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Zero a 300

Senado aprova mudanças no Código de Trânsito, o novo Jeep Wagoneer, GM e Honda juntam-se para novos modelos e mais!


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Senado aprova mudanças no Código de Trânsito

Depois da aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro foi aprovado também no Senado Federal. A câmara alta aprovou mudanças que já consideramos positivas anteriormente, como a ampliação do prazo de validade da CNH para dez anos e o fim da pena alternativa a motoristas embriagados que causam acidentes fatais.

Com as mudanças, o prazo de validade da CNH será de 10 anos para os motoristas de até 49 anos, de cinco anos para os motoristas com idade entre 50 e 69 anos, e de três anos para motoristas com 70 anos ou mais. O sistema de pontuação também irá mudar: limite de 40 pontos para quem não tiver infração gravíssima, 30 pontos para quem tiver uma infração gravíssima e 20 pontos para quem tiver duas ou mais infrações gravíssimas.

As alterações bizarras propostas por dois senadores foram, felizmente, rejeitadas pelo Senado. A única proposta mais polêmica aprovada é a que proíbe a circulação e permanência em estacionamentos com bebida alcóolica não-lacrada no habitáculo — ainda que o motorista não a esteja consumindo. Não há dispositivo que impeça, por exemplo, de um veículo de transportar bebidas no compartimento de carga com acesso livre pelo interior do carro — removendo-se a cobertura do porta-malas, por exemplo. Na opinião deste que vos escreve, trata-se de apenas uma lei autoritária que poderá ser usada para abusos de fiscalização. Afinal, ela depende da abordagem do agente da mesma forma que a infração por embriaguez. Se o motorista será abordado, bastaria realizar o exame de alcoolemia em vez de puni-lo por transportar alguém consumindo bebida alcóolica. A alteração, contudo, por ter sido proposta pelo Senado, terá de ser votada novamente pela Câmara dos Deputados e ainda pode ser derrubada.

Outra mudança positiva aprovada pelo Senado estabelece regras para a circulação de motocicletas quando o trânsito estiver parado ou lento. De acordo com o texto, os motociclistas devem transitar em “velocidade compatível com a segurança dos pedestres e demais veículos” nesta condições. Apesar de “velocidade compatível” ser um termo vago, bastará uma resolução do Contran para determinar o que é a velocidade compatível. Além disso, a proposta cria oficialmente a área de espera para motociclistas nos semáforos, colocando-os à frente dos automóveis e demais veículos.

O projeto agora segue para a Câmara dos Deputados, onde será reavaliado devido às mudanças. Caso aprovado, as alterações seguirão para a sanção presidencial. (Leo Contesini)

 

Honda e General Motors anunciam parceria para desenvolver motores e plataformas

General Motors e Honda anunciaram ontem (3) a expansão de sua parceria para desenvolver novas plataformas e motores que serão utilizados pelas duas fabricantes. As empresas já trabalham juntas desde 2013, quando deram início ao desenvolvimento conjunto de motores movidos a célula de combustível de hidrogênio, mas agora querem se ajudar em algo mais prático e imediato. Segundo o comunicado oficial, as marcas vão compartilhar motores (híbridos, elétricos e de combustão interna) e alinhá-los com as plataformas de seus veículos.

O trabalho de engenharia começará em 2021, mas o planejamento dos produtos já começou. GM e Honda, por enquanto, não comentam sobre os modelos que resultarão da colaboração – mas afirma que, por enquanto, ela será aplicada apenas nos Estados Unidos.

Ainda assim, existem algumas possibilidades interessantes para os dois lados. A Honda pode, por exemplo, aproveitar o sistema elétrico do Chevrolet Bolt ou usar as picapes da GM como base para entrar no segmento com um modelo de carroceria sobre chassi (por enquanto a única picape que a Honda vende nos EUA é a GM, que tem carroceria monobloco). Já a General Motors pode aproveitar as plataformas da Honda para novos sedãs. Em qualquer cenário, porém, garantiria-se redução de custos tanto no desenvolvimento quanto na produção dos novos modelos.  (Dalmo Hernandes)

 

Jeep Grand Wagoneer Concept é apresentado

A Jeep revelou ontem (3) o Grand Wagoneer Concept. Apesar do nome, trata-se de um protótipo – e dá para perceber que ele está bem próximo da versão de produção, que deve ser apresentada em 2021 (ainda não há uma data precisa).

