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Zero a 300

McLaren irá usar motores Renault, BMW voltará a fazer modelos CSL, Bugatti Chiron pode ter chegado aos 440 km/h e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

McLaren fecha acordo com Renault para a Fórmula 1

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Depois de três temporadas andando como uma equipe pobre e pequena, a McLaren finalmente rompeu o contrato com a Honda e fechou um acordo com a Renault para usar os motores franceses a partir de 2018.

Segundo o site Autosport, o contrato entre McLaren e Renault se estenderá por três temporadas, encerrando ao final de 2020, quando a categoria adotará novas regras para os motores. Ainda de acordo com as fontes do Autosport, a McLaren receberá unidades de força com as mesmas especificações e potência das equipes Renault e Red Bull.

A Toro Rosso, que era a terceira equipe com os motores Renault, passará a usar os motores Honda a partir de 2018. Especula-se ainda que parte do acordo com a Toro Rosso inclui a transferência do piloto Carlos Sainz Jr. para o encerramento prematuro do contrato com os franceses.

 

Será que o Bugatti Chiron chegou aos 440 km/h em teste?

Na segunda-feira (11) vimos o Bugatti Chiron quebrando o recorde de aceleração/frenagem de zero a 400 km/h e depois a zero de novo com Juan Pablo Montoya ao volante. Na ocasião a fabricante teuto-francesa divulgou apenas os números do recorde, uma galeria de fotos e oficializou a intenção de quebrar o recorde de velocidade.

Mas havia uma outra informação que deixou muito claro que eles não foram ao circuito apenas para testar a frenagem do Chiron: o recorde pessoal de Montoya. Antes do teste com o Chiron, o colombiano tinha como recorde pessoal de velocidade os 407 km/h atingidos com um monoposto da Indy, mas após a empreitada da Bugatti seu novo recorde subiu para 420 km/h — 1 km/h a menos que a velocidade máxima limitada do Chiron, atualmente.

Agora, eles divulgaram o vídeo do recorde, que é bem impressionante, mas chama a atenção mesmo por sua cena final: o ponteiro do Chiron chegando perto dos 450 km/h após os dizeres “To be continued…”

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Sendo um close-up do velocímetro, a cena pode muito bem ser gravada com um mecanismo desmontado ou simplesmente computação gráfica. Mas também pode ser que a fábrica reprogramou o limitador do carro para que ele pudesse realmente passar dos 420 km/h e dar uma palhinha do seu desempenho real.

Atualmente o recorde de velocidade está com o Veyron SuperSport, que chegou aos 431,1 km/h. O ponteiro do vídeo já passou a marca dos 430 km/h e está alinhado com o traço dos 440 km/h quando a edição corta a cena. Será que o Chiron já se tornou o carro mais rápido do mundo e a Bugatti está apenas escondendo o jogo? Será que 440 km/h é a meta da fabricante francesa? Ou será que o “to be continued” significa que ele irá além dos 440 km/h e chegará aos 460 km/h estimados pelas simulações da Bugatti?

 

BMW trará de volta a linhagem CSL

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Depois de trazer de volta os modelos CS, com o M4 CS e o futuro M2 CS, a BMW M está prestes a trazer de volta a linhagem CSL, reservada aos seus modelos mais esportivos, como o 3.0 CSL “Batmóvel” e o M3 CSL. É o que disse o chefe da divisão M, Frank Van Meel, no Salão de Frankfurt.

Segundo o executivo, a sigla CSL irá substituir os modelos GTS na linhagem esportiva da marca, que terá quatro níveis de potência/acerto diferentes:  a versão básica, o Competition Pack, o modelo CS e, no topo, o CSL.

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Apesar de emprestar o emblema do M tricolor para seus SUVs, a BMW será sensata o bastante para não adotar essa hierarquia nos utilitários. Ela será limitada aos cupês e, talvez, aos sedãs esportivos da marca Embora Van Meel não tenha revelado qual será o primeiro modelo a ganhar uma versão CSL, a imprensa europeia acredita que será o M2 – o que pode fazer algum sentido, uma vez que o modelo foi a base para o conceito 3.0 CLS Hommage, de 2016.

 

Cintos do Kwid: Renault diz que montagem está correta

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Também na segunda-feira (11) vimos que uma apuração do camarada Gustavo Henrique Ruffo, do Motor Chase, revelou que o Renault Kwid pode estar saindo de fábrica com as travas dos cintos de segurança traseiros instalados em posição errada, o que forçaria os ocupantes a usá-los cruzados, uma vez que os cintos só se encaixam em sua trava correspondente.

Ruffo questionou a Renault sobre o provável defeito, e a fabricante publicou a seguinte resposta: “A  Renault afirma que não há nada de errado com os cintos traseiros do Kwid. O posicionamento foi definido de forma a proporcionar a melhor ergonomia para cada ocupante”.

 

Falha humana e limitações do Autopilot foram a causa de acidente fatal com Tesla

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O Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos EUA (NTSB) concluiu sua investigação sobre aquele acidente fatal envolvendo um Tesla Model S com o sistema semi-autônomo Auto Pilot, ocorrido em maio de 2016. Segundo os resultados, o acidente foi causado por falha humana combinada a limitações do sistema da Tesla.

A investigação levou mais de um ano para ser concluída, e determinou que o Autopilot teve “um papel importante” no acidente que vitimou o dono do Tesla, Joshua Brown. De acordo com o relatório, a tecnologia carece de recursos que assegurem que ela seja usada corretamente, e que por isso Brown pôde usá-la em uma rodovia onde ela não deveria ser ativada.

“A Tesla permitiu que o motorista usasse o sistema fora do ambiente para o qual ele foi projetado, e o sistema deixa muita margem para que o motorista se distraia”, disse o presidente do Conselho, Robert Sumwalt. Ainda de acordo com a investigação, o sistema Autopilot funcionou como deveria, mas falhou em garantir que o motorista prestasse a devida atenção à estrada.

A culpa do acidente também foi atribuída à falta de atenção do motorista, seu excesso de confiança no sistema semi-autônomo da Tesla, e ao erro do motorista do caminhão em não dar a preferencial a Brown.

Em resposta à investigação, a Tesla declarou que continuará alertando seus clientes de que o sistema Autopilot não é 100% autônomo. O Conselho, contudo, recomendou que os fabricantes de carros — não apenas a Tesla — criem formas de monitorar a atenção do motorista em veículos autônomos e semi-autônomos.

Em uma investigação anterior do Instituto de Segurança Viária dos EUA (NHTSA), a conclusão foi de que o Autopilot falhou ao não perceber o caminhão atravessado na pista. Como já dissemos anteriormente, veículos autônomos e semi-autônomos demandam a atenção do motorista exatamente devido a casos como este, em que o sistema falha em detectar obstáculos ou não funciona corretamente.

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