem maior que na Europa na hora de garantir que os carros elétricos sejam tão acessíveis quanto os automóveis tradicionais, e que possam ser recarregados de forma prática e eficiente. (Dalmo Hernandes)

 

Câmara aprova teto de R$ 140.000 para automóveis PCD

Foi aprovado na última quarta-feira (2) o texto-base para a Medida Provisória 1034, que aumenta de R$ 70.000 para R$ 140.000 o teto para carros PCD.

A MP, cujo relator é o deputado Moses Rodrigues (MDB), também reduz a duração do benefício de quatro para três anos; e passa a incluir pessoas com deficiência auditiva entre as que podem receber a isenção no IPI.

O texto agora será encaminhado para avaliação do Senado. Caso aprovada a Medida Provisória tem validade inicial até o dia 31 de dezembro de 2021. (Dalmo Hernandes)

 

Fábrica da Troller deve ser vendida ainda em junho

Desde que a Ford encerrou as atividades de suas fábricas no Brasil e se tornou importadora, o destino da Troller tornou-se uma grande dúvida. A empresa brasileira, adquirida pela Ford em 2007, tem sua fábrica instalada em Horizonta (CE) e lançou a segunda geração do jipe Troller em 2014 usando o mesmo motor da Ford Ranger – um 3.2 turbodiesel de 200 cv.

A possibilidade de fechar as portas pairava sobre a Troller desde o início do ano. Contudo, em entrevista à Rádio O Povo CBN, na semana passada, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho no Ceará, Maia Júnior, deu a boa notícia: a Troller deve ser comprada ainda em junho.

Segundo Maia Júnior, que no momento é o mediador das negociações entre a Ford e os investidores interessados na Troller, a marca quer chegar a um desfecho favorável muito em breve, e fará o possível para fechar um acordo até o fim deste mês.

Maia diz que, inicialmente, eram quatro o compradores interessados na Troller. Agora, dois deles estão dando sequência aos procedimentos de compra – e a decisão final deve cair sobre aquele que oferecer melhores condições para manter as atividades da fábrica e preservar o quadro de funcionários.

Estamos de olho nos desdobramentos da compra da Troller – que, afinal, é um dos raros exemplos de prosperidade na indústria automobilística brasileira. (Dalmo Hernandes)

 

Morreu Mansour Ojjeh, acionista da McLaren, aos 68 anos

A McLaren anunciou, na manhã deste domingo (6), a morte de Mansour Ojjeh, empresário franco-árabe, que desde os anos 1980 é acionista e importante figura em sua história. Tinha apenas 68 anos de idade, mas sofria de uma rara doença degenerativa do pulmão, que o obrigou a fazer um transplante em 2013.

Filho de Akram Ojjeh, um empresário Saudita que fez fortuna com negociação de armas (especialmente aeronaves de guerra), Mansour passou a maior parte da vida na França, país natal de sua mãe. Profissionalmente, liderou a TAG (Techniques d’Avant Garde), empresa de investimento em tecnologia fundada por seu pai.

Uma visita ao GP de Mônaco em 1978 o faz fã de Fórmula 1. Investimentos importantes na categoria se seguem: primeiro patrocinando a equipe de Frank Williams, depois financiando um motor V6 Turbo projetado pela Porsche, que foi usado na McLaren. Mansur Ojjeh se torna acionista da McLaren em 1985, e dali em diante tem influência decisiva e ativa nos planos futuros da empresa.

Ojjeh recebe o seu 935 de rua.

Mansour Ojjeh estava do lado de Ron Dennis na sala de espera do aeroporto de Milão, depois do Grande Prêmio da Itália em 1988, quando Gordon Murray aproveitou a chance e expôs a sua ideia do supercarro de volante central, o futuro McLaren F1. Ojjeh desde esse dia foi um entusiasmado apoiador do projeto, e portanto, instrumental para que se tornasse realidade. Também foi a única pessoa para quem a Porsche fez um 935 de rua. Nosso tipo de bilionário.

