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Car Culture

Novo Honda Civic é apresentado nos EUA, Subaru mostra nova geração do BRZ, o recorde do AMG GT Black Series em Nürburgring e mais

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Novo honda Civic é apresentado nos EUA

A Honda acaba de apresentar a nova geração do Civic nos Estados Unidos. Foi uma estreia online, como virou padrão na pandemia – mas, em vez de um streaming no Youtube ou em um hotsite dedicado, a Honda optou por mostrar a 11ª geração do Civic no Twitch, plataforma dedicada principalmente às transmissões ao vivo de games. É como se a Honda quisesse passar a imagem de um novo Civic mais descolado e conectado com as gerações mais jovens.

Acontece que o carro em si diz o contrário: o novo Civic adota um desenho mais conservador e minimalista. As linhas são limpas, a grade é mais simples – lembra a peça do novo Fit – e as proporções ficaram mais horizontais. Atrás, as lanternas em bumerangue do modelo atual deram lugar a peças bem menos ousadas, em forma de trapézio e posicionadas mais abaixo.

A intenção da Honda parece ter sido transformar o Civic em um “mini Accord”. Mas talvez a fabricante tenha exagerado no minimalismo – na Internet já se vê comparações com o Audi A4 e até mesmo com o Toyota Camry e comentários sobre como o carro ficou derivativo. De fato, embora parte do público considere o atual Civic ousado demais, poluído até, outros certamente preferem as lanternas em forma de bumerangue na traseira e o perfil mais fastback da décima geração.

De todo modo, é inegável que o carro é bonito. Como é um protótipo, certos detalhes ainda modem mudar – e, mesmo que isto ocorra, a aparência geral será esta. A Honda não falou sobre motorização ou dimensões: isto deve ficar para o ano que vem, quando a versão final for revelada.

O novo Civic não será vendido no Japão – a Honda está mudando o foco do modelo, e seu principal mercado agora será o norte-americano. Sua chegada ao Brasil é esperada para 2022, dando à geração atual um ciclo de sete anos. Contudo, há rumores de que a Honda deixará de produzir o sedã no Brasil para dar lugar ao novo HR-V – o que obrigaria a fabricante a importar a nova geração para o Brasil, algo que pode se mostrar inviável por conta do dólar alto. Por ora a Honda não se pronuncia a respeito dos boatos.

 

Mercedes-AMG GT Black Series vira 6:43,616 e se torna novo recordista em Nürburgring

 

Os recordes de Nürburgring andam mudando com bastante frequência nos últimos tempos, e mais uma mudança acaba de ser anunciada: o Mercedes-AMG GT Black Series virou 6:43,616 em Nürburgring e é o novo carro produzido em série mais rápido no lendário circuito alemão.

Como de praxe, a Mercedes-AMG divulgou um vídeo e um press release comemorando o feito. Mas, devido aos acontecimentos recentes envolvendo recordes mundiais, todo novo registro é imediatamente analisado pela Internet – e, em pouco tempo, todos têm um parecer. Com este recorde, não foi diferente.

De cara, um detalhe a se notar é que a Mercedes-Benz divulgou dois tempos diferentes: 6:43,616 e 6:48,047. Isto porque, desde 2019, a administração de Nürburgring definiu que uma volta completa no circuito tem 20,83 km, levando em conta o trecho da reta dos boxes (T13), que tem pouco mais de 200 m. Até então, geralmente as fabricantes mediam suas voltas na versão de 20,6 km de Nürburgring – que exclui a reta T13 e é utilizada pela revista alemã Sport Auto em seus testes. Geralmente há uma diferença de 4 a 6s entre as duas versões do traçado.

Para evitar confusões a Mercedes decidiu informar as duas medições. E, no vídeo onboard, cronômetros para ambas a versão mais curta e a versão mais longa são mostrados simultaneamente.

E, no fim das contas, trata-se de uma bela demonstração de habilidade do piloto Maro Engel, da GT3 – ainda que o ronco do motor V8 biturbo de quatro litros com virabrequim plano seja, possivelmente, o menos inspirador entre todos os recordistas de Nürburgring.

Falando em motor, obviamente ele estava completamente stock – com os mesmos 730 cv e 81,6 kgfm de torque que qualquer outro exemplar das concessionárias, e usando o mesmo câmbio de dupla embreagem e sete marchas. Os pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 MO também são equipamento de série. A Mercedes ressalta que a unidade usada nos testes foi acertado no limite dentro das possibilidades que o AMG GT Black Series oferece – o splitter frontal foi colocado na posição “Race”, a suspensão teve a altura reduzida em 5 mm na dianteira e 3 mm na traseira, a cambagem foi ajustada em -3,8° na frente e -3° atrás, e as barras estabilizadoras foram colocadas no ajuste mais firme.

