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Car Culture FlatOut Revival

Os modelos de capacetes mais icônicos da Fórmula 1


Não, não estou falando de pinturas de capacetes. Destas o FlatOut falou há alguns anos, quando vocês, leitores, escolheram os mais icônicos de todos. Estou falando de algo bem menos comentado quando se fala de capacetes do automobilismo: os modelos de capacetes. Os designs escolhidos pelos pilotos para servir de base às pinturas icônicas.

Destes se fala muito menos, o que também dificulta a reprodução dos modelos por fãs. Afinal, qual o capacete que Jacky Ickx usava em 1979? Qual foi o capacete fechado que Dan Gurney usou quando o introduziu à Fórmula 1? E que capacete Emerson Fittipaldi usava em seu último pódio, no GP do Oeste dos EUA?

Os capacetes começaram a ser usados pelos pilotos somente em 1952, quando se tornaram obrigatórios na Fórmula 1. Antes disso os gorros de couro ainda eram permitidos e alguns pilotos de mais idade ainda resistiram ao uso dos cascos rígidos. No fim da década eles começaram a usar os capacetes modernos, porém com a face aberta. Os modelos mais populares da época foram o Bell 500 TX e o Buco 1837. O Bell era a escolha de Dan Gurney, Jim Clark, Lorenzo Bandini e Jochen Rindt:

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Já o Buco era a opção de Jackie Stewart, Jacky Ickx, Jean-Pierre Beltoise e Graham Hill:

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A principal diferença entre os dois capacetes estava na curvatura da parte posterior. O Buco tinha um recorte mais acentuado, enquanto o Bell tinha a base plana. Havia ainda os capacetes Les Leston, que tinham a abertura da face mais ampla.

Ainda no início dos anos 1960, a Bell lançou o Star, seu primeiro capacete fechado, voltado aos motociclistas. Ele ainda não tinha viseira retrátil, mas com algum tratamento era possível manter a lente sem embaçamentos. Foi este o capacete que inaugurou a era dos capacetes fechados na F1, quando foi adotado por Dan Gurney em 1968.

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Nos anos 1970 vieram os capacetes fechados e as primeiras variações estilísticas. O Bell Star foi atualizado com uma viseira móvel, uma abertura maior e passou a se chamar Star 120 e, mais tarde, deu origem ao Star II.

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Outro ícone da época foi o Griffin Clubman, com suas bordas cromadas e suas telinhas de ventilação na lente da viseira.

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Nessa época também havia o Premier Trophy, o GPA AJ (Jacques Lafitte) e o AGV X3000 — este último usado por Emerson Fittipaldi e Niki Lauda.

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Como dito mais acima, as fabricantes começaram a variar o design dos capacetes também nos anos 1970. A Bell lançou o XF-GP, com duas aberturas em vez de uma única e ampla. A visibilidade não era das melhores e ele saiu de linha depois de apenas um ano. Os pilotos que mais usaram este capacete foram Jacky Ickx e John Watson, mas ele também foi usado por Emerson Fittipaldi e até Jackie Stewart.

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A AGV também fugiu do tema comum com o X1, que tinha um orifício de ventilação no topo e linhas salientes nas laterais. Niki Lauda foi quem mais usou este capacete, mas Emerson Fittipaldi também o adotou em 1975.

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Uma variação do tema do AGV X1 era o Jeb’s 039, que foi usado por Clay Regazzoni. Ele não tinha respiros, mas adotava um visual mais moderno no encaixe da viseira na parte frontal.

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No final da década, a Simpson lançou aquele que se tornaria um ícone dos próximos anos, o RX-1, também conhecido como Bandit. O visual radical do capacete conquistou praticamente todo o grid da F1, de Alan Jones a Emerson Fittipaldi, de Mario Andretti a James Hunt e Jochen Mass.

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Outro modelo que deu as caras nos últimos anos dos setentas foi o GPA SJ Twin Lock, usado por Gilles Villeneuve, Nelson Piquet, Alain Prost, Ronnie Peterson e Didier Pironi.

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Ele tinha este nome porque, em vez de uma tira afivelada sob o queixo, ele usava um sistema com duas abas inferiores que se encaixavam e prendiam o capacete.

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Nos anos 1980 os capacetes da Arai começaram a ganhar espaço. O modelo GPN foi usado por Gerhard Berger, Nigel Mansell, Elio de Angelis e Thierry Boutsen.

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A Bell continuou em alta com seus XFM e XFM-1 usados por Riccardo Patrese, Ayrton Senna, e também por Piquet e Berger. No final da década os XFM foram aos poucos substituídos pelo GP2, que se estendeu até os anos 1990.

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Foi quando os capacetes da Shoei começaram a aparecer. Os modelos GRV foram os mais famosos na época, e foram usados por caras como Aguri Suzuki, Jean Alesi, Alain Prost, Gerhard Berger e Ayrton Senna, depois de usar os capacetes Rheos em 1991 e 1992.

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Na mesma época a Arai oferecia o GP2, que era usado por Schumacher, Damon Hill, Jean Alesi (depois de largar os Shoei) e Mika Hakkinen.

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A partir dali os capacetes voltaram a tomar formas mais ousadas, acompanhando a evolução da aerodinâmica. A Bell lançou o Vortex SS, que tinha um “splitter” na queixeira e um “spoiler” na parte posterior. Ayrton Senna chegou a usar um desses durante um teste com a Williams, mas depois voltou a usar um modelo mais convencional da Bell.

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Os modelos de capacetes continuaram nesta pegada até meados dos anos 2010, quando voltaram a usar um visual mais convencional, apenas com pequenos apêndices na parte posterior e pouca variação na parte frontal e no corte inferior. Atualmente, a maioria dos pilotos usa o Arai GP6, o Schubert SF3 e o Bell HP77.

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