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Zero a 300

O novo Mercedes-AMG SL43 2.0 | os carros mais vendidos em março | o fechamento da Toyota em São Bernardo e mais!


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Este é o Mercedes-AMG SL43, equipado com o motor 2.0 turbo

Bom… não é novidade que a Mercedes-AMG está ampliando o uso do seu super 2.0 turbo para além da Classe A — ao menos não deveria ser, se você acompanha o Zero a 300 diariamente. Eles já anunciaram que o próximo Classe C AMG terá essa motorização no lugar do V8, e agora até mesmo o SL está ganhando uma versão com ele. É o novo SL43, o modelo de entrada, com metade do motor dos irmãos de topo – mas, claro, não com metade da potência.

A principal novidade aqui é que ele não é exatamente o mesmo M139 turbo do A45, mas uma variação atualizada, equipada com um único turbo elétrico — o mesmo tipo de turbo usado na Fórmula 1, com um motor de 48 volts atuando como gerador/motor de partida. Esse tipo de turbo, como já explicamos anteriormente, usa um pequeno motor elétrico que acelera e mantém a velocidade do eixo da turbina/compressor em rotações baixas ou quando não há carga do acelerador. O resultado é a redução do turbo threshold e turbo lag, com respostas mais rápidas e precisas em qualquer faixa de rotações.

A potência e o torque, apesar da novidade, não mudaram: ele tem os mesmos 387 cv e 48,8 kgf do M139 usado no A45 AMG. A diferença é que o motor de 48 volts pode fornecer 14 cv extras por alguns segundos, elevando sua potência temporariamente para 401 cv. Isso também faz do SL43 um híbrido leve, o que deve conseguir alguns benefícios fiscais em muitos lugares — o Brasil, inclusive.

A transmissão é a mesma MCT de nove marchas dos demais modelos AMG, porém aqui ela se conecta apenas às rodas traseiras. O conjunto leva o roadster do zero aos 100 km/h em 4,9 segundos e à máxima de 275 km/h. E lembre-se: metade dos cilindros e metade dos turbos também significa bem menos peso, o que deve fazer do SL43 um dos modelos mais interessantes da linha.

O SL de quatro cilindros, no fim das contas, acaba substituindo o SLK, de certa forma, e também retoma uma linhagem abandonada pela Mercedes há quase 60 anos: os modelos SL com motores de quatro cilindros. Apesar de o 300SL Roadster ser a grande estrela da Mercedes nos anos 1950, foi o 190SL quem popularizou esta linhagem de esportivos, com sua plataforma derivada da Classe E da época e seu motor M121 1.9 de quatro cilindros. Depois dela, todos os SL tiveram entre seis e 12 cilindros, mas nunca um quatro-cilindros.

O SLK dos anos 1990-2010 foi, de certa forma seu sucessor, mas saiu de linha em 2020 sem deixar nada em seu lugar. Agora, com o SL voltando ao ramo esportivo da Mercedes, o SL43 AMG corrige esse desvio histórico. (Leo Contesini)

 

Os carros mais vendidos em março no Brasil

Apesar de o mundo ter voltado a girar mais próximo da normalidade, o mercado de carros novos ainda está andando para o outro lado. O volume de vendas durante o mês de março foi quase 25% menor que em março de 2021. Com mais um resultado negativo, chegamos ao nono mês seguido com vendas em queda quando comparado ao ano passado.

Essa distorção temporária do mercado manteve a Fiat Strada como o carro mais vendido no país, embora com um volume muito menor que o dos antigos líderes pré-pandemia — no caso, o Chevrolet Onix, o Ford Ka e o Hyundai HB20, que tinham mais de 10.000 unidades emplacadas com regularidade.

Em março a Fiat vendeu 7.567 Strada, pouco mais de 600 unidades à frente do Hyundai HB20, o vice-líder. Quem também cresceu foi o Fiat Mobi, que ficou na terceira posição, à frente do Volkswagen T-Cross, que vem se consolidando como o crossover mais vendido no país, enquanto o Jeep Compass ficou com a sétima posição, separado do Volkswagen pela dupla Chevrolet Onix e Chevrolet Tracker, respectivamente quinto e sexto mais vendidos.

O restante do top 10 é completado apenas por crossovers — o que apenas reforça a direção que o mercado está seguindo, de que haverá uma simplificação dos tipos de carros, e todos serão crossovers de alguma forma. O oitavo modelo mais vendido no Brasil foi a picape Fiat Toro, seguida pelo Corolla Cross e pelo Hyundai Creta, respectivamente nono e décimo.

O Corolla, único sedã médio do mercado, aparece em 11º, vendendo praticamente o mesmo que o Onix Plus — foram 4.196 unidades do Toyota ante 4.179 do Chevrolet. Depois deles, aparecem a Toyota Hilux com 3.971 unidades (sim, a Toyota Hilux!), o Jeep Renegade, que teve seu desempenho afetado pela transição do modelo aspirado para o turbo, e, na décima-quinta posição, o Fiat Pulse, que emplacou 3.650 unidades em março. (Leo Contesini)

 

Pioneira fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo vai fechar.

A perda da fábrica da Willys (depois Ford) no Taboão, em São Bernardo do Campo já foi um baque daqueles para quem se importa com a história da indústria nacional de automóveis. Não consigo, até hoje, me esquecer do antigo hall de entrada da Av. Taboão, comissionado pelo presidente da Willys, William Max Pierce, com seus murais de tema da indústria automobilística inspirados nos famosos afrescos de Rivera para o Detroit Institute of Arts, comissionados por Edsel Ford. Como fornecedor, visitei algumas vezes aquele hall, e ficava sempre pasmo: tanta história ali… Hoje, perdido para sempre.

