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Zero a 300

Renault Sandero deve ganhar versão 1.0 com visual do R.S., Honda diz que tera só carros elétricos em 2040, primeiro JAC Volkswagen já tem nome no Brasil e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Renault Sandero deve ganhar versão 1.0 com visual do R.S.

A Renault prepara uma novidade no Brasil para quem curte o visual do Sandero R.S., mas não se incomoda em abrir mão do motor 2.0 de 150 cv. De acordo com os colegas do Autos Segredos, o chamado Sandero Sport Edition será apresentado no segundo semestre de 2021 – ou seja, só em julho ou depois.

O Sandero Sport Edition deverá ser equipado com o motor 1.0 SCe, que entrega 82 cv e 10,5 kgfm com etanol e 79 cv e 10,2 kgfm de torque quando abastecido com gasolina, e câmbio manual de cinco marchas. A publicação diz que ele terá duas versões de acabamento com a mesma mecânica, variando apenas a lista de equipamentos. A mais simples terá rodas de 15 polegadas com acabamento em preto, enquanto a mais sofisticada virá com rodas de 16 polegadas. Entre os itens de série, estão cotados central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, quatro airbags, ar-condicionado, direção com assistência eletro-hidráulica, vidros elétricos nas quatro portas e travas elétricas.

Em visual, o Sandero Sport Edition deverá mesmo imitar muito bem o R.S., com saias laterais, para-choques exclusivos, spoiler traseiro e saída de escape dupla. Ele também trará adesivos referentes à versão na carroceria.

 

Honda diz que terá apenas carros elétricos a partir de 2040

Mais uma fabricante vem engrossar o coro das que abandonarão os carros a combustão interna nos próximos anos: a Honda, que anunciou que seu portfólio será totalmente composto por carros elétricos a partir de 2040.

A fabricante diz que a migração será gradual, com a proporção de carros elétricos aumentando cada vez mais em relação aos equipados com motor de combustão interna – 40% de todos os Honda novos serão elétricos até 2030, 80% até 2035, e 100% em 2040. Além dos carros elétricos a bateria, a Honda também investe em carros elétricos a célula de combustível de hidrogênio.

O anúncio foi feito pelo novo CEO da Honda, Toshihiro Mibe, que assumiu o cargo no início do mês. Mibe declarou que o objetivo maior da Honda é tornar-se uma empresa é reduzir as emissões globais da empresa em ao menos 46% em 2030, chegando a 100% de neutralidade de carbono até 2050. Para isto, serão investidos cerca de 5 trilhões de ienes (por volta de R$ 250 bilhões na cotação atual) nos próximos seis anos.

 

Novo JAC elétrico desenvolvido em parceria com a Volkswagen já tem nome: E-JS1

A JAC está se programando para o lançamento de seu novo carro elétrico no Brasil. O hatchback subcompacto desenvolvido em parceria com a Volkswagen é vendido na China como SOL E10X, mas chegará por aqui em novembro de 2021 (e não em outubro, como anteriormente divulgado) como JAC E-JS1.

Se você está achando que já conhece esse visual, é porque já conhece mesmo: o E-JS1 usa como base o iEV20, que por sua vez é feito sobre a plataforma do JAC J2 – que foi importado no Brasil por um breve período, entre 2012 e 2016. Diferentemente o iEV20, porém, o E-JS1 não terá “jeito” de SUV, assumindo a identidade de hatchback compacto.

O resultado é um carro mais ou menos do mesmo tamanho que um Renault Kwid ou um Fiat Mobi, com 3,65 metros de comprimento por 1,67 m de largura e 1,54 m de altura. Ele só não é tão leve: tem 1.180 kg por causa das baterias. O powertrain é o mesmo do JAC iEV20, que é alimentado por uma bateria de 41 kWh. O motor, porém, é um pouco menos potente – tem 61 cv, ou 7 a menos que o SUV, para aumentar a autonomia. Segundo a JAC, ele é capaz de rodar 320 km com uma carga, ou 20 km a mais que o iEV20.

Atualmente o iEV20 é o carro elétrico mais barato do Brasil, custando R$ 160.000 – o E-JS1 deverá ficar abaixo dele.

 

Dacia Spring, o Kwid elétrico, surpreende no “teste do alce”

O famoso “teste do alce”, realizado pela publicação sueca Teknikens Värld para avaliar a segurança dos carros em uma mudança de direção repentina – simbolizando o ato de desviar de um alce no meio da estrada – costuma causa polêmica quando um carro vai mal (que o digam o Mercedes-Benz Classe A e a Toyota Hilux).

Carros esportivos, que têm suspensão mais firme, pneus mais largos e foram criados para fazer curvas, costumam se sair bem. Mas o pequeno Dacia Spring – que, resumidamente, é a versão elétrica do Kwid para o mercado europeu – se saiu surpreendentemente bem.

De acordo com os engenheiros da revista, o Dacia Spring chegou aos 77 km/h no percurso de slalom em perfeita segurança – resultado igual ao do Toyota GR Supra, e bem melhor ao de carros mais sofisticados e bem mais caros, como o Tesla Model X, que precisou reduzir para 70 km/h.

