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O Agente, capítulo 2: O futuro de Mad Max não aconteceu

Se o Agente acordasse, em um dia qualquer, e percebesse que havia voltado 100 anos – talvez um pouco mais, talvez um pouco menos – no tempo, só teria uma preocupação: não passar às pessoas a impressão equivocada de que o futuro (no caso, seu presente) havia virado um deserto pós-apocalíptico. Ele conhecia Mad Max muito bem e, por mais que a ideia fosse fascinante, detestaria ser o portador das más notícias. Por sorte, não havia más notícias. Não nesse sentido. Quase um século antes, no início dos anos 2020, uma preocupação começou a ganhar força entre a população – especialmente entre as pessoas que lidavam com informação e entretenimento: a perda da memória. Não a memória individual, o arquivo dentro do cérebro de cada pessoa – cuja capacidade de armazenamento ainda não havia sido descoberta, mas devia ficar em qualquer lugar entre 1 e 1.000 terabytes, segundo a ciência da época. Mas sim a memória coletiva, os registros físicos de todas as produções audiovisuais