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Zero a 300

Nova Amarok não será feita na Argentina, a nova BMW R18 2021, redução na poluição “favorece” elétricos e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Volkswagen desiste de produzir nova Amarok na Argentina

Como você deve saber a esta altura de 2020, a parceria técnica entre Volkswagen e Ford no segmento de veículos comerciais está dando origem às novas gerações das picapes Amarok e Ranger, que seriam produzidas juntas na fábrica da Ford em General Pacheco, na Argentina. Os planos, contudo, parecem ter mudado de rumo nas últimas semanas. Segundo o site Autoblog Argentina, que entrevistou uma fonte ligada às duas fabricantes, a Volkswagen desistiu de produzir a próxima geração da Amarok na Argentina, o que também deverá afetar a produção da próxima Ranger — e, pelo jeito, compromete até mesmo a chegada das duas picapes ao Brasil.

Segundo a fonte do Autoblog, a decisão da Volkswagen se deveu a atritos com a Ford — sua vizinha em General Pacheco — e também à desaceleração do mercado interno argentino, que tornou as fábricas ociosas. A ociosidade gera prejuízos para as fabricantes pois a estrutura tem um custo fixo independente do volume de produção. Diante disto, a Volkswagen aparentemente optou por manter a atual Amarok em produção em sua fábrica argentina porque somente os futuros Tarek e Tarok não teriam volume suficiente para viabilizar a operação.

 

Com a mudança de planos a Ford também deverá encontrar problemas para manter sua fábrica de General Pacheco minimamente viável. A picape é atualmente o único modelo produzido localmente depois que o Focus e o Fiesta deixaram de ser produzidos em maio e em dezembro, respectivamente. Com isso, a fábrica, que tem capacidade para mais de 140.000 unidades anuais, está produzindo menos de 50.000 unidades — ou seja: opera com quase 1/3 de sua capacidade. A Ford havia resolvido esta questão com a parceria que levaria a produção da Amarok para sua fábrica, porém com a suposta desistência da Volkswagen, ela continuará ociosa até que a Ford invente um modelo que possa ser produzido por lá — afinal, atualmente a fabricante tem apenas três modelos de grande volume.

Esta mudança, contudo, não compromete a nova geração das picapes. A parceria continua ativa, porém, as picapes serão produzidas somente na África do Sul e na Tailândia, dois mercados fortes de picapes, e que poderiam abastecer a América do Sul. (Leo Contesini)

 

Efeitos da pandemia fazem motoristas repensar os elétricos

Como vimos anteriormente, o isolamento e a redução das atividades nas grandes cidades afetou positivamente os níveis de emissões e poluição, que foram reduzidos drasticamente. Com isso, mais pessoas estão considerando a aquisição de um carro elétrico, segundo uma pesquisa realizada pela empresa britânica de consultoria e serviços automobilísticos Venson Automotive Solutions.

De acordo com a pesquisa, 45% das pessoas entrevistadas confirmaram que a melhoria radical na poluição do ar em todo o mundo as fez reconsiderar seus planos sobre ter um carro elétrico. Outros 17% disseram que a redução na poluição apenas consolidou sua decisão de adquirir um veículo elétrico.

Infelizmente a Venson não divulgou quantas pessoas foram entrevistadas, nem onde elas foram entrevistadas, mas tudo indica que trata-se de uma pesquisa local, feita no Reino Unido.

Há, contudo, algumas observações a serem feitas: a Venson considerou que a redução da poluição se deveu apenas ao menor número de automóveis e motos em circulação nas cidades, contudo é preciso destacar que a atividade industrial e comercial também foi reduzida. Além disso, há a questão já levantada pelo FlatOut há duas semanas: parte das mudanças podem se tornar permanentes e contribuir para a redução de emissões, nesse caso, os entrevistados manteriam suas posições sobre a propriedade de um veículo elétrico? (Leo Contesini)

 

BMW R18 2021 é apresentada

Agradeçam à BMW Motorrad por tirar um pouco do marasmo nestes tempos de quarentena e distanciamento social: nesta semana foi apresentada, enfim, a BMW R18, nova motocicleta retrô da fabricante alemã, equipada com um novo motor boxer de 1.802 cm³.

A moto é praticamente igual ao conceito que foi mostrado no ano passado, exceto pela adição de elementos previstos na legislação, como piscas e lanterna traseira; e um banco maior e aparentemente mais confortável. No mais, o look minimalista do conceito, com o motor em absoluto destaque, se faz presente.

Mas a R18 não é retrô apenas no visual – o motor boxer, apesar de totalmente novo, é um belo throwback à era clássica da BMW Motorrad: trata-se de um boxer aircooled com comando no bloco e 901 cm³ de deslocamento por cilindro. São 91 cv a 4.750 rpm e 16 kgfm de torque a 3.000 rpm, moderados por um câmbio de seis marchas.

A BMW R18 pesa 345 kg, usa suspensão por garfo telescópico na dianteira com 119 mm de curso na dianteira, e um monobraço na traseira com 89 mm de curso – espertamente escondido para dar a impressão de que a R18 é uma “rabo-duro” (isto é, que não tem suspensão traseira, como eram as motos antigamente). Os freios usam discos de 300 mm na dianteira e na traseira, com pinças de quatro pistões e ABS integral.

A BMW R18 só está disponível na cor preta, sendo que a First Edition ainda traz detalhes cromados e listras brancas no tanque. Ela já pode ser configurada no site da fabricante, mas por enquanto é oferecida apenas nos Estados Unidos e na Europa. E, ainda assim, as entregas não devem começar antes de 2021. (Dalmo Hernandes)

 

DiRT Rally 2.0 ganha mensagem de conscientização sobre coronavírus

Muitos entusiastas estão ficando em casa para evitar a proliferação do coronavírus – e uma boa forma de passar o tempo em casa é… jogar videogame, claro. E até os videogames podem ajudar na conscientização a respeito da Covid-19: a Codemasters acaba de incluir uma mensagem para os jogadores britânicos em DiRT Rally 2.0.

Os circuitos do jogo agora têm banners com a mensagem stay home, save lives (“fique em casa, salve vidas”) na beira da pista, promovida pelo departamento de saúde pública do Reino Unido.

“Percebemos que a tecnologia dos nossos jogos, que permite que façamos updates remotos dos banners nos circuitos virtuais, também poderia ser utilizada para aumentar a conscientização sobre o coronavírus”, disse Toby Evan-Jones, vice-presidente da Codemasters.

De acordo com ele, o plano agora é expandir a atualização para os servidores do resto do mundo, em parceria com os órgãos de saúde locais. (Dalmo Hernandes)

 

Novo Nissan Sentra também é adiado devido à pandemia

Depois do anúncio de que o lançamento novo Versa será adiado, a Nissan comunica que seu irmão maior, o Sentra, vai chegar atrasado por conta da pandemia do novo coronavírus.

O sedã seria apresentado em novembro deste ano, com as vendas começando logo em seguida. Mas agora, com o fechamento das linhas de produção no México, a fabricante nipônica anunciou que o Nissan Sentra só deve começar a desembarcar no Brasil nos primeiros meses de 2021, de acordo com o jornalista Jorge Moraes.

Os planos quanto as versões não mudam, por ora – o carro continuará usando o motor 2.0 naturalmente aspirado, calibrado para render 151 cv (atualmente são 140 cv), acoplado à transmissão CVT já conhecida da marca. (Dalmo Hernandes)

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