Claro, a dinâmica do carro com seu curso de suspensão generoso, rodas de 14 polegadas estreitas e pneus de baixa resistência à rolagem, não é espetacular. Mas a rolagem considerável da carroceria e a traseira que quer se soltar em outras manobras evasivas, ainda que não sejam ideais em situações normais, podem até ser interessantes em momentos mais… relaxados.

Embora a Renault não se pronuncie, há algum tempo a imprensa suspeita que o Dacia Spring pode vir ao Brasil justamente como a versão elétrica do Kwid, possivelmente batizado Kwid K-ZE.

 

GTO Engineering apresenta Squalo, sua Ferrari 250 GT SWB modernizada

Depois que a Ferrari perdeu o direito de processar quem cria réplicas e tributos da 250 GTO, aparentemente abriu-se um precedente e diversas empresas estão apresentando projetos inspirados pelos clássicos de Maranello – algo que um dia a Ferrari deveria aprender a valorizar, e não perseguir. E a mais recente é interessantíssima.

Anunciado há algumas semanas pela GTO Engineering, que fica em Los Angeles, o carro agora ganhou nome e imagens oficiais – que ainda são projeções mas dão uma boa ideia do que está por vir. Eis o GTO Engineering Squalo.

O carro segue as linhas da 250 GT SWB, versão da Ferrari 250 com carroceria projetada por Giotto Bizzarrini, Carlo Chiti e Mauro Forghieri e antecessora da 250 GTO. Apesar do sucesso e do altíssimo valor da irmã mais nova, a 250 GT SWB é mais valorizada por seu histórico nas pistas que a GTO, vencendo a Tour de France por três anos consecutivos (1960, 1961 e 1962) e conquistando o Campeonato de Construtores da FIA em 1961 em sua categoria.

A GTO Engineering Squalo, porém, tem toques modernos – a carroceria foi levemente estilizada, perdendo para-choques e outros detalhes cromados e adotando faróis de LED, rodas maiores e vidros mais rentes à carroceria – um padrão de construção mais século 21. Fotos do interior ainda não foram reveladas, mas deve seguir a mesma linha.

Apesar de toda a cara de “elétrico retrô” (vai dizer que não?), o Squalo terá um V12 aspirado debaixo do capô, sinalizando que o futuro da combustão interna talvez esteja mesmo nas pequenas empresas. E a usina é das boas: um V12 com comando duplo nos cabeçotes, naturalmente aspirado e com corpos de borboleta individuais. A GTO Engineering ainda está devendo números, mas dizem que as especificações serão semelhantes às da original, que tinha três litros e algo entre 240 cv e 280 cv, dependendo do acerto. Sinceramente, não é preciso mais que isso.

Preço, quantidade de carros fabricados e data de lançamento devem ficar para depois, mas a GTO Engineering adianta que a produção – artesanal, veja bem – não terá início antes de 2023.

 

Stellantis anuncia fim da plataforma “Giorgio” da Alfa Romeo

O grupo Stellantis, que engloba marcas da Fiat, da Chrysler e da PSA, confirmou na última sexta-feira que a plataforma “Giorgio” da Alfa Romeo, na qual são baseados o Giulia e o SUV Stelvio, será descontinuada em breve.

De acordo com a empresa, o motivo é simples: a Stellantis vai investir apenas em veículos com algum tipo de eletrificação, sejam híbridos ou totalmente elétricos. Como a plataforma Giorgio não foi concebida com este propósito e adaptá-la seria muito dispendioso, não faz sentido continuar utilizando a mesma.

Em seu lugar, a Alfa Romeo vai adotar a nova plataforma “STLA Large”, feita especificamente para carros elétricos e capaz de receber baterias grandes o bastante para oferecer até 800 km de autonomia.

Antes de morrer, porém, a plataforma Giorgio receberá uma última atualização, com a inclusão de tecnologia híbrida para equipar os veículos maiores da Stellantis – como o futuro Maserati Grecale, o futuro rival da marca para o Porsche Macan, que já está confirmado. Outros modelos, como uma possível segunda geração do Giulia ou os próximos Dodge Charger e Challegner, ainda não foram confirmados.

 

Gran Turismo Sport agora é um esporte olímpico de verdade

Se você é daqueles que nunca foram bons em esportes, esta é sua chance. OK, pode ser exagero, mas é verdade: Gran Turismo Sport agora é, oficialmente, um esporte olímpico.

O tal do “novo normal” anda obrigando a sociedade a mudar em muitas coisas, e as tradicionais Olimpíadas são uma delas. A próxima edição dos Jogos Olímpicos terá uma edição virtual, anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional como uma alternativa não-presencial. E o game do PlayStation 4 foi incluso na categoria “automobilismo”.

Além de promover o distanciamento, a inclusão de GTSport nas Olimpíadas visa atrair uma audiência mais jovem aos Jogos Olímpicos. Os detalhes da disputa ainda não foram revelados, mas os eventos já tem data para acontecer: entre 13 de maio e 23 de junho, antes das Olimpíadas de Tóquio 2021.

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