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Car Culture

Hipercarro da Aston Martin Red Bull se chamará Valkyrie e terá um V12 Cosworth aspirado de 900 cv


A menos que você tenha passado um ano em outro planeta, não é novidade que a Aston Martin está desenvolvendo um hipercarro em parceria com a Red Bull Racing e seu projetista Adrian Newey. A fabricante britânica já havia revelado uma série de imagens oficiais do carro no ano passado, alguns números inacreditáveis sobre a aerodinâmica do modelo, mas nada sobre o motor e demais detalhes mecânicos do AM-RB 001.

Essa história mudou nesta semana, quando a Aston levou o hipercarro a Genebra (um mock-up, na verdade) e divulgou tudo o que faltava saber sobre ele. Incluindo seu nome definitivo.

Sim: felizmente AM-RB 001 é só uma nomenclatura interna. Um hipercarro com tantos predicados merece algo mais passional que um mero código alfanumérico que poderia muito bem batizar um modelo de geladeira ou uma fotocopiadora dos anos 1990. E, caras, que nome eles escolheram. Que nome!

Seguindo a tradição dos nomes iniciados pela letra V, eles escolheram Valkyrie. O nome vem de um antigo dialeto nórdico que significa “aquela que escolhe os mortos”, e denomina as deusas menores que conduzem os guerreiros mortos em combate a Valhalla, o paraíso da mitologia nórdica — daí o nome “A Cavalgada das Valquírias” para o início do terceiro ato da ópera Die Walküre de Richard Wagner.

“Ride of the Valkyrie”: um trocadilho pronto para a imprensa anglófona

A Aston não menciona a tarefa das valquírias (levar guerreiros mortos ao paraíso) ao justificar o nome, apesar de mencionar a origem mitológica da palavra. Por isso a primeira analogia que me veio à cabeça foi o carro como uma espécie de deusa que tenta te matar, e aí você seria lembrado por ter morrido como os heróis do automobilismo. Pensando bem, acho que a Aston viu de uma forma diferente: as valquírias têm o poder de escolher os guerreiros honrados que serão levados ao paraíso. Faz sentido.

Agora que podemos parar de chamar o hipercarro por um código, vamos aos fatos.

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O Aston Valkyrie terá um V12 de 6,5 litros produzido pela Cosworth. A potência não foi declarada, mas é praticamente certo de que ele terá 900 cv. A Aston afirma que ele terá uma relação peso/potência de 1 kg/cv, o que significa que seu peso deverá ficar na casa dos 900 kg.

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A base do carro será um monocoque de fibra de carbono produzida pela Multimatic, uma empresa canadense que forneceu o monocoque do Aston Martin Vulcan, a carroceria do Ford GT e a suspensão do Aston One-77. O motor será conectado diretamente ao monocoque, tornando-se um componente estrutural em conjunto com o câmbio de sete marchas da Ricardo. O conjunto todo foi desenvolvido por Adrian Newey, bem como a carroceria de fibra de carbono. Ela, aliás, será a responsável pela produção de níveis insanos de downforce que, segundo a Red Bull, permitirá que o Valkyrie complete uma volta em Silverstone tão rapidamente quanto um Fórmula 1 em sua especificação de pista. Talvez seja melhor pedir ajuda a Odin, porque nem mesmo os protótipos de Le Mans conseguem isso.

Além do layout mecânico (motor estrutural combinado a um monocoque de fibra de carbono), a estrutura por baixo da carroceria afunila-se sob o motor, formando dutos que atuam produzindo efeito solo. O posição de pilotagem será inspirada na Fórmula 1, com as pernas esticadas e elevadas.

Os freios do Valkyrie serão de carbono cerâmica, fornecidos pela Alcon e Surface transforms, e farão conjunto com um par de rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 polegadas na traseira, calçadas em pneus Michelin Pilot Sport Cup 2. Toda a eletrônica — ECU do motor, do controle de tração e estabilidade e ABS — será fornecida pela Bosch.

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E como os últimos Fórmula 1 da era aspirada, o Valkyrie terá um motor elétrico que irá armazenar energia cinética durante as frenagens e atuará a marcha à ré do carro. As baterias serão fornecidas pela Rimac.

A Aston Martin irá produzir apenas 150 exemplares de rua do Valkyrie e outras 25 unidades de pista. Ainda não há preços, mas estima-se que cada um dos exemplares chegará facilmente à casa dos US$ 2 milhões.

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