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Motores lendários: o mega-complexo Porsche 959

A refrigeração a ar sempre atraiu os engenheiros mais criativos. Como tudo em engenharia, tem seus problemas, mas suas vantagens sempre atraíram os de pensamento mais abrangente. Soichiro Honda, por exemplo, não conseguia compreender a refrigeração líquida. Dizia: “toda refrigeração é a ar, eu só cortei o intermediário aqui, a água, e refrigerei o motor diretamente com o ar”. Um motor refrigerado a ar tende a ser mais leve e toda a complexidade de água, bomba, radiador e mangueiras podem ser evitados. Certamente o ar é mais elegante de um ponto de vista de projeto, simplesmente. Faz um carro mais simples e leve, se um motor na maioria as vezes um pouco mais caro.   Honda só realmente deixou o motor refrigerado a ar de lado pelo motivo que praticamente o matou: por emissões de poluentes. Ao criar um carro para o mercado americano dos anos 1970, o seu famoso Civic, teve que

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