Embora existam rumores, a Jeep não confirmou de fato se o Grand Wagoneer usa como base a Ram 1500 – e nem diz que motor ele usa – apenas confirma que ele tem um sistema híbrido plug-in. Isto levanta suspeitas de que o conceito use um 2.0 turbo mais dois motores elétricos, como no Wrangler 4xe, para entregar por volta de 480 cv.

Mas vamos ao veículo em si. O Grand Wagoneer Concept é quadradão – parece um Grand Cherokee maior, mais retilíneo e mais sofisticado. A dianteira tem a identidade visual dos outros Jeep, com uma versão estilizada da clássica grade com sete entradas de ar – com acabamento cromado e luzes de LED entre cada uma delas.

O perfil da carroceria é típico dos SUVs full-size americanos, com teto e traseira quase formando um ângulo de 90° e janelas com contorno quadrado, que dão ao Grand Wagoneer um ar bem utilitário – embora a proposta seja a de um SUV de luxo. As lanternas traseiras são horizontais, ligadas por uma barra de LED, tendência de estilo que vêm sendo usada com força pela indústria nos últimos anos, justamente por seu visual mais sofisticado. As rodas são gigantescas, com 24 polegadas.

O interior traz materiais nobres como madeira (incluindo madeira de teca, a mesma usada na construção de iates), vidro e alumínio forjado. O interior tem nada menos que sete telas, sendo quatro delas no painel – uma para o quadro de instrumentos, duas no console central e uma à frente do carona – e três para os ocupantes do banco de trás. E nenhuma delas tem menos de dez polegadas. (Nos perguntamos qual será a primeira fabricante a fazer um carro com nove telas…) O Grand Wagoneer usa o novo sistema multimídia Uconnect 5 da FCA, ligado a um sistema de som McIntosh com 23 alto-falantes e amplificador de 24 canais.

O Jeep Grand Wagoneer Concept não deve mudar tanto na versão de produção – e será acompanhado pelo Jeep Wagoneer, que também terá sete lugares e deverá ser uma versão mais simples e barata do Grand Wagoneer. Seria mais interessante, para nós, que o Wagoneer tivesse um jeitão mais retrô, com inspiração mais pesada na primeira geração. De todo modo, mais detalhes deverão surgir nos próximos meses. (Dalmo Hernandes)

 

Nissan anuncia novo método para fabricação de peças de fibra de carbono

Atualmente, o uso de fibra de carbono ainda está limitado a carros mais caros, como modelos de luxo e esportivos, pois a fabricação dos componentes ainda é demorada e cara. Mas a Nissan anunciou ontem (3) um novo método que pode reduzir o tempo e os custos do processo – e, com o tempo, trazer a fibra de carbono para modelos mais baratos, produzidos em massa.

Trata-se do processo C-RTM (Compression Resin Transfer Moulding, ou “moldagem por transferência de resina por compressão” em tradução livre). A fabricante japonesa diz que seu método difere da maneira tradicional por utilizar ranhuras no molde usado para fabricar as peças. Com isto, a resina injetada no molde para endurecer a fibra de carbono espalha-se mais rapidamente pelo material – e pode reduzir o tempo do ciclo de moldagem em até 80%. Na prática, isto quer dizer que uma peça que leva dez minutos para ficar pronta pelo método atual levará dois minutos usando o método da Nissan.

As ranhuras são posicionadas de modo a facilitar o movimento da resina sobre a peça, fazendo com que ela seja distribuída uniformemente o mais rápido possível. Para definir o padrão das ranhuras, os engenheiros da Nissan fizeram simulações computadorizadas em CAD e também utilizaram um molde transparente, com câmeras e sensores de temperatura, a fim de estudar o comportamento da resina sobre a peça.

