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FlatOut!
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Pensatas

O que realmente move nossa paixão por carros esportivos?

Números, números, números. Tempo de volta em Nürburgring Nordschleife, 0 a 100 km/h, 0 a 300 km/h, distância de frenagem de 80 km/h a zero, peso, potência, torque, performance x preço, aceleração lateral. Números são importantes para carros esportivos, afinal, dados de desempenho são seu principal argumento de venda, não é mesmo? É por isso que números são transformados em armas para se defender ou atacar determinado automóvel em discussões acaloradas nos escritórios, salas de aula, bares e, claro, no campo de comentários do FlatOut! Mas existe um espaço monstruoso entre os números e o mundo real que muda as regras do jogo - e cada vez mais nos distanciamos e esquecemos disso. Não estou falando sobre talento ao volante. Todos já sabem – ou deveriam saber – que um piloto excelente num carro esporte mediano consegue deixar (bem) para trás um amador cheio de coragem e carente de habilidade num superesportivo, jogando no ralo o jogo de Super Trunfo de fichas técnicas.

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