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Zero a 300

O Gol GTi de R$ 118.500, Porsche 911 Turbo chega por R$ 1,1 milhão, o Shelby de Ken Miles e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Gol GTi é arrematado em leilão por R$ 118.500

Neste último final de semana um Gol GTi 1993 foi arrematado por R$ 118.500 em um leilão virtual organizado pelo pessoal do Circuito de Leilões de Carros em Vinhedo/SP. O valor é o mais alto já pago por um Gol GTi em uma negociação pública, e foi pago por um colecionador e empresário de Rio do Sul/SC.

 

Os modelos da chamada “linha quadrada” da Volkswagen vêm em uma curva ascendente de valorização já há algum tempo, mas que se tornou mais acentuada nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, um Gol GT 1986 foi arrematado no tradicional leilão de Araxá por R$ 66.000, também quebrando um recorde para o modelo.

Segundo o organizador do leilão, José Paulo Parra, do Circuito de Leilões, o que levou o preço para além dos três dígitos foi a disputa de lances que se iniciou a partir dos R$ 70.000. “Mesmo após anunciarmos que o valor de reserva havia sido atingido, a disputa continuou acirrada e só acalmou quando chegamos aos R$ 118.500”, conta Parra. De acordo com as informações do catálogo do leilão, o modelo 1993 era praticamente todo original, tendo recebido apenas uma repintura e reparos na tapeçaria — o que torna seu preço ainda mais impressionante, pois não se trata de um modelo sem restauração ou com baixíssima quilometragem.

Apesar de a concretização do valor gerar um precedente, e da inegável valorização dos modelos esportivos da Volkswagen ainda é cedo para saber se este é realmente um novo patamar para os GTi — é preciso ver como o mercado reage a esta venda, e como os GTi neste estado de conservação se sairão nas próximas transações. O que podemos afirmar é que a era dos GTi bons e baratos já faz parte do passado. (Leo Contesini)

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Porsche 911 Turbo começa a ser vendido no Brasil por R$ 1.100.000

Logo após o anúncio oficial do Porsche 911 no exterior, a representação da Porsche no Brasil anunciou o início das vendas do esportivo por estas terras. Como havíamos mencionado na ocasião, o modelo custará R$ 1.100.000, o que é 18% menos que o Turbo S, já vendido por aqui desde o início do ano por R$ 1.300.000.

Visualmente ele é quase idêntico ao irmão com sobrenome no plural, diferenciando-se apenas pelas rodas com raios em Y em vez de U, e pelos discos de freio de carbono-cerâmica, que são itens de série no Turbo S e opcionais no Turbo. Como o Turbo S, ele usa um flat-6 de 3,7 litros com dois turbos de geometria variável e válvulas wastegate ajustáveis eletronicamente, mas em vez dos 640 cv do Turbo S, este tem “apenas” 580 cv — que é a mesma potência do Turbo S 991, da geração anterior.

Infelizmente a Porsche não divulgou os dados de pressão e taxa de compressão para que pudéssemos compará-lo, mas sabemos que o Turbo S 992 trabalha com 1,55 bar e tem taxa de compressão 8,7:1. Uma pista que pode indicar a diferença entre os dois motores é o próprio Turbo S 991, que tinha taxa de compressão 9,8:1 e 1,25 bar, mas não podemos cravar que sejam estas as diferenças entre o Turbo e o Turbo S.

O que podemos afirmar é que, com seus 580 cv e 76,3 kgfm, o 992 Turbo vai do zero aos 100 km/h em apenas 2,7 segundos e chega aos 318 km/h (0,1 segundo e 12 km/h a menos que o Turbo S). Como dito anteriormente, ele vem equipado de série com discos de freio metálicos, mas pode ser equipado opcionalmente com o sistema de freios de carbono-cerâmica da Porsche, além de ter o famoso PTM, o Porsche Traction Management, que distribui a força entre os eixos do carro, podendo direcionar até 50,8 kgfm para as rodas dianteiras.

Também como o Turbo S, ele é 4,6 cm mais largo na dianteira e 2 cm mais largo na traseira quando comparado aos modelos Carrera. Isso porque, além das bitolas maiores, ele também usa rodas de 20 polegadas com pneus 255/35 na frente e 315/30 na traseira. Um opcional nesse setor é o pacote PASM, Porsche Active Suspension Management, que rebaixa a altura de rodagem em 10 mm.