Agora, infelizmente, outra má notícia do mesmo tipo. A fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo, a 9 km da Ford/Willys pela via Anchieta em direção ao litoral, vai também fechar. Fundada em 1962, era a primeira fábrica da Toyota fora do Japão, e uma das pioneiras em nosso país. Acreditava-se que nunca fecharia justamente por isso, por seu valor histórico para a matriz. Há uns dez anos, recebeu uma reforma e um jardim japonês interno lindo; pessoalmente, na última vez que estive lá (para pegar uma SW4 de teste), pensei que acabaria como uma sede/museu das operações brasileiras da marca. Mas parece que estava errado.

De 1962 até 2001 a fábrica produziu o Bandeirante, o Toyota LandCruiser FJ40 brasileiro. Um carro que hoje é um cobiçado clássico mundial. Mais de 100 mil Bandeirantes foram fabricados lá. Depois disso, com abertura de outras fábricas e o fim do jipão, passou a ser fornecedora de peças. Atualmente, produz principalmente bielas e virabrequins, tanto para as fábricas nacionais como para os EUA. Produz também peças de carroceria e suspensão para a Hilux argentina, o Corolla, e o Corolla Cross.

A empresa promete que os 550 funcionários não perderão seus empregos; mas certamente terão que mudar de cidade: as outras plantas são em Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz. A Toyota diz que o processo de fechamento será feito de forma gradual a partir de dezembro de 2022 e concluído em novembro de 2023. A medida foi tomada “como forma de dar à empresa mais competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro, bem como garantir a sustentabilidade de seus negócios no país.”

Já dissemos isso: passou da hora de termos um plano para a indústria nacional. Nem que seja acabar com ela. Do jeito que estamos, não está bom para a indústria, que sofre para continuar, nem para o consumidor, que acaba pagando mais caro por seus carros, produção mantida aqui por subsídios na forma de imposto maior para importado. Um plano, qualquer um que dê um norte e melhore a situação. Essa morte a conta-gotas, afinal de contas, é insuportável. (MAO)

 

Carros particulares também afundaram com o Felicity Ace

O incêndio e consequente naufrágio do navio Felicity Ace foi uma verdadeira tragédia, principalmente para o grupo VW: uma infinidade de carros caríssimos zero km acabaram no fundo do oceano atlântico. Mas de uma forma ou outra, esses carros tinham seu valor segurado, e para uma empresa, o carro é um valor em grana apenas. Ok, perde-se tempo de produção para repor todos eles, mas a perda é gerenciável. Ninguém vai chorar por eles.

Agora, quando se fala de carros particulares, por algum motivo sendo movidos de um continente à outro, a coisa muda de figura. Podem estar segurados, mas o valor pessoal e sentimental deles é um assunto totalmente diferente, e não facilmente trocado por algum dinheirinho. É bem mais triste.

Infelizmente, existiam alguns deles no navio. A revista Top Gear conseguiu a lista completa de carros que afundaram no Felicity Ace, e é de chorar. Além dos Bentleys, Audis, Porsches e Volkswagens novinhos em folha, estavam no navio vários carros particulares. Entre eles, por exemplo, um Honda Prelude SiR 1996, JDM, supostamente o 65º carro construído. Sim, a deliciosa e rara versão de 2,2 litros e 200 cv.

Land Rover Santana 109

Outros carros interessantes na lista incluem um Land Rover Santana de 1977, uma versão do Land Rover série II construído na Espanha sob licença. Também vale a pena mencionar um Ford Mustang GT 2015, um Nissan Versa Note 2018, um caminhão MAN TGM e um BMW 750i 2007. Havia também uma dúzia de tratores Fendt, um Kia Soul 2014 e um único Porsche 718 Boxster GTS 4.0 listado separadamente porque era o carro de alguém.

Outros carros particulares perdidos: um Audi TT Roadster, um Q2, um E-Tron GT, um Porsche Cayenne, Volkswagen Jetta & Taigo, além de um Mini Countryman.

Nossos sentimentos às famílias que perderam entes queridos na tragédia. Ainda que não de seres vivos, sua dor ainda assim é real, e compartilhamos dela. May they all rest in peace. (MAO)

 

GM e Honda se juntam para criar elétricos mais baratos

Honda e General Motors anunciaram que vão expandir suas iniciativas de colaboração para co-desenvolver carros elétricos acessíveis, incluindo aí planos de introduzir uma nova arquitetura global de veículos comum. A partir de 2027, os dois tem como objetivo uma produção global de “milhões” de carros elétricos, com foco no segmento de crossover compacto.

Este crossover compacto para o mercado norte-americano, que será posicionado a um preço inferior ao do Chevrolet Equinox EV, tem como objetivo um preço de venda de US $ 30.000. “A GM e a Honda compartilharão nossas melhores estratégias de tecnologia, design e fabricação para fornecer EVs acessíveis e desejáveis em escala global, incluindo nossos principais mercados na América do Norte, América do Sul e China”, disse a CEO da GM, Mary Barra.

Embora trinta mil dólares ainda seja muito dinheiro, já é um progresso; o maior obstáculo do carro elétrico hoje, sabemos, sendo justamente este do preço. Com o custo das baterias subindo constantemente, já hoje este valor não compra nem as baterias da maioria dos elétricos disponíveis; a iniciativa, portanto, se vitoriosa, é importante. (MAO)

 


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