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Zero a 300

Toyota apresenta seu hipercarro em Le Mans, o novo Gran Turismo 7, Touring Superleggera apresenta novo esportivo e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Toyota apresenta seu “hypercar” em Le Mans

Apesar da prova totalmente previsível, a Toyota conseguiu nos surpreender positivamente durante os eventos das 24 Horas de Le Mans deste ano quando desfilou com seu futuro hipercarro, que será usado a partir da próxima temporada do Mundial de Endurance, o GR Super Sport.

 

O modelo usa a base mecânica do TS050, equipado com um V6 biturbo e um motor elétrico nas rodas dianteiras — o que significa que ele tem tração nas quatro rodas. A potência total é 1.000 cv (735 kW, 15 kW a mais que o limite proposto). A aerodinâmica é radicalmente diferente do TS050 pois foi planejada para se adequar ao novo regulamento.

Apesar de o regulamento não exigir especiais de homologação (ele apenas dispõe regras para homologar hipercarros de rua), a Toyota já confirmou que irá produzi-lo em uma pequena série limitada, ainda sem volume definido. Com a apresentação do GR Super Sport, já temos os dois primeiros carros da nova categoria de Le Mans, embora a estreia do Peugeot esteja prevista apenas para 2022. Esperamos que, ao menos, o novo regulamento mantenha o desempenho dos carros mais próximo e atraia ainda mais fabricantes, para dar uma animada nas 24 Horas.  (Leo Contesini)

 

Touring Superleggera Aero 3 é uma Ferrari F12berlinetta retrô

A Carrozzeria Touring Superleggera, é uma das mais tradicionais do planeta – e criadora do método de construção patenteado que leva seu nome. Fundada em 1925, fechou em 1966, mas foi revivida em 2006 como uma casa de engenharia e desenho independente. A empresa colabora com fabricantes de automóveis, encarroçando séries limitadas, conceitos e protótipos (como o belíssimo Mini Superleggera, que provavelmente nunca se tornará realidade). Mas, de tempos em tempos, eles embarcam em projetos próprios.

O mais recente deles é a Touring Superleggera Aero 3 – baseada na Ferrari F12Berlinetta, grand tourer lançado pela fabricante italiana em 2012 e produzida até 2017. A Superleggera foi explícita ao descrever a proposta do carro, dizendo que seu principal objetivo era trocar as linhas marcadas e angulares por formas mais suaves, curvilíneas e harmoniosas.

O resultado é… interessante, ao menos. De acordo com a Superleggera, um conjunto de carros influenciou o projeto, cujo mote é lembrar os streamliners da década de 1930. Os principais são os Alfa Romeo 6C 2500 e BMW 328 Touring Superleggera. Contudo, a identidade visual da dianteira – em especial faróis e grade – são assumidamente inspirados no Alfa Romeo Disco Volante moderno, feito sobre o Alfa 8C Competizione, que a Superleggera apresentou em 2013.

O resultado é um cupê de perfil alongado, com uma longa “barbatana” no teto – que, apesar de lembrar os protótipos atuais de Le Mans, tem apenas função estética segundo a empresa. Um detalhe interessante, porém, é que permite a marcação em graus de inclinação do spoiler traseiro móvel. A Superleggera diz que a nova carroceria de fibra de carbono torna o carro 130 kg mais leve que a F12berlinetta original.

Não foram feitas alterações na mecânica – o que significa que a Aero 3 ainda tem um V12 de 6,3 litros naturalmente aspirado com 740 cv a 8.250 rpm e 70,3 kgfm de torque, moderados por uma caixa de dupla embreagem e sete marchas. Desempenho também não muda: o zero a 100 km/h é realizado em 3,2 segundos, a caminho de uma velocidade máxima de 340 km/h.

E não se trata de um protótipo único: serão feitas 15 unidades, a partir de carros usados, cada uma com prazo de entrega de seis meses a partir da encomenda. (Dalmo Hernandes)

 

Gran Turismo 7 já tem data de lançamento

O PlayStation 5 já foi lançado e está em pré-venda – no Brasil, inclusive. Para acompanhar, a Polyphony Digital anunciou a data de lançamento de Gran Turismo 7: 12 de novembro na América do Norte, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul. No resto do mundo, o game será lançado em 19 de novembro.

