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Project Cars Project Cars #113

Project Cars #113: mais pimenta para o Fiat Punto T-Jet de Henrique Oliveira

Fala, galera! Meu nome é Henrique Oliveira, tenho 23 anos, sou administrador e moro em Belo Horizonte. Nem precisaria dizer que, como todos aqui, sou fanático por tudo que tem um motor a combustão e bastante velocidade né?

Desde que me entendo por gente sempre estive ligado a carros, motos, quadriciclos, kart dentre outras coisas sobre rodas que são movidas à gasolina. Meus jogos de vídeo game, filmes e leituras eram sempre sobre carros quando criança e minha diversão de final de semana era (e ainda é!) sair pelo meio do mato fazendo trilha de quadriciclo com meu pai e amigos para depois passarmos o resto do fim de semana aguçando o instinto de mecânico que existe em nós, desmontando, consertando e tentando entender como melhorar os brinquedos.

Mas o tempo passa e a necessidade de diversão aumenta, assim como o tamanho dos brinquedos. Sempre fui fascinado por motores turbo e desde que pude andar como passageiro aos 14 anos em um Voyage AP 1.9 com aproximadamente 300cv de um vizinho meu, soube que precisaria de um carro forte e sobrealimentado para ter sorrisos constantes e ser completamente feliz. A sensação do banco colando nas costas à medida que se escuta a turbina enchendo e os pneus destracionando é algo inigualável.

Como tudo tem seu tempo e exige planejamento, ao final de 2012 com a ajuda do meu pai consegui trocar meu carro e adquirir o tão sonhado motor turbo. Parti para um modelo confiável, zero km, com boa condição de preço já que trabalho na Fiat e que tinha algum potencial oculto: um Punto T-jet. Ainda que fosse um motor pequeno e limitado já podia sentir parte da sensação experimentada pelo Voyage (guardadas as devidas proporções, claro!). No entanto, nada é tão bom que não possa ser melhorado.

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O carro ainda todo original ao lado do outro hobby, um Yamaha Raptor 700

Como boa parte dos que estão aqui, antes mesmo do ter o carro já planejava os upgrades e buscava informações de como torná-lo mais interessante. Com o carro e algumas peças em mãos foi torturante aguardar a garantia expirar para poder começar a mexer. Não consegui esperar o fim do período e logo após a compra instalei o filtro esportivo cônico herdado do intake que usava no Stilo 1.8 que eu tive antes mesmo sabendo que a aspiração de ar quente pode prejudicar um pouco o rendimento. Escutar a turbina enchendo compensa essa mísera perda.

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O filtro foi somente o começo do projeto e da obsessão de ter um carro com minha cara. Logo após instalei uma válvula de prioridade, que ao contrário do que muitos dizem, pode sim ser instalada sem que a injeção acuse ou que haja perda de potência. Basta apenas que seja escolhida uma válvula de boa qualidade e boa vedação para não haver vazamento de pressão. Alguns detalhes estéticos também foram feitos: aerofólio do Punto Abarth, retrovisores e grade pintados de preto, retirada das faixas laterais e outras coisas como um subwoofer de 10” no porta-malas e uma central multimídia

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Mas a brincadeira começou a tomar rumo mesmo quando a garantia acabou e decidi fazer o escapamento dimensionado. O primeiro passo foi comprar o downpipe sem catalisador para deixar o fluxo o mais livre possível.

É importante lembrar que a partir de 2011 os motores T-jet passaram a contar com duas sondas lambda e a retirada do catalisador implica em luz de injeção acesa acusando falha catalítica, o carro entra em um modo de emergência e impede o funcionamento do sistema DNA (os três modos de condução do Punto). Para o funcionamento correto é preciso que na segunda sonda seja utilizado um afastador/extensor para enganar a central. O problema pode ser corrigido com o remapeamento da injeção ou utilização de módulos piggy back que desligam a leitura da segunda sonda.

Voltando ao escape, como não iria remapear no momento usei o afastador e fiz a tubulação toda em 2,5” com apenas um abafador atrás.

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Houve uma ligeira melhora no desempenho do carro e a diferença pode ser percebida mesmo em alta. Além do ronco que ficou muito encorpado como podem ver no vídeo abaixo.

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Downpipe sem catalisador e escape em 2,5”

O objetivo do projeto é ter um carro confiável para o dia a dia, aliado a um bom desempenho e com a possibilidade de acelerar em track days. Mas como dizem em Minas: isso é uma cachaça! Se torna um vício e você nunca está satisfeito. Por isso no próximo post contarei sobre o remapeamento da injeção, novo setup de rodas e suspensão e do apoio de amigos que pensam igual a você e botam pilha no projeto, como o pessoal do Punto Clube, Be Fast, Outlaw e também do meu pai, muitas vezes são mecânicos nas horas vagas e estão sempre ajudando no carro. Até lá!

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Por Henrique Oliveira, Project Cars #113

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