Desde que Karl Benz colocou a venda seu Motorwagen patenteado, há exatos 140 anos, a humanidade viu cerca de 3.500 fabricantes diferentes, que produziram, ao menos 35.000 modelos de automóveis nesse período. Muitos eram apenas experimentos de garagistas entusiasmados — como o roadster Woerdenbag, feito com restos de um Packard no Rio de Janeiro dos anos 1950. Outros, contudo, foram tão revolucionários que não mudaram apenas a história do automóvel, eles também impactaram o mundo e a sociedade contemporânea.
O Tesla Model S, por exemplo, trouxe uma nova forma de se vender carros. O Honda NSX colocou o Japão de vez no mapa dos supercarros. O Fiat 500 original, o Topolino, foi fundamental para motorizar a Itália no pós-Guerra, assim como o 2CV o fez na França. Em cada país, em cada década, há um carro que provocou mudanças e impactou o mercado e a indústria. Mas qual foi mais importante: o 2CV ou o 500? Ou houve um carro popular que teve um impacto maior?
Aqui na minha mesa de trabalho tenho dois livros “de mesa” (aqueles que servem mais para folhear do que ler, de fato): o “Cool Cars” do Quentin Willson e o “1001 Carros Para Dirigir Antes de Morrer” (que eu acho um título bobo, porque ninguém dirige carro depois de morrer…). Os dois são recheados de clássicos e trazem desde carros muito importantes até modelos mais obscuros, que só os mais avançados no antigomobilismo lembrarm — como o Daimler SP250. Com eles na mesa e com a inteligência artificial no computador, seria fácil fazer uma lista de “carros mais importantes da história” em uma série interminável, sem começo nem fim — e por isso, sem meio também.

Além disso, seria pouco “FlatOut” fazer uma série do tipo. Quase todas as nossas séries têm um critério de seleção: Lendas do WRC e de Le Mans, por exemplo, são apenas o carros que venceram o campeonato do WRC ou as 24 Horas de Le Mans. Para falar dos carros que mudaram o mundo, precisávamos de algo mais autoral, algo que nós mesmos tivéssemos selecionado. Os 10 carros seriam uma tarefa difícil. Os 20 carros talvez fossem uma medida ideal. Mas… confesso que fiquei tentado pela ideia de transformar isso em um livro futuramente (como muitos de vocês acabaram sugerindo, o que indica que minha intuição estava certa) e, por isso, batemos o martelo nos 50 carros. Parece muito à primeira vista, mas quando você começa a preencher os espaços, fica claro que é preciso abrir mão de muita coisa legal e realmente marcante.
Os critérios foram simples: o impacto social, industrial, comercial e técnico do carro. Quanto mais elementos ele tivesse, mais importante seria. É por isso que você não viu o Nissan GT-R na lista, nem o Dodge Viper ou o Porsche 959 — a história do automóvel não é feita apenas de esportivos, afinal. É por isso que carros como o Corolla e o EV1 entraram na lista.
Embora os textos tenham tentado deixar claro, vou deixar aqui a lista completa com os links e uma breve explicação do porquê destes carros terem sido os escolhidos. Fiquem à vontade para discutir nos comentários.
1 – Benz Patent Motorwagen (1886)
Dispensa explicações: foi o carro que começou tudo. O primeiro a mostrar ao mundo o que era um automóvel, o que ele era capaz de fazer, como ele funcionava e para que servia. Não podia ter começado de outra forma.
2 – Mercedes Simplex/35PS (1901)
Dois nomes, o mesmo carro na prática: foi o carro que nos ensinou o que é necessário para disputar corridas e vencê-las. Os fundamentos básicos da dinâmica esportiva estão ali: chassi rebaixado, alívio de peso, distribuição de massa, motor preparado e mais potente, uso de materiais específicos para competição. Antes dele, um carro de corridas era qualquer carro inscrito em uma corrida. Depois dele, os carros de corrida passaram a ser como ele.
3 – Rolls-Royce Silver Ghost (1907)
O Silver Ghost estabeleceu um novo padrão de luxo e confiabilidade mecânica. Em uma época em que carros eram propensos a quebras frequentes, o Silver Ghost conseguia rodar longas distâncias com mínima manutenção, criando a reputação da Rolls-Royce de engenharia precisa e durabilidade incomparável, mostrando que um carro poderia ser confiável, luxuoso e tecnicamente superior ao mesmo tempo.
