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Zero a 300

O Honda Civic de US$ 50.000, uma Ferrari Enzo vendida pela internet, (ainda) a grade do BMW Série 4 e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Um Honda Civic Si de US$ 50.000

Lembra daquele papo sobre a valorização e especulação dos clássicos nos últimos tempos e como isso funciona? Pois aqui está um exemplo prático de como isso acontece: um Honda Civic Si ano 2000, com apenas 5.600 milhas (9.000 km) foi arrematado nos EUA por nada menos de US$ 50.000. Sim: cinquenta mil dólares por um Honda Civic de 20 anos.

O valor é claramente elevado para um cupê destes, que não é exatamente uma raridade local, mas há alguns fatores que contribuíram para o arremate por essa quantia vistosa. O primeiro é, claro, a expectativa de valorização. Nos EUA os carros podem ser considerados “históricos” quando completam 25 anos, o que antecipa sua valorização no mercado de usados. Como este Civic já está em seu vigésimo ano, o comprador certamente espera que o preço dos Civic Si EK comece a subir a partir de agora.

Some isso ao fato de que este carro é praticamente zero-quilômetro. Todas as revisões que ele fez em seus 20 anos foram realizadas devido à passagem do tempo, e não ao uso. O carro está imaculado, com o interior no mesmo estado de zero-quilômetro, assim como seu motor e componentes de acabamento. Isso certamente contou muito como fator de valorização.

Mas não apenas isto. O Civic Si 2000 foi uma das maiores vítimas da febre do tuning da primeira metade da década de 2000 nos EUA. Centenas — ou, talvez, milhares — desses carros foram usados como base para projetos de preparação e personalização e acabaram descaracterizados ou simplesmente destruídos, de forma que um exemplar original e imaculado se torna ainda mais raro de se encontrar.

Por último, estamos falando de um esportivo leve, confiável, aspirado, com um dos melhores motores da história e combinado a um câmbio manual. Sem contar que nesta época o Civic ainda usava a suspensão dianteira por braços sobrepostos, o que ajuda a manter o centro de gravidade da dianteira mais baixo. É um esportivo à moda antiga, de um jeito que não se faz mais há, no mínimo, 15 anos, sendo a exceção o Toyobaru.

Essa conjunção de fatores fez a tempestade perfeita para elevar o preço deste Civic Si EK aos US$ 50.000. Não espere, contudo, que esta seja a nova base de preços do modelo lá fora — nem que isso influencie os modelos brasileiros. Logo mais teremos um post explicando um pouco da dinâmica dos preços e como esta venda irá influenciar o mercado. (Leo Contesini)

 

Ferrari Enzo se torna o carro mais caro já vendido em um leilão online

Enquanto o distanciamento social continua, o mercado de clássicos segue buscando formas de se manter movimentado – e os leilões online são uma opção. Tanto que, na última semana, foi estabelecido um novo recorde de preço: esta Ferrari Enzo 2003 tornou-se o carro mais caro já vendido em um leilão pela Internet.

O carro, um dos 400 exemplares da Enzo que existem no mundo, foi leiloado pela RM Sotheby’s por US$ 2,64 milhões (o equivalente a cerca R$ 13 milhões em conversão direta) como parte de seu evento Driving into the Summer. Não que o valor tenha sido uma surpresa – a RM Sotheby’s estimava que o carro fosse arrematado por algo entre US$ 2,6 milhões e US$ 2,9 milhões.

A Ferrari Enzo, para quem não lembra, é movida por um V12 naturalmente aspirado de seis litros com 660 cv a 8.000 rpm e 67 kgfm de torque a 5.500 rpm, moderados por uma caixa sequencial de seis marchas –foi o último flagship da Ferrari a não contar com tecnologia híbrida.

O segundo colocado, segundo a agência, também foi uma Ferrari – uma 288 GTO 1985 que chegou aos US$ 2,35 milhões (aproximadamente R$ 11,63 milhões).

