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O que muda com a nova gasolina brasileira?


A gasolina deveria ser um negócio relativamente simples: um punhado de hidrocarbonetos que, combinados, são inflamáveis e razoavelmente resistentes à ignição. Só isso. Mas você sabe como é o Brasil. Nada é simples por estas bandas tropicais. A bagunça começou ainda nos anos 1930, quando o governo brasileiro jurava que não havia petróleo por aqui, embora todas as petroleiras do planeta já tivessem mapeado as jazidas brasileiras. Até o escritor Monteiro Lobato entrou na jogada, tentou produzir gasolina e acabou preso pela ditadura Vargas. Pouco depois, em 1938, o mesmo Vargas decidiu que o litro da gasolina brasileira teria 995 ml — os outros 5 ml seriam de etanol. É claro que, na época, não era uma questão de octanagem, mas de equilíbrio das contas: importávamos gasolina e produzíamos álcool. Um pouco de álcool reduziria o volume importado, o que era bom para a balança comercial naquele período embrionário da indústria nacional. Além disso, a medida incentivaria a indústr