4 – Ford Model T (1908)
O Model T mudou completamente a indústria ao introduzir a produção em massa com linha de produção, reduzindo drasticamente custos e tornando o automóvel acessível a grande parte da população. Ele transformou o carro de um item de luxo para um meio de transporte comum, criando a base para a mobilidade moderna e a cultura automotiva de massa, influenciando até mesmo a forma como as cidades passaram a ser planejadas.
5 – Cadillac Type 53 (1916)
O Type 53 foi pioneiro ao introduzir o motor V8 e o layout moderno de comandos moderno, trazendo ao mundo uma condução mais suave e potente, que estabeleceu os padrões de engenharia que se tornariam essenciais para o desempenho de carros de luxo e esportivos.
6 – Austin 7 (1922)
O Austin 7 popularizou o conceito de carro pequeno e barato, acessível a famílias comuns. Embora tenha feito na Europa o mesmo que o Ford T fez nos EUA, ele foi além: por ter o mesmo layout de comandos do Cadillac, foi ele quem consolidou esse arranjo — que foi também o ponto-chave de sua popularização. Além disso, seu sucesso deu origem ao conceito de “carro global”: era tão simples, confiável, econômico e fácil de operar que acabou licenciado internacionalmente, comprovando que carros compactos podiam ser úteis, eficientes e lucrativos para fabricantes.
7 – Lancia Lambda (1922)
Foi a primeira vez que um carro teve um monobloco estrutural, eliminando o chassi separado e melhorando rigidez e segurança. Essa abordagem mudou para sempre a engenharia automotiva, influenciando praticamente todos os carros modernos, ao combinar estrutura, carroceria e suspensão em um único conjunto mais eficiente.
8 – Duesenberg Model J (1928)
O Duesenberg Model J uniu luxo extremo com desempenho esportivo, criando o conceito de grã-turismo. Ele mostrou que um carro podia ser ao mesmo tempo confortável, rápido e exclusivo, inaugurando a ideia de supercarro de luxo antes mesmo do termo existir.
9 – Citroën Traction Avant (1934)
Foi ele quem colocou no mapa a tração dianteira e a construção modular, revolucionando dirigibilidade e espaço interno. O Cord veio antes, é verdade, mas ele não tinha a construção modular em monobloco com subchassis. Foi um dos primeiros carros a mostrar que técnicas de engenharia avançada podiam melhorar desempenho, segurança e conforto ao mesmo tempo, antecipando o design moderno de automóveis.
10 – BMW 328 (1936)
O BMW 328 estabeleceu os fundamentos do esportivo moderno, combinando leveza, aerodinâmica, comportamento dinâmico e alto desempenho. Ele provou que carros esportivos podiam ser ágeis e confiáveis, influenciando gerações de esportivos europeus e criando a base para a tradição de BMW em veículos de alto desempenho.
11 – MG-T (1936)
O MG-T foi o carro que popularizou os elementos do BMW 328. Foi ali que nasceu o roadster esportivo leve e acessível, tornando o prazer de dirigir um carro ágil acessível a mais pessoas. Foi ele que começou toda aquela febre dos esportivos nos EUA do pós-guerra, que daria origem ao Corvette, ao BMW 507, ao Porsche 356 Speedster, ao Shelby Cobra…
12 – Volkswagen Fusca (1938)
Outro que dispensa explicações: um projeto extremamente racional e frugal que atendeu as demandas do mundo pós-Guerra com simplicidade, confiabilidade e capacidade de operar em qualquer tipo de estrada. Como se não bastasse, ele se integrou à cultura e à contracultura de onde passou — na música de Jorge Ben à capa dos Beatles, estrela de Hollywood e como manifesto pessoal contra o consumismo. Um carro que foi mais que um carro.
13 – Willis MB (1941)
O Willis MB foi o carro militar perfeito, combinando simplicidade, robustez e capacidade off-road. Ele se tornou a base para todos os utilitários militares e civis posteriores, mostrando como um veículo podia ser extremamente versátil, confiável e capaz de operar em condições extremas de guerra.
14 – Cisitalia 202 (1947)
O Cisitalia 202 foi o primeiro carro com design integrado da carroceria. Antes dele, os para-lamas eram destacados ou salientes. Ele veio e mostrou que o carro poderia ser uma peça só, um design monolítico esculpido, não montado. Suas linhas fluidas que se tornariam padrão em carros de luxo e esportivos da época e em todos os automóveis feitos a partir dos anos 1960.