Uma grande perda para a F1, a McLaren, e todo o entusiasta do automóvel. RIP, Monsieur Ojjeh. (Marco Antônio Oliveira)

 

Lotus mostra volante e painel do Emira, sucessor do Elise

Enquanto o sucessor do Lotus Elise não é revelado por completo, a fabricante britânica decidiu nos provocar com alguns de seus detalhes. O Lotus Emira, anunciado há pouco tempo, substituirá de uma vez só o Elise, o Exige e o Evora e deverá ser o último modelo com motor de combustão interna feito pela Lotus.

A mais recente novidade são imagens que mostram o volante e o quadro de instrumentos do Emira. São fotos escuras que não revelam muitos detalhes, mas é possível ver que o volante terá formato levemente hexagonal, com revestimento em Alcantara e a marca do “meio-dia” em amarelo no topo, indicando quando o volante está centralizado. O quadro de instrumentos é totalmente digital, e as fotos mostram a tela exibindo o nome do carro e também os gráficos dos mostradores.

O detalhe mais importante, porém, está atrás do volante: as aletas para trocas de marcha, que dão a primeira pista sobre o powertrain: ele terá câmbio automático ou de dupla embreagem. Ainda não está descartada, porém, a oferta de câmbio manual. Que é algo que um Lotus precisa, se a proposta é seguir a tradição uma última vez.

Para relembrar, os rumores mais recentes dizem que o Emira usará um novo motor 2.0 turbo, de um fornecedor ainda não revelado. Possivelmente o já conhecido V6 Toyota de 3,5 litros, empregado no Evora, também estará disponível.

O Lotus Emira será revelado no próximo dia 6 de julho em um evento em Hethel, no Reino Unido, onde fica a sede da fabricante. Depois, ele será exibido ao público durante o Goodwood Festival of Speed, marcado para os dias 8 a 11 de julho. (Dalmo Hernandes)

 

24 Horas de Nürburgring 2021 foram a edição mais curta da história

Para quem não percebeu, as 24 Horas de Nürburgring 2021 foram realizadas no último fim de semana. E a edição de 2021 foi a mais curta da história, com apenas 9,5 horas de duração.

Não, os pilotos não estavam correndo em uma dimensão paralela onde o tempo passa mais rápido. O que aconteceu foi algo bem mais corriqueiro – ainda mais em Nürburgring no mês de junho: muita chuva e neblina, o que reduziu demais a visibilidade para os pilotos e deixou o circuito perigoso demais.

Quem acompanha a prova todos os anos já está acostumado a ver a pista molhada. Porém, por causa da enorme extensão do Nordschleife, é comum que partes do circuito estejam completamente secas e outras, cobertas de água – o que geralmente não impede a realização da corrida e, ao contrário, até torna as coisas mais interessantes para o público, pois obriga as equipes a traçar diferentes estratégias e torna o resultado mais imprevisível.

Só que dessa vez São Pedro exagerou e o circuito todo foi tomado pela queda d’água, que também trouxe consigo uma neblina bastante densa. A chuva começou nos 45 minutos de corrida e não parou mais. O que se seguiu depois foram diversas colisões, mas nada que impedisse a continuidade do evento.

Quando tornou-se evidente que a chuva não pararia tão cedo, trechos com velocidade limitada em 60 km/h foram estipulados (Dottinger Hohe e Schwedenkreuz). Não foi o suficiente, porém – na verdade, ficou até perigoso, porque os pneus dos carros esfriavam demais nos trechos lentos, o que comprometia sua eficácia. Assim, às 21h30 (horário local), a prova foi interrompida com a bandeira vermelha.

A corrida só foi retomada por volta das 12h do domingo, e terminou com 59 voltas percorridas e cerca de 9h30 de duração. Com isso, a edição 2021 foi a mais curta na história das 24 Horas de Nürburgring. Antes, a marca ficava com a edição de 1992, que teve 76 voltas realizadas.

O vencedor foi o Porsche 911 da Manthey Racing, com o número 911 na lateral e os pilotos Matteo Cairoli (Itália), Michael Christensen (Dinamarca) e Kévin Estre (França) revezando ao volante. O alemão Lars Kern também foi inscrito na corrida, mas sequer chegou a participar.

 

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