Primeiro título numerado da franquia desde o o PlayStation 3, Gran Turismo 7 promete um retorno às origens, com foco no modo carreira offline e na coleção de carros da garagem, além de trazer de volta circuitos clássicos – como Trial Mountain, que apareceu no primeiro trailer em destaque.

Por enquanto fala-se que Gran Turismo 7 será exclusivo para o PlayStation 5, o que deixa os donos de PS4, que vão levar algum tempo para trocar de geração, apenas com GT4. Mas a Sony garante que dará suporte ao console PS4 por mais três ou quatro anos – o que ainda dá a esperança de novas atualizações a Gran Turismo Sport trazerem de volta as pistas que fizeram sucesso nos primeiros games. (Dalmo Hernandes)

 

Ram 1500 TRX provoca Ford Raptor em easter egg

A Ram não esconde que sua mais recente super-picape – a Ram 1500 TRX, equipada com o V8 Hellcat de 712 cv – é uma resposta à Ford F-150 Raptor. É por isso que a chamam de “T-Rex”, o mais famoso entre os dinossauros predadores.

Acontece que a provocação é bem mais direta do que a gente pensava. Como você sabe, o lado americano da FCA é fã de easter eggs – pequenos detalhes espalhados por seus carros, quase escondidos, que sempre trazem algum significado especial. E a Ram 1500 TRX também tem um desses: a imagem de um tiranossauro devorando um velociraptor gravada em relevo na air box do motor.

A imagem está escondida sob uma tampa – ou seja, não basta abrir o capô para vê-la. Mas um usuário do Instagram postou um vídeo mostrando a localização do easter egg:

É sempre bacana ver as fabricantes de automóveis se provocando de forma bem humorada, especialmente nestes tempos cheios de filtros. Mas não é como se precisasse: a própria existência da Ram 1500 TRX já bastou para que a Ford se sentisse ameaçada. Não é por acaso que já circulam rumores de que a próxima F-150 Raptor vai voltar a usar um V8 – possivelmente o motor do Shelby GT500, que também entrega mais de 700 cv. (Dalmo Hernandes)

 

Nova geração do Toyota GT86 não terá motor turbo nem plataforma modular

Esqueça tudo o que foi dito até agora sobre a renovação do Toyota GT86. Ele não terá a plataforma modular TNGA, não ficará mais leve e não terá motores turbo. E, embora a Toyota não tenha confirmado, se isso se concretizar, pode colocar a culpa no Supra.

Foi uma questão que levantamos aqui mesmo no Zero a 300 quando o Supra de quatro cilindros foi apresentado. Com motor turbo e tração traseira, como ele seria diferenciado de um GT86 turbo?

Na ocasião dissemos o seguinte:

Se os fãs raiz do Supra já torceram o nariz para o fato de ele ser baseado no BMW Z4, imagino que não será a versão 2.0 turbo que irá destorcer — e por isso ninguém deve estar aguardando ansiosamente seu lançamento, afinal, a Toyota já oferece um cupê com tração traseira e motor de quatro cilindros há um bom tempo, certo GT86?

“Ah, mas o GT86 não tem turbo”, alguém poderá dizer. É verdade. Mas ele tem um câmbio manual de seis marchas, algo que o Supra de quatro cilindros não tem. Ao menos não em um primeiro momento, porque a Toyota acabou de divulgar os dados técnicos do Supra 2.0 turbo e eles confirmam a expectativa de que o 2.0 será equipado apenas com o câmbio automático de oito marchas.

[…]

Se comparado ao GT86 seu diferencial seria unicamente o motor turbo, já que quem procura um Toyota cupê, esportivo, leve e com câmbio automático pode levar o GT86, que tem 200 cv produzidos por seu boxer aspirado feito pela Subaru. Claro, ele não tem o refinamento do acabamento do Supra, mas certamente não custará tanto quanto o Supra.

Desta forma, nos parece claro que a motivação para a Toyota não fazer um upgrade na nova geração do GT86 é evitar que ele invada a cena do Supra 2.0 e mate a versão de entrada de um projeto que nasceu compartilhado justamente devido ao custo de desenvolvimento. Com isso, a Toyota resolve esse dilema, mantendo o GT86 como um cupê purista acessível — embora a expectativa fosse bem mais alta que esta.

Vejamos pelo lado bom: o mercado continuará com um esportivo tradicional e acessível. (Leo Contesini)

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