15 – Jaguar XK120 (1948)
Foi o primeiro esportivo recordista de velocidade que qualquer pessoa poderia comprar — se tivesse a quantia certa, claro. Seu próprio nome era a velocidade que atingia — 120 mph (193 km/h). Nenhum carro da época fazia isso, muito menos com a elegância e confiança do XK120. Ele provou que um carro de série poderia ser tão rápido quanto um carro de corridas, elegante e confiável, consolidando a receita dos GT criada lá atrás pelos exclusivíssimos Duesenberg.
16 – Land Rover (1948)
O Land Rover foi o primeiro utilitário civil projetado para uso em terrenos difíceis e aplicações diversas. Sua robustez, simplicidade mecânica e versatilidade estabeleceram a fórmula dos SUV modernos, combinando capacidade off-road com utilidade cotidiana.
17 – Chevrolet Corvette (1953)
O Corvette foi o primeiro esportivo produzido em escala industrial, oferecendo desempenho e estilo a um público mais amplo. Ele consolidou a indústria de esportivos nos EUA, mostrando que um carro rápido e atraente podia ser acessível para consumidores comuns. Antes dele, os esportivos eram “exóticos”, difíceis de manter, com peças exclusivas. Ele mudou tudo isso e colocou o carro esportve ao alcance do homem comum.
18 – Mercedes 300SL (1954)
O 300SL trouxe tecnologia de corrida para as ruas, com portas asa-de-gaivota, motor de injeção direta e desempenho inédito para as ruas. Ele estabeleceu o conceito que, mais tarde, conheceríamos como “supercarro” — um esportivo de luxo de alta tecnologia. Foi ele quem mostrou que isso tudo junto funcionava nas ruas.
19 – Citroën DS (1955)
Tinha suspensão hidropneumática, aerodinâmica e freios avançados, antecipando conceitos modernos de conforto e segurança. Ela mostrou que inovação radical podia ser aplicada em carros produzidos em série em larga escala.
20 – Volvo Amazon (1956)
O Volvo Amazon colocou a segurança em primeiro plano, introduzindo cinto de três pontos como equipamento de série. Depois dele, a segurança entrou em pauta na hora de se projetar e vender um carro.
21 – Mini (1959)
O Mini criou o conceito de carro popular moderno, com motor transversal e aproveitamento máximo do espaço interno. Ele combinou eficiência, acessibilidade e estilo, servindo de referência para veículos compactos por décadas.
22 – Chevrolet Corvair (1960)
Se o Amazon colocou a segurança passiva no mapa, o Corvair colocou a segurança ativa. Ele não era exatamente inseguro, mas sua dinâmica particular fez dele o bode expiatório de Ralph Nader e colocou de vez a segurança em pauta no design dos carros.
23 – Jaguar E-Type (1961)
O Duesenberg e o BMW 328 nos ensinaram o que era um GT. O E-Type colocou o GT ao alcance do público. Antes dele, um grã-turismo era um carro exclusivo e limitado, mas com o volume de produção da Jaguar, o E-Type se tornou o primeiro GT “popular” — ainda que jamais tenha sido um carro “barato” — e consolidou a receita de espaço interno, conforto, desempenho esportivo e, claro, linhas elegantes.
24 – Shelby Cobra (1962)
O Shelby Cobra introduziu o conceito de motor potente em uma carroceria pequena, combinando a leveza britânica com potência americana. Essa fórmula criou um dos carros esportivos mais icônicos da história e influenciou desde os hot hatches e sedãs esportivos até o Dodge Viper e os Corvette mais radicais.
25 – Lotus Elan (1963)
O Elan inovou ao usar carroceria de fibra de vidro e design leve, criando um esportivo acessível e ágil. Ele demonstrou que materiais avançados e baixo peso eram tão importantes quanto potência. Se hoje temos supercarros de fibra de carbono, foi por que o Lotus Elan mostrou que a leveza importa.
26 – Jeep Wagoneer (1963)
O Wagoneer foi o embrião do SUV moderno, combinando utilidade off-road com conforto e espaço para a família. Ele criou a fórmula de veículo versátil, capaz de rodar na cidade e no campo, que se tornaria dominante no mercado global décadas depois. Suburban e até o Jeep Station Wagon vieram antes, mas o Wagoneer foi o primeiro projetado como um carro de passeio.
