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Pensatas

Programa de Proteção ao Emprego: será que este artifício ajuda a indústria automotiva e seus trabalhadores?

Saiu na última segunda-feira uma medida provisória, a MP 680/15, que cria o Programa de Proteção ao Emprego, também chamado de PPE. De acordo com ele, empresas afetadas pela crise econômica que o país atravessa podem cortar a jornada de trabalho em 30%, com redução proporcional dos salários dos afetados. Segundo a medida, os funcionários incluídos no Programa ficam com emprego garantido enquanto o acordo durar, ainda que ganhando menos. Sim: eles não poderão ser demitidos — uma fusão bizarra de setor público e privado, visto que o Estado garante a estabilidade do emprego, mas não do mercado, que afeta diretamente as contas das empresas. Para que a coisa não fique feia, já que ninguém vai reduzir as contas pessoais desses trabalhadores em 30% no fim do mês, o governo pagará uma parte do salário, até 15%, com limite de R$ 900,84. A grana virá do FAT, ou Fundo de Amparo ao Trabalhador. A MP vale até o final do ano que vem. Isso se o Congresso não a derrubar ou se os sindica