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Zero a 300

Volkswagen Taos é revelado, a resposta da Hyundai ao Latin NCAP, o novo Golf GTI Clubsport e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Volkswagen Taos: novo SUV médio é revelado

A Volkswagen não nos fez esperar tanto desta vez e apresentou por completo o Taos, seu novo SUV médio. Feito sob medida para encarar o líder Jeep Compass e o futuro Corolla Cross, ele chegará no segundo trimestre de 2021, possivelmente em abril.

O Volkswagen Taos é o produto final do antigo Projeto Tarek, e tem como proposta ser uma alternativa mais em conta ao Tiguan Allspace, mantendo a plataforma MQB, porém mais barato e com dimensões um pouco mais contidas. Com 4,46 metros de comprimento, 1,84 m de largura e entre-eixos de 2,68 m, ele é 25 cm mais curto tem entre-eixos 9 cm menor que o Allspace.

 

Visualmente, o Volkswagen Taos consegue ter sua própria identidade sem afastar-se muito da family face da VW. Destacam-se a barra de LED na grade, ligando os faróis (uma surpresa interessante, diga-se), e a área em preto brilhante no para-choque dianteiro, formando uma espécie de máscara na parte inferior. Já a traseira lembra bastante o Tiguan, tanto na disposição dos elementos quanto no formato das lanternas.

O interior não se afasta muito do que se observa em vários modelos da Volkswagen, especialmente Polo, Virtus, T-Cross e Nivus, na disposição dos elementos e no design em si – quadro de instrumentos, console central, saídas de ar e central multimídia são muito parecidas. Contudo, nota-se um acabamento mais refinado e sóbrio no Taos, o que está de acordo com a proposta de enfrentar Compass e Corolla Cross.

Entre os equipamentos, o Taos terá faróis de acendimento automático, chave presencial, partida por botão, banco do motorista com ajuste elétrico, sensor de chuva, ar-condicionado dual zone e volante com ajuste de altura e profundidade. A Volkswagen diz que ele também terá terá quadro de instrumentos digital, cruise control adaptativo, carregador por indução para smartphones, frenagem automática de emergência, alerta de tráfego cruzado traseiro e alerta de ponto cego – embora não tenha falado em quais versões estes itens estarão presentes. A central multimídia brasileira será a VW Play, desenvolvida no Brasil, com integração de smartphones.

O motor do Taos brasileiro será o conhecido 1.4 TSI de 150 cv, ligado a uma caixa automática de seis marchas. A versão norte-americana contará com o novo motor 1.5 TSI de 160 cv que, por enquanto, não deve vir ao Brasil. Os EUA receberão o Taos fabricado em Puebla, no México, enquanto os países da América do Sul, incluindo o Brasil, terão a versão feita na Argentina.

Preços e versões ainda não foram divulgados. Contudo, a Volks afirma que o Taos ficará posicionado entre o T-Cross e o Tiguan – o que nos permite apostar que ele custará algo entre R$ 130.000 e R$ 150.000.

 

Toyota Corolla Cross é registrado no Brasil

A Toyota registrou no Brasil o projeto do Corolla Cross, seu novo SUV médio, junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O modelo começará a ser fabricado no próximo mês de março na planta da Toyota em Sorocaba (SP), dividindo a linha de produção com o Yaris e, por enquanto, como Etios.

Visualmente, o SUV não muda nada em relação ao modelo global – será idêntico ao Corolla Cross asiático, que já foi revelado na versão de produção. Contudo, fala-se em algumas mudanças técnicas: enquanto a versão produzida na Tailândia tem 2,64 m de entre-eixos, o Corolla Cross brasileiro pode ter 2,70 m, garantindo espaço interno mais adequado ao nosso mercado. Além disso, acredita-se que no Brasil a Toyota oferecerá a opção pelo motor 2.0 de 177 cv em adição ao conjunto híbrido com motor 1.8 de 122 cv. O câmbio será sempre CVT.

Preços ainda são um mistério, mas considerando os preços praticados no segmento, é provável que o Corolla Cross custe algo entre R$ 130.000 e R$ 170.000, dependendo da versão – o que o coloca na mesma faixa do Jeep Compass, o grande rival a ser batido.

 

Hyundai se posiciona quanto ao rebaixamento pelo Latin NCAP

Depois de ter a nota do HB20 rebaixada nos testes de colisão do Latin NCAP, a Hyundai pronunciou-se a respeito. Segundo a fabricante, não houve alterações no método de fabricação do carro e, por isso, não há razão para a piora em seu desempenho. Contudo, a Hyundai diz que foi aberta uma investigação para apurar as possíveis causas para a diferença entre os resultados dos dois testes.

Na época do lançamento, o Latin NCAP realizou o crash test com um carro fornecido pela Hyundai e concedeu a ele quatro estrelas na segurança para adultos e três estrelas na proteção de crianças. O novo teste foi realizado com um carro adquirido aleatoriamente em uma concessionária da marca, e resultou em apenas uma estrela para a proteção de adultos. A proteção de crianças não foi afetada.

Em comunicado oficial, a Hyundai afirmou o seguinte:

Não houve qualquer mudança no processo de produção ou na especificação do veículo que possa justificar a extrema variação entre os dois testes realizados pelo Latin NCAP em menos de um ano.

A Hyundai está investigando profundamente os testes do Latin NCAP a fim de entender a causa real para resultados tão diferentes entre o recente teste de auditoria e o teste original de setembro de 2019.

