FlatOut!
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Automobilismo FlatOut Revival

Quatro vezes em que o segundo lugar foi mais importante que a vitória


Talvez tenha sido a sequência de títulos mundiais ou a boa safra de desportistas brasileiros surgida nos últimos 60 anos, mas é fato que o torcedor brasileiro acabou mal-acostumado a torcer para campeões — começando lá nos anos 1950 com Maria Esther Bueno em Wimbledon, os títulos mundiais de futebol na Suécia e no Chile, passando pelo bi-mundial de basquete em 1963, Emerson Fittipaldi em 1972 e 1974, depois Piquet, Senna, o ouro do vôlei olímpico, a Copa de 1994 e por aí vai. Foi por essa valorização dos campeões que Rubens Barrichello e Felipe Massa, por exemplo, nunca tiveram o merecido reconhecimento do grande público. Os britânicos chamam Rubinho de "F1 legend", mas nós brasileiros preferimos apelidos jocosos. Você nunca verá um britânico dizendo que David Coulthard é lerdo ou "Pé-de-Chinelo" porque ele não foi campeão, ou por que foi "escudeiro" dos campeões com quem dividiu equipe. O fato é que, diferentemente de um jogo ou uma luta, no automobilismo o segundo