Embora sejam valores impressionantes, porém, é preciso observar que este é o tipo de recorde forçado pelas circunstâncias. Não se falava no “carro mais caro vendido em um leilão online” antes de a pandemia de coronavírus forçar todos os leilões a serem desse tipo. (Dalmo Hernandes)

 

BMW diz que a grade enorme do Série 4 não será usada em outros modelos

A BMW está bem ciente de que a identidade visual do novo Série 4 G22 é um elemento de design controverso – e garante que, ao menos por ora, era não será vista em outros modelos da marca. Eles estão desconsiderando os atuais Série 7 e X7 nesta afirmação, possivelmente porque a grade de ambos não é tão verticalizada quanto no Série 4.

Segundo o designer Domagoj Dukec, chefe do departamento de estilo da BMW, os fãs da marca não precisam se preocupar com a possibilidade de outros BMW adotarem um estilo semelhante ao do Série 4 – porque a ideia é justamente o contrário.

Dukec disse em uma coletiva de imprensa recente que a BMW quis ter certeza de que o Série 4 não fosse uma versão maior do Série 2 ou uma versão menor do Série 8. Além disso, a marca quer que todos os carros com denominação par (Série 2, Série 4, Série 8) tenham suas próprias assinaturas de estilo, com ousadia e experimentalismo, enquanto os carros ímpares (Séries 1, 3, 5 e 7 – ou seja, os sedãs e peruas) sejam mais conservadores.

O projetista também negou que o design do BMW Série 4 tenha sido por um mercado em particular – referindo-se a comentários feitos online, insinuando que o carro tenha sido pensado para o gosto dos chineses. Segundo Dukec, isto seria impensável porque a China corresponde a uma porção muito pequena das vendas do Série 4 – coisa de 10%, de acordo com ele. (Dalmo Hernandes)

 

Toyota RAV4 tem recall anunciado por problemas na suspensão

A Toyota anunciou hoje (8) um recall para o RAV4 Hybrid por possíveis problemas na suspensão. Mais precisamente, nos braços inferiores da suspensão dianteira, que podem apresentar rachaduras em toda a sua superfície dependendo do modo de condução do veículo – em especial, sob aceleração e desaceleração súbitas. Segundo a Toyota, o problema é causado pelas conduções de produção do aço com o qual os braços inferiores foram produzidos.

Caso o defeito se manifeste, há a possibilidade de os braços se soltarem das rodas dianteiras, resultando na perda de controle do veículo com risco de acidentes graves.

A Toyota diz que os veículos envolvidos foram fabricados entre 25 de setembro e 25 de outubro de 2019. Os proprietários do RAV4 Hybrid devem consultar o envolvimento no recall através do site da fabricante, onde também poderá agendar o atendimento. A Toyota realizará gratuitamente a substituição dos braços inferiores da suspensão dianteira a partir do dia 13 de julho. (Dalmo Hernandes)

 

Preços dos combustíveis segue em alta nos postos

Conforme havíamos mencionado na semana passada, o preço médio dos combustíveis voltou a subir na última semana. Com a flexibilização da quarentena e o aumento da demanda, os preços acabaram voltando ao patamar das semanas em que o dólar chegou próximo dos R$ 6, apesar da redução da cotação da moeda americana — um dos fatores considerados na política de preços da Petrobras.

O preço médio da gasolina passou de R$ 3,835 para R$ 3,895 na semana encerrada na quinta-feira passada (4) — um aumento de R$ 0,06 em relação à semana anterior e de R$ 0,092 desde que o valor médio atingiu seu valor mínimo, no auge da quarentena. Ainda assim, o preço médio está muito abaixo das médias anteriores à crise do petróleo desencadeada pela OPEP e pela Rússia, que está mantendo o barril abaixo dos US$ 40. A última vez que a gasolina teve preço médio inferior a R$ 4 foi em novembro de 2017.

O baixo preço da gasolina também segura os preços do etanol, que teve um aumento mais sutil, passando de R$ 2,542 para R$ 2,579 — um aumento de R$ 0,037 no preço médio. Ainda assim, o etanol se mantém em sua média mais baixa desde o decreto presidencial de julho de 2017, que aumentou os impostos sobre os combustíveis.

Já o diesel, mesmo com o reajuste anunciado na semana anterior, teve uma variação menor que a da gasolina. O preço médio subiu de R$ 3,009 para R$ 3,045 — ou R$ 0,035. (Leo Contesini)

 

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