A fabricante conclui dizendo que não se pode tirar conclusões antes do término da investigação. Afirma também que, caso constate que podem ser realizadas melhorias para tornar o HB20 mais seguras, isto será levado em consideração.

 

Golf GTI Clubsport é revelado com motor de 300 cv e “modo Nürburgring”

A Volkswagen apresentou mais uma variante do Golf Mk8, e ela é bem interessante: trata-se do novo GTI Clubsport, versão esportiva radical que fica entre o GTI comum e o Golf R.

O grande trunfo é o motor: uma versão de 300 cv e 40,8 kgfm de torque do motor 2.0 TSI – em comparação, o Golf GTI Mk8 normal tem 245 cv e 37,7 kgfm de torque. O câmbio do GTI Clubsport será sempre de dupla embreagem e sete marchas, sem opção manual. Segundo a Volks, ele será capaz de ir de zero a 100 km/h em “menos de seis segundos”, com máxima limitada eletronicamente em 250 km/h.

Fora a potência extra, o Golf GTI Clubsport também traz outra novidade: uma atualização do sistema Vehicle Dynamics Manager que agrega o diferencial eletrônico ao sistema. Com isto, a VW garante que o carro será capaz de fazer curvas com muito mais precisão e elimará o subesterço comum nos hot hatches de tração dianteira. Além disso, a suspensão é 15 mm mais baixa que no GTI básico e conta com amortecedores adaptativos opcionais. Já a direção recebeu uma calibragem mais direta.

Outra novidade é um modo de condução chamado Special – que, de acordo com a Volkswagen, é uma variação do modo Sport feita especialmente para quem quer acelerar em Nürburgring. Neste modo, a suspensão tem calibragem mais macia e adequada ao piso irregular do Inferno Verde.

É claro que tudo isto vem acompanhado de uma estética diferenciada. O Golf GTI Clubsport tem um desenho consideravelmente mais agressivo no para-choque dianteiro, com entrada de ar maior e um spoiler dianteiro mais pronunciado. Já a traseira ganhou um difusor ligeiramente redesenhado e um spoiler de tamanho razoável na tampa do porta-malas. As rodas também têm desenho inédito.

Por dentro, o GTI Clubsport traz revestimento especial aveludado ArtVelour nos bancos, com couro perfurado como opcional, e detalhes em vermelho.

Por enquanto o GTI Clubsport deverá ser exclusivo da Europa – nem mesmo seu lançamento nos EUA foi mencionado. No Brasil, portanto, ele tem tudo para ser um fruto proibido. Mas não vamos dizer que não gostaríamos de uma surpresinha por parte da Volks…

 

Bentley Flying Spur ganha versão V8 de 550 cv

Quer um sedã ultra-luxuoso pagando menos? A Bentley tem a solução: foi apresentado nesta semana o Flying Spurt V8, versão “de entrada” que troca o motor W12 biturbo de seis litros, 635 cv e 91,7 kgfm, pelo V8 de quatro litros já usado pelo Continental GT. Mas não pense que ele anda muito menos por conta disso: com 550 cv e 78,5 kgfm de torque, ele vai de zero a 100 km/h em 4,1 segundos – apenas 0,2s a mais que o W12. A velocidade máxima é de 318 km/h, enquanto a versão de 12 cilindros chega até os 333 km/h. Como a versão topo de linha, o Flying Spur V8 tem câmbio automático de oito marchas e tração nas quatro rodas.

O Flying Spur V8 é mais leve, mas a Bentley não diz o quanto. Porém, afirma que fez ajustes na suspensão, no sistema de vetorização de torque e na calibragem da direção para melhor adequar-se ao peso mais baixo. Também diz que o carro oferecerá controle ativo de rolagem e esterçamento nas quatro rodas como opcionais.

Visualmente, as diferenças resumem-se a emblemas específicos, novas rodas de 20 polegadas e quatro saídas de escape na traseira – e, assim como no W12, haverá uma ampla gama de cores (60 ao todo) para escolher e acabamento escurecido opcional para os elementos externos, bem como uma infinidade de escolhas de cores e materiais para os acabamentos internos.

O Flying Spur V8 já pode ser encomendado na Europa, mas os preços não foram divulgados. Até porque, se você tem que perguntar quanto custa, provavelmente não pode comprar…

 

Este é o Subaru de Travis Pastrana no novo Gymkhana

O décimo-primeiro vídeo da popular série Gymkhana, inaugurada por Ken Block, vai voltar às raízes: nele, Travis Pastrana conduzirá um Subaru, como era nos primeiros episódios.

O carro é um one-off feito pela Vermont SportsCar, empresa americana responsável pela montagem dos Subaru de competição dos EUA desde 2005. Ele tem para-lamas alargados, uma asa traseira gigantesca e intrigantes entradas de ar nas portas traseiras.

Mais intrigantes ainda são os winglets espalhados pelo carro – no para-choque dianteiro, nos para-lamas e nos para-choques traseiros. Downforce, aqui, é primordial.

Por ora, há poucas informações técnicas a respeito – mas podemos ver que um boxer turbinado ainda está na dianteira, embora bastante recuado. Na prática, sobrou pouco do WRX STi que se pode comprar nas concessionárias nesse carro.

Saberemos mais em breve, certamente. Por ora, porém, já está praticamente confirmado o retorno de Ken Block no 12º vídeo – provavelmente com uma versão ainda mais insana do Mustang Hoonicorn.

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