27 – Porsche 911 (1963)
O 911 definiu o esportivo “all-rounder”, equilibrando desempenho, dirigibilidade e confiabilidade. Com motor traseiro e design atemporal, estabeleceu a base para todos os esportivos Porsche posteriores e se tornou referência de esportivo duradouro e desejável.
28 – Pontiac GTO (1964)
O GTO inaugurou a era do muscle car, combinando carroceria relativamente simples com motor potente. Ele tornou o desempenho acessível a jovens americanos, criando uma subcultura automotiva de carros potentes e divertidos de dirigir.
29 – Ford Mustang (1964)
O Mustang introduziu o conceito de esportivo popular, oferecendo estilo, performance e preço acessível. Ele criou o segmento pony car, consolidou a ideia de carro aspiracional para jovens e revolucionou marketing e cultura automotiva nos EUA.
30 – Lamborghini Miura (1966)
O Miura estabeleceu a receita do supercarro moderno, com motor central-traseiro, carroceria baixa e design arrojado. Ele redefiniu o que um carro de alto desempenho podia ser, inspirando gerações de supercarros italianos e mundiais.
31 – Fiat 128 (1969)
Foi ele quem “inentou” o empacotamento moderno: motor dianteiro transversal e tração dianteira. Tudo mecânico na frente, espaço de sobra na traseira. Essa configuração se tornou o padrão dos carros compactos e médios, influenciando praticamente todos os hatches e sedãs compactos e médios que vieram depois dele.
32 – Rover Lunar (1971)
O Rover Lunar foi o primeiro (e único) carro dirigido fora do planeta Terra. Ele mostrou que mesmo quando estamos no espaço, em um corpo celeste, um carro é uma ferramenta poderosa que facilita nossas rotinas.
33 – Mercedes W116 (1972)
O W116 definiu o sedã de luxo moderno, incorporando segurança, conforto e tecnologia avançada. Ele consolidou o padrão de sedãs premium, com direção assistida, ABS e engenharia superdimensionada que se tornaria referência para carros de luxo.
34 – Lancia Stratos HF (1973)
O Stratos HF foi o primeiro carro especial de homologação, com design 100% focado em desempenho. Ele definiu o conceito de carro de competição adaptado para ruas e influenciou esportivos de homologação subsequentes.
35 – Porsche 930 (1974)
O 930 foi o primeiro esportivo turbo produzido em grande escala. Ele mostrou que a turboalimentação poderia ser confiável e empolgante, inaugurando a era dos esportivos turbo.
36 – Toyota Corolla E30 (1974)
O Corolla E30 colocou a eficiência em pauta, com motor econômico, confiabilidade e baixo custo de manutenção. Ele mostrou ao mundo como se faz um carro popular, eficiente e confiável — e abriu as portas dos mercados ocidentais para as marcas japonesas.
37 – Golf GTI (1976)
O Golf GTI foi o primeiro hot hatch, e teve um papel semelhante ao do Mustang na Europa e no resto do mundo onde os motores V8 são excentricidades dispendiosas. O Mini Cooper 1250 GT veio antes, é verdade, mas ele não conquistou o mundo como o Golf GTI.
38 – Audi Quattro (1980)
O Audi Quattro foi o carro que tirou a tração das quatro rodas da lama e a colocou no asfalto. Com domínio em rally e ruas, provou que AWD podia melhorar dirigibilidade e segurança em qualquer condição, revolucionando a engenharia de esportivos e SUV.
39 – BMW M5 (1984)
O M5 foi o primeiro sedã esportivo assumidamente de alta performance. Ele combinou luxo, espaço e desempenho extremo, criando um segmento completamente novo: sedãs para entusiastas, que influenciou praticamente todas as marcas premium.
40 – Chrysler Voyager (1984)
A Voyager inventou a minivan, levando a praticidade das peruas a um novo patamar. Oferecendo espaço, conforto e praticidade para famílias, ela definiu o transporte familiar moderno, influenciando décadas de design de vans e até mesmo SUV leves.
