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Pensatas

Sempre compare antes de escolher. Ou não?

Eu sempre me incomodo e me mexo na cadeira visivelmente desconfortável quando se define o automóvel como uma “solução de transporte pessoal”. Sim, é uma das funções que um automóvel tem, mas está longe de defini-lo. Colocar isso como definição é o cerne da maioria dos problemas que temos hoje a respeito do tratamento oficial que é dado a ele. É uma tentativa de burocratas que dar uma função social específica e controlável ao automóvel, de despi-lo de todo romance para que se torne apenas uma máquina com uma função bem definidinha e controlada à minúcia. Mas o automóvel nunca progrediu como uma ferramenta de transporte, apesar de realizar essa função muito bem. Ônibus e caminhões e trens progrediram assim, mas não o automóvel. O automóvel de uso pessoal é vendido para que possamos ir mais longe, mais rápido, quando quisermos, da forma que quisermos e com quem quisermos. Não é fenômeno social, coletivo; é pessoal. Individual. É liberdade ampliada. Um superpoder

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