Algumas novidades estão longe dos olhos: há flaps adaptativos na dianteira e no spoiler, que não aparecem nas fotos. Segundo a Porsche, quando comparado ao Turbo 991, o conjunto aerodinâmico produz 15% mais dowforce.

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Mercedes-AMG GT Black Series terá versão ainda mais exclusiva

O que pode ser mais exclusivo que um AMG Black Series? Um AMG Black Series feito exclusivamente para quem comprar um AMG One. É isso o que a Mercedes-AMG anunciou nesta segunda-feira: uma versão especial do GT Black Series batizada “P One Edition”.

Sim: é a mesma estratégia da Porsche em relação ao 911 R, que era oferecido somente aos compradores do 918 Spyder, porém com uma motivação um pouco diferente. O AMG One está atrasado porque a Mercedes teve problemas no desenvolvimento do motor para as ruas, então, como forma de amenizar este inconveniente, ela criou a GT Black Series P One Edition.

A informação, contudo, não é oficial. O que se sabe foi discutido no site Mercedes Fans, de onde também vêm estas fotos. Ao que tudo indica, o modelo não terá nenhuma modificação mecânica, limitando-se a um pacote estético inspirado pelos carros da equipe Mercedes-AMG na Fórmula 1, com o padrão das estrelas sobre o fundo preto e detalhes em verde esmeralda por dentro e por fora do carro. (Leo Contesini)

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Goodwood Speedweek é marcado para outubro

Com a pandemia de covid-19, tanto o Goodwood Festival of Speed, geralmente realizado em julho, quanto o Goodwood Revival, que normalmente acontece em setembro, foram cancelados. Mas, com o panorama se abrindo gradualmente na Europa, a casa de Goodwood já tem novos planos para 2020: o Goodwood Speedweek.

Apesar do nome, o evento não vai durar uma semana, mas três dias – entre 16 e 18 de outubro. De acordo com os organizadores do evento, o Goodwood Speedweek será fechado, ou seja, sem público no local. Mas, em compensação, trará novos formatos de corrida e uma variedade muito maior de carros – e tudo será transmitido gratuitamente pela Internet no site Goodwood Road & Racing.

A lista dos carros participantes ainda não foi divulgada, mas a organização do Speedweek já revelou que todos eles – modernos e mais antigos – poderão participar do recém-criado “Goodwood Gymkhana”, prova cronometrada realizada no antigo Goodwood Motor Circuit, um dos mais tradicionais circuitos do Reino Unido, onde foram realizadas provas com motocicletas e automóveis entre 1948 e 1966 e que, depois disso, tornou-se palco de diversos eventos vintage. (Dalmo Hernandes)

 

Ministério da Justiça cobra recall de Chevrolet Celta após morte de motorista

A Secretaria Nacional do Consumidor, que faz parte do Ministério da Justiça, pede esclarecimentos à Chevrolet após um acidente fatal com um Chevrolet Celta em janeiro de 2020.

Na ocasião, um motorista de Aracaju (SE) atingiu a traseira de outro veículo a 40 km/h e veio a óbito. A polícia de Sergipe investigou o carro por meses e, na última sexta, o laudo resultante concluiu que o condutor do Celta, que foi fabricado em 2014, morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos fragmentos do airbag.

O Chevrolet Celta veio de série com airbag duplo frontal entre 2013 e 2015, no final de seu ciclo de vida. O problema: eram airbags da japonesa Takata – os mesmos que, após inúmeros relatos de ferimentos e mortes causados por seus fragmentos que se soltaram e atingiram os ocupantes, motivaram o maior recall da indústria automobilística. Mais de 100 milhões de veículos produzidos no mundo todo entre o final da década de 1990 e meados dos anos 2010 foram atingidos – só no Brasil, mais de 3,5 milhões de veículos foram chamados para troca dos airbags.

A própria Chevrolet convocou donos de quase 250.000 unidades dos modelos Agile, Cruze, Montana, Sonic e Tracker para a troca dos airbags, mas o Celta – que usava as mesmas bolsas infláveis –

A própria Chevrolet chegou a convocar recall para troca das bolsas de Agile, Montana, Sonic, Cruze e Tracker fabricados entre 2012 e 2018, totalizando 291.619 veículos, de acordo com o Procon-SP. O Celta não foi incluído em nenhum destes recalls – e é sobre isto que o Ministério da Justiça pede esclarecimentos à fabricante e exige a formalização de um chamado, caso necessário.