Reduzindo o tempo de fabricação das peças de fibra de carbono, a Nissan poderá otimizar o processo de produção e reduzir custos. O plano agora é aperfeiçoar a técnica para utilizar fibra de carbono na estrutura de seus modelos de alto volume, especialmente nas colunas do nonobloco. (Dalmo Hernandes)

 

Aston Martin Victor: um hipercarro one-off com um V12 de 850 cv e câmbio manual

A Aston Martin decidiu surpreender a todo mundo com um novo hipercarro – o Aston Martin Victor. Feito pela divisão Q da Aston Martin, o carro foi batizado em homenagem a Victor Gauntlett, que era o presidente da fabricante no final da década de 1970, quando foi lançado o épico V8 Vantage, e ajudou a fabricante a recuperar as forças nos anos 1980.

O visual do carro, de acordo com a Aston Martin, é inspirado de leve no V8 Vantage – dá para identificar as influências no formato da grade e dos faróis circulares, nas proporções gerais da carroceria e no desenho das lanternas. Mas é uma homenagem sutil, pois o restante do veículo é totalmente contemporâneo, por dentro e por fora.

O Aston Martin Victor utiliza a estrutura de fibra de carbono do One-77, de 2010, modificada para o projeto one-off. O motor é o V12 de 7,3 litros naturalmente aspirado originalmente utilizado pelo One-77, feito em parceria com a Cosworth. Originalmente com 760 cv e 76,4 kgfm, para o Victor ele foi retrabalhado e agora entrega 847 cv e 83,8 kgfm. A força é moderada por um câmbio manual de seis marchas – que a Aston Martin não diz qual é, limitando-se a dizer que se trata de “um câmbio de corrida feito sob medida”.

Se o monocoque vem do One-77, a suspensão inboard vem direto do Aston Martin Vulcan – bem como o volante e o quadro de instrumentos. O interior, aliás, traz uma combinação curiosa de couro verde “British Racing Green” com vibra de carbono exposta e apliques de nogueira, além de bancos de competição. Já a carroceira foi pintada de verde “Pentland Green”, um tom escuro desenvolvido especialmente para o Aston Martin Victor que, segundo a fabricante, terminou de secar horas antes da estreia do carro no Concours d’Elegance de Hampton Palace.

O Aston Martin Victor foi encomendado à divisão Q da Aston Martin por um cliente não identificado, e serve para comemorar os 70 anos do nome Vantage e celebrar a memória de Victor Gauntlett, que morreu em 2003. (Dalmo Hernandes)

 

Alpine será mantida pela Renault e poderá se tornar sua marca na F1

Você deve lembrar quando os entusiastas (e até jornalistas) de todo o mundo estimularam uma histeria sobre o “iminente fim da Renault” e o fim da linha para a Alpine. Foi há pouco tempo, em junho, embora pareça que já tenha passado quase um ano. Na ocasião explicamos que a hipótese não fazia sentido algum porque a Alpine era uma divisão lucrativa, mesmo sendo uma marca de nicho.

Pouco depois, o CEO da Renault veio à público explicar que havia planos de longo prazo para a Alpine e, agora, depois de três meses, ele explicou à revista Autocar que o ex-chefe da Renault Sport Racing, Cyril Abiteboul, assumiu a divisão Alpine, o que indica uma clara intenção de continuar fabricando esportivos com a tradicional marca.

Abiteboul foi o responsável por levar a Renault de volta à F1 e, por isso, especula-se até que a Alpine pode ser usada pela Renault na categoria, como já ocorreu em 1978, quando as duas marcas foram usadas na vitória em Le Mans daquele ano.

A Autocar sustenta a hipótese de que a Alpine será transformada em uma marca de elétricos, mas não há nenhuma confirmação disso, tampouco alguma evidência de que isso possa acontecer. Afinal, o Alpine é um carro de nicho, que superou seu principal rival, o Porsche 718, em diversas ocasiões e vem sendo lucrativo para a fabricante. (Leo Contesini)

 

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