FlatOut!
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Sessão da manhã

Nissan GT-R e 911 Turbo se enfrentam na arrancada — e o Godzilla perde!


Isto não é um spoiler — a revista Evo colocou o Nissan GT-R e o Porsche 911 Turbo cabrio para disputar uma arrancada de 1000 m, e qualquer um em sã consciência apostaria no Godzilla. Não haveria razão para postar este vídeo se o GT-R tivesse levado.

Desculpem se parecemos repetitivos ao dizer que o Nissan GT-R é um dos carros mais rápidos da atualidade, e que sabemos boa parte de seus segredos para tal — mas isso só acontece porque, de fato, o GT-R é absurdamente rápido (como a própria Evo diz, “só fica abaixo do Veyron”) e todos esperam que ele ganhe qualquer disputa, seja em uma reta de 1 km ou um um  circuito cheio de curvas. Por isso, é bem fácil acabar esquecendo que ele tem suas limitações, e que elas podem fazer uma boa diferença em um duelo como esse.

Tudo bem que o GT-R tem 553 cv em seu V6 3.8 biturbo e pesa mais de 1.700 kg — números que, no papel, não condizem com seu desempenho, mas é fato que ele anda feito um supercarro, prometendo chegar aos 100 km/h na casa dos três segundos, enquanto o 911 Turbo conversível nem tem essa pretensão. O boxer turbo de seis cilindros do esportivo de Stuttgart também desloca 3,8 litros, entregando 520 cv e, segundo a Porsche, é capaz de levar o 911 Turbo de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos com o pacote Chrono (3,6 segundos sem ele). Soa como um belo desafio, não é mesmo?

E ele leva a arrancada do começo ao final, com uma vantagem visível.

Para usar o controle de largada do Porsche, você só precisa colocar a transmissão no modo Sport Plus, posicionar a alavanca no modo Drive, pisar no freio, meter o pé direito no porão e esperar o ponteiro do conta-giros travar em cerca de 5.500 rpm e o aviso “launch control” aparecer no painel e em uma telinha no volante (que dá um efeito bem legal). Aí você solta o freio e o carro dispara. No GT-R é basicamente a mesma coisa, só que um pouco mais complicado: coloque o câmbio e o controle de estabilidade no modo “race”, os amortecedores no modo “comfort”, pise no freio, acelere, solte o freio, e pronto.

O GT-R dá um belo salto à frente nos primeiros centímetros graças à calibragem agressiva da transmissão, começando pelo modo violento como a embreagem acopla. Esse tipo de comportamento é praticamente uma mutilação — o carro não poupa seus componentes e sistemas em nome da velocidade. Mas nem isso é capaz de fazê-lo superar o 911 que, apesar de ser menos potente, é bem mais leve, não precisando de tanta força para se igualar ao GT-R em termos de performance — e até superá-lo, como fez aqui.

Os números falam por si: o Porsche completou os 1.000 metros de arrancada quase um segundo antes do GT-R, com 20,17 segundos contra 21 segundos cravados — quase um segundo de diferença, que fica gritante no vídeo. O tempo que os carros levam para acelerar de 0 a 96 km/h também foi medido, e o Porsche levou 2,96s para atingir a velocidade, enquanto o GT-R precisou de 3,33 segundos — sim, o 911 foi mais rápido do que o divulgado pela fábrica e o GT-R, mais lento. A explicação da Evo? O peso do GT-R.

Por sorte, não é nas pistas de arrancada que se decide qual carro é melhor ou pior. São dois excelentes carros (embora nós preferíssemos o 911 cupê), e não são algumas frações de segundo que vão fazer fãs dos dois lados mudarem de ideia. Mais uma vez, a ficha técnica não ganhou a corrida.

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