Com tudo isto fora do caminho, podemos dizer que os 6:43,616 do AMG GT Black Series em Nürburgring o tornam 1,36s mais rápido ao redor da versão mais curta do Nördschleife que o Lamborghini Aventador SVJ, que virou 6:44,97 em 2018. E não é justo tirar o mérito do cupê alemão, mesmo que o recorde do Aventador tenha sido marcado por polêmicas – evidências de que o carro usado no teste foi aliviado, e de que o vídeo foi acelerado em alguns trechos.

Lamborghini SVJ em Nürburgring: destrinchamos o carro e a volta recorde de 6:44,97

O tempo de 6:48,047 também é o recorde para carros produzidos em série na versão mais longa de Nürburgring. E, em ambos os casos, há de se notar que o AMG GT Black Series é o único esportivo com motor dianteiro (ou central-dianteiro) a virar menos de sete minutos em Nürburgring.

Como última nota, vale exaltar que o Porsche 911 GT2 RS da Manthey Racing – que fez 6:40 no trajeto de 20,6 km e 6:44,749 na versão de 20,83 km em 2018 – ainda é o recordista dos carros legalizados para as ruas, porém modificados. Ele recebe um kit de preparação que está disponível para o público e não inclui mudanças no motor – apenas modificações no chassi e aerodinâmica melhorada. A Porsche, aliás, é dona de 51% da Manthey Racing.

 

Toyota Hilux 2021 enfim é apresentada no Brasil

Depois de tantas imagens e informações, vazadas e oficiais, a respeito da Toyota Hilux 2021, dá até para pensar que ela já havia sido lançada no Brasil. Mas não – só agora a fabricante revela picape reestilizada no Brasil.

Sendo assim, não dá para dizer que ela nos surpreende. O visual já era conhecido pelas fotos da versão asiática, com uma nova grade trapezoidal, faróis levemente redesenhados com DRLs de LED, e lanternas traseiras com novos elementos internos. O interior ganhou uma nova central multimídia com tela de 8”, que traz integração com Apple CarPlay e Android Auto; e computador de bordo com tela TFT de 4,2”.

O motor turbodiesel de 2,8 litros ficou mais potente – passa a 204 cv e 50,9 kgfm de torque, representando um generoso acréscimo de 27 cv e 5 kgfm em relação ao modelo anterior (quando usando câmbio automático, pois a versão manual mantém o torque menor, de 42,8 kgfm). Já o quatro-cilindros flex de 2,7 litros permanece com 163 cv e 25 kgfm, ligado exclusivamente à caixa automática de seis marchas. Esta, aliás, foi recalibrada para ter trocas mais rápidas. A Toyota também mexeu na suspensão da Hilux e na calibragem do controle de estabilidade para tornar a Hilux mais confortável e estável.

Confira a seguir as versões, preços e equipamentos da nova Toyota Hilux:

SR 4×2 Flex AT 2021 (R$ 145.390) – ar-condicionado automático digital, direção assistida, sete airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista), computador de bordo, cruise control, central multimídia de 8″. câmera de ré, conectividade Android Auto e Apple CarPlay, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de reboque, hill-holder, retrovisor externo com regulagem elétrica, acendimento automático dos faróis com temporizador, rodas de liga leve de 17”, faróis de neblina dianteiros de LED e DRLs de LED.

SRV 4×2 Flex AT 2021 (R$ 157.490) – mesmos equipamentos da versão SR 4×2 Flex, mais central multimídia com navegador por GPS e TV digital, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, rodas de liga leve de 18”, partida por botão, retrovisor eletrocrômico e banco do motorista com ajustes elétricos.

SRV 4×4 Flex AT 2021 (R$ 169.790) – todos os itens da versão SRV 4×2 Flex, porém com tração 4×4 e reduzida.

STD Power Pack 4×4 Diesel MT 2021 (R$ 188.990) – ar-condicionado manual, direção assistida, sete airbags, diferencial traseiro blocante com acionamento elétrico), coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, medidor de economia, retrovisores externos com ajuste elétrico, central multimídia com dela de 8″ sensível ao toque, rádio com MP3 e conectividade Android Auto e Apple CarPlay, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de reboque, hill holder, acendimento automático dos faróis com temporizador, rodas de aço de 17” e DRLs.

SR 4×4 Diesel AT 2021 (R$ 201.790) – mesmos equipamentos da versão SR 4×4 Flex.

SRV 4×4 Diesel AT 2021 (R$ 216.990) – mesmos equipamentos da versão SRV 4×4 Flex.
Equipamentos: Mesma lista que a variante SRV 4×4 Flex.