Se não cumprir a exigência, a Chevrolet deverá pagar uma multa de R$ 10 milhões. Contudo, a Senacom diz que ouvirá a fabricante antes de tomar uma decisão. (Dalmo Hernandes)

 

Shelby GT350 de Ken Miles se torna o Mustang mais caro já vendido em um leilão

Um Shelby G350 que foi conduzido por Ken Miles na década de 1960 acaba de se tornar o Ford Mustang mais caro já vendido em um leilão. Sob os cuidados da Mecum Auctions, o carro foi arrematado na semana passada por US$ 3,85 milhões (cerca de R$ 20,7 milhões em conversão direta). Certamente o sucesso do filme Ford v. Ferrari tem algo a ver com isto.

De acordo com a Mecum, o GT350R em questão é o exemplar de maior importância histórica do pony car de competição: ele foi primeiro protótipo que a Shelby construiu em 1965 e serviu como plataforma de testes – e Ken Miles foi um dos pilotos encarregados de testá-lo, bem como Bob Bondurant e Peter Brock. O carro também foi para as pistas, vencendo pelo menos dez corridas na temporada de 1965 da SCCA.

Com chassi SFM5R002, este GT350R foi o que serviu de base para todos os outros – e também foi o carro utilizado nos testes de imprensa e ensaios publicitários. Graças a uma foto específica, com as quatro rodas no ar, GT350R ganhou o apelido “The Flying Mustang”.

O carro foi vendido a um engenheiro da Ford Performance pouco depois e, a partir daí, trocou de dono várias vezes e foi frequentemente utilizado em eventos de pista. Depois disto, passou 14 anos em exposição no Shelby American Museum dos EUA antes de ser comprado em 2010 pelo colecionador John Atzbach, que mandou restaurá-lo exatamente nos padrões de 1965. O serviço levou quatro anos para ficar pronto e o carro fez sua estreia no Concurso de Amelia Island naquele ano.

Agora, o Ford Mustang GT de Bullitt que foi encontrado recentemente e leiloado por US$ 3,4 milhões é “só” o segundo mais caro Mustang leiloado no mundo… (Dalmo Hernandes)

 

Chevrolet Equinox 2021 pode perder motor 2.0 turbo

A Chevrolet apresentou no começo do ano, nos EUA, o Equinox reestilizado – uma nova grade, novos faróis, lanternas traseiras com novos elementos internos e outras mudanças que são padrão nestas atualizações. Agora, porém, surge outra informação: segundo o site GM Authority, que cita fontes ligadas à marca, o Equinox deixará de ser vendido com o motor 2.0 turbo de 262 cv.

Para a linha 2021, o crossover da Chevrolet deverá ter apenas a versão com motor 1.5 turbo de 172 cv. Por enquanto, as informações do GM Authority se referem à versão americana, que é produzida no Canadá. Mas é quase certo que a mudança também se aplica ao Equinox produzido no México para atender à América Latina (incluindo o Brasil).

O lado bom é que, ainda segundo a publicação, o motor 1.5 receberá o câmbio automático de nove marchas usado pela versão 2.0 – aposentando, enfim, a antiga (e menos eficiente) caixa automática de seis marchas. (Dalmo Hernandes)

 

Alemanha deve definir regulamentação para carros autônomos de nível 4

Entre os vários níveis de automação dos veículos, o nível 4 é o penúltimo antes do topo, correspondente a alta automação – no qual os carros poderão ser conduzidos sem qualquer intervenção do motorista, e mesmo que ele não responda a eventuais solicitações. Agora, de acordo com o site Autonews Europe, a Alemanha pode se tornar o primeiro país a regulamentar este nível de automação.

Embora ainda não existam carros comercializados com nível 4 de automação, sua regulamentação abrirá caminho para outros tipos de serviço em curto prazo – embora ainda esteja na fase de planejamento, a regulamentação pode ser apresentada e entrar em vigor ainda em 2021.

Com isto, empresas de táxis autônomos, por exemplo, poderão atuar com respaldo legal. E será questão de tempo até que veículos autônomos de nível 4 comecem a ser produzidos e comercializados.

Por ora, não há planos para uma regulamentação global, ou mesmo um sistema de valha por toda a Europa. Segundo o advogado alemão Benedikt Wolfers, que foi consultado pelo Autonews, a Alemanha quer mesmo ser a primeira a definir regras mais claras neste aspecto, visando até mesmo acelerar o processo de automação dos automóveis fabricados no país. (Dalmo Hernandes)

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