41 – Ferrari F40 (1987)
O F40 trouxe o carro de corrida para as ruas, com desempenho extremo, leveza e aerodinâmica avançada. Ele consolidou o conceito de supercarro puro para entusiastas. A principal diferença para carros como o 300SL ou mesmo a Ferrari 250 GTO, é que a F40 não nasceu como carro de corrida. Ela simplesmente foi pensada como um carro de corrida para ser usado nas ruas — e é isso que a torna revolucionária.
42 – Lexus LS400 (1989)
O LS400 marcou a entrada do Japão no segmento de luxo global, oferecendo qualidade, conforto e tecnologia comparáveis ou superiores a alemães e europeus. Ele mostrou que luxo não era exclusivo da Europa, mudando a percepção global do mercado automotivo.
43 – Mazda MX-5 Miata (1989)
O MX-5 Miata ressuscitou o conceito do roadster acessível: leve, ágil e divertido de dirigir e inspirou o mercado inteiro a fazer o mesmo — desde BMW e Mercedes até Fiat e a Volkswagen (ainda que em forma de conceito).
44 – McLaren F1 (1993)
O McLaren F1 foi a reinvenção do supercarro — que deu origem ao que hoje chamamos de “hipercarro”. Nada nele era feito como em um supercarro comum. Desde a posição central do motorista até as ventoinhas no assoalho e o cofre folhado a ouro, ele redefiniu o que se conhecia como supercarro trazendo novos limites de velocidade, engenharia e dinâmica.
45 – Toyota RAV4 (1994)
O RAV4 foi o primeiro SUV crossover bem-sucedido. Ao combinar capacidade off-road leve com conforto e praticidade de uma perua, ele inaugurou o conceito de SUV como carro comum, iniciando a tendência global que dominaria as décadas seguintes.
46 – GM EV1 (1996)
O EV1 foi o primeiro carro elétrico moderno produzido em série e desejado pelo público. Ele mostrou que veículos elétricos não apenas eram tecnicamente viáveis, mas também tinham demanda. Ele caminhou para que a Tesla pudesse correr.
47 – Toyota Prius (1997)
Foi a invenção do carro híbrido como um produto viável e confiável. Em vez de apostar em eletricidade ou combustão, a Toyota entendeu que a solução para o futuro seria o equilíbrio — um pouco lá, um pouco cá. Ele transformou a percepção de eficiência e sustentabilidade automotiva, tornando híbridos mainstream e influenciando políticas e mercado global.
48 – BMW X5 (1999)
O X5 consolidou o SUV de luxo moderno, combinando desempenho, conforto e versatilidade em um único veículo. Ele veio depois do Cherokee, do Grand Cherokee, do Range Rover e do Mercedes-Benz ML, mas ele tinha algo diferente de todos estes: ele não estava nem aí para a capacidade off-road. Ele assumiu a veia urbana/rodoviária e redefiniu o conceito de SUV. Depois dele a Porsche fez o Cayenne e, mais tarde, até mesmo Rolls-Royce, Bentley, Ferrari e Lamborghini teriam seus SUV “on-road”.
49 – Bugatti Veyron (2005)
O Veyron quebrou a barreira dos 400 km/h, estabelecendo novos limites de engenharia, aerodinâmica e tecnologia automotiva. Ele redefiniu os limites da engenharia automobilística foi o auge da engenharia pré-híbridização.
50 – Porsche 918 Spyder (2013)
O 918 Spyder foi o primeiro hipercarro híbrido com um conceito moderno, combinando desempenho extremo com eficiência energética e tecnologia elétrica. LaFerrari e P1 também eram híbridos, mas eles apenas usavam a eletricidade como complemento. O 918 colocou a eletricidade como fundamento e mostrou que os supercarros podiam evoluir para a era híbrida sem comprometer velocidade ou emoção.
Toda essa série só foi possível graças aos nossos assinantes. Para 2026 teremos mais séries como estas, além da volta dos guias de compra, dos Classics & Street e outras novidades que estamos preparando.
A sua assinatura é fundamental para continuarmos produzindo, tanto aqui no site quanto no YouTube, nas redes sociais e podcasts. Escolha seu plano abaixo e torne-se um assinante! Além das matérias exclusivas, você também ganha um convite para o grupo secreto (exclusivo do plano FlatOuter), onde poderá interagir diretamente com a equipe, ganha descontos com empresas parceiras (de lojas como a Interlakes a serviços de detailing e pastilhas TecPads), e ainda receberá convites exclusivos aos eventos para FlatOuters.