SRX 4×4 Diesel AT 2021 (R$ 241.990) – mesmos equipamentos da versão SRV, mais sistema de som JBL com oito alto-falantes e um subwoofer, assistente pré-colisão com aviso sonoro e frenagem automática, alerta de mudança de faixa, cruise control adaptativo, e faróis e lanternas em LED.

Fabricada na Argentina, a nova Toyota Hilux já está disponível para configuração no site da fabricante. A SW4 2021, que também trará novidades parecidas, será mostrada em 24 de novembro.

 

Novo Subaru BRZ é revelado com motor 2.4 aspirado de 231 cv

Nesta quarta-feira cheia de grandes novidades, a Subaru também tem a sua: o novo BRZ, que chega a sua segunda geração com praticamente a mesma pegada da anterior – tanto em visual quanto em mecânica (ainda que com mais potência).

Primeiro, a mecânica – que talvez fosse o objeto de maior especulação. Contrariando rumores de que enfim o esportivo old-school adotaria um motor turbinado, o novo BRZ aposta em um flat-four aspirado de 2,4 litros com 231 cv a 7.000 rpm e 25,4 kgfm de torque. A Subaru diz se tratar de um motor novo mas não dá detalhes – mas não nos surpreenderemos se o boxer for, na verdade, uma versão sem turbo do motor usado pelo Subaru Ascent, que tem exatamente as mesmas medidas de diâmetro e curso (94×86 mm).

Também não vamos reclamar, na verdade. Claro, um aumento de 27 cv pode ser pouco para alguns. Mas ver um esportivo lançado em pleno 2020 com motor aspirado, câmbio manual de seis marchas e tração traseira é uma compensação mais que suficiente.

O câmbio manual é item de série e, com ele, o novo Subaru BRZ pesa 1.276 kg. O câmbio automático opcional, também de seis marchas, aumenta o peso do carro para 1.299 kg. Diferencial traseiro de deslizamento limitado é de série com qualquer câmbio.

A Subaru não dá números de aceleração e velocidade máxima – talvez para ressaltar que, no BRZ, o que importa não é desempenho bruto, e sim dinâmica nas curvas. A fabricante lembra que o centro de gravidade do novo BRZ é mais baixo que o antigo.

O visual do carro não mudou tanto. A dianteira traz uma identidade visual distinta, com uma “cara” mais limpa e faróis mais verticais – que lembram uma mistura de Porsche Cayman e do antigo Jaguar F-Type.

A traseira ganhou um quê de Lexus graças às novas lanternas, que agora têm contornos mais retilíneos; enquanto a tampa do porta-malas recebeu uma espécie de spoiler embutido que nos remete ao Toyota Supra. A silhueta da geração anterior, por sua vez, ainda ecoa na nova, e as dimensões são praticamente as mesmas: 4,31 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,31 m de altura e 2,57 m de entre-eixos – o carro ficou apenas 3 cm mais longo, sem alterações significativas nas demais medidas.

A proximidade é explicada pelo fato de a Subaru manter a plataforma original do BRZ, contrariando rumores de que o esportivo passaria a usar a arquitetura modular TNGA da Toyota. Contudo, a fabricante deixa claro que utilizou “elementos de design” de sua própria plataforma modular, a SGP (Subaru Global Platform, que é usada nos novos Impreza, Legacy, Forester e outros modelos), para deixar o esportivo mais rígido e melhorar sua dinâmica sem acrescentar muito peso. A Subaru diz que a rigidez à torção na dianteira aumentou 60% e que, com isso, houve melhora sensível na agilidade com que o carro aponta nas curvas.

Por ora, tudo o que se vê é promissor – e também nos deixa ansiosos para ver como será a versão da Toyota.

 

The Grand Tour: especial em Madagascar ganha trailer

Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond estão de volta: acabou de ser divulgado o trailer de The Grand Tour: a Massive Hunt, o último especial do trio, que estreia no Amazon Prime em 18 de dezembro.

Quem sentiu falta das peripécias destes três senhores do barulho pode respirar aliviado. Ao som de “The Seeker”, clássico do The Who, as cenas do trailer não parecem desviar em nada da proposta de outros especiais: uma grande viagem por uma terra inóspita, com desafios propostos pelo produtor Andy Wilman e diversas oportunidades para que um dos apresentadores se dê mal e os outros possam caçoar dele.

Jezza, Captain Slow e Hamster participarão de uma caçada ao tesouro no arquipélago, atravessando terrenos desafiadores com um Bentley Continental, um Caterham Seven e um Ford Focus RS modificados, respectivamente. O trailer não revela muito mais propositalmente – em vez disso, concentra-se em algumas trapalhadas e piadas autodepreciativas.

Ao que parece, o novo especial de The Grand Tour não será nada que vá revolucionar o mundo dos programas de carros, mas promete satisfazer àqueles que sentem falta do trio em Top Gear.

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