FlatOut!
Image default
História

Como Henry Ford faliu duas vezes antes de criar a Ford Motor Company

Que época maravilhosa para ser um fabricante de automóveis era aquela, no começo de tudo! Hoje a indústria se apequena por vontade própria, abaixando a cabeça para uma opinião pública mal informada e ranheta, um público cada vez mais desiludido pela interferência estatal dos radares e a superpopulação das cidades grandes, e uma futura legislação que parece estar determinada a banir tudo de bom do automóvel. Mas o mundo, sabemos, não foi sempre assim.

O automóvel sempre teve detratores ferrenhos, desde o começo, claro. Em 1903 fazendeiros do Michigan cavaram valas em estradas para parar aquelas máquinas, considerando aquilo certamente algo do demônio, obra do pé-preto em pessoa. Mas eram vozes abafadas por uma realidade inexorável: o automóvel era o futuro. De 1900 a 1910, o automóvel mudou o mundo para melhor, de uma forma decisiva e inegável. Sua indústria era fervilhante, ativa, criativa, criada sem planejamento estatal, sem nenhuma regulamentação para segurá-la, espontaneamente aparecida de uma inovação tecnológica ímpar.

O automóvel era o arauto de uma liberdade que nunca existira até ali. De repente, podia-se viajar a lugares 100, 200 km adiante sem preparo algum. Aboletados naquelas máquinas fantásticas, os homens da virada do século experimentavam sensações incríveis, inacreditáveis: Velocidade, segurança, completo controle sobre a máquina. E quando tomou as ruas das cidades grandes foi uma revolução: até ali cidades como Nova Iorque tinhas suas ruas inundadas todo santo dia por milhares de toneladas de bosta de cavalo. Quando chovia aquilo virava uma lama verde fétida que emplastrava o chão, quando secava virava uma poeira que invadia tudo. Ratos e moscas superavam a população humana. O automóvel e sua fumacinha discreta foi uma bênção.

Uma rua em Nova Iorque, 1893: sim, é esterco.

Mesmo com todos os problemas e dificuldades dos primeiros e arcaicos carros, eram muito mais fáceis de lidar, e incrivelmente mais úteis, que os cavalos. Bastava um passeio neles para tornar um convertido até o mais incrédulo fazendeiro, dias antes cavando uma vala na estrada, movido por puro medo.

Henry Ford foi muitas coisas na vida, nem todas elas boas, mas uma coisa ele não tinha: medo. Um pouco de medo não faz mal, é um instinto útil até para nossa autopreservação, mas é uma das mais perigosas emoções que existem. Porque se uma pessoa se deixar levar por ele, se não colocar um freio, rapidamente cai num fundo poço de completa inação, onde tudo terá consequências mortais e terríveis. E medo, como sabemos, se espalhado indiscriminadamente, causa histeria. Loucura coletiva. Gritos desesperados de que o mundo vai acabar. Medo bem manipulado, a história ensina, fez as maiores atrocidades que conhecemos.

Henry Ford, 1919

Ford abandonou uma vida segura em sua fazenda em Deaborn para Detroit, e assim estar próximo das novidades técnicas da cidade. Alugou, com sua esposa e filho recém-nascidos, uma casa na cidade, onde tinha certeza que conseguiria adaptar o novo motor ciclo Otto a um carro. No porão, depois de um dia de trabalho na Edison Ilumination Company, Ford criava sua traquitana. Na véspera do Natal de 1893, sua mulher Clara despejava cuidadosamente gotas de gasolina na admissão de seu motor monocilíndrico caseiro, feito a partir de um tubo metálico e peças de um velho torno sem uso. Como não existia carburador, Clara fez a função enquanto Henry operava a máquina. Com muito barulho e cacofonia, explode em movimento, e funciona por um tempo, enchendo o porão de fumaça. Os gritos de alegria de ambos acordaram o bebê Edsel Ford, acabando com a alegria momentaneamente.

Vinte anos depois, em 1913, aquela pequena família seria dona do maior fabricante de automóveis do mundo, com uma fortuna e influência impossível de ser repetida.

 

A poeira e a glória

Henry Ford era um homem simples. Toda sua fortuna e sucesso não mudaram em nada o fato de que era um homem sem estudos, simples, puritano, nascido, criado e educado numa fazenda no meio do mato. Quando liga seu motor pela primeira vez no porão em Detroit, tinha 30 anos, idade na qual seus contemporâneos estavam já estabelecidos na vida. Seu pai não se conformava que o filho abandonara a sua terra herdada em Dearborn para perseguir brinquedos mecânicos irrelevantes.

Um já idoso Henry Ford e seu primeiro carro, o quadriciclo de 1896

Há evidências tanto de genialidade quanto de falta de conhecimento básico na história de Henry Ford. As vezes realizava feitos obviamente altruístas, mas também era conhecido por atos de incrível tirania e racismo. Um homem complexo, cuja simplicidade de pensamento e entendimento do mundo estava em conflito com sua posição, fortuna e influência.

Mas Ford, desde cedo, era extremamente determinado. Quebra a parede lateral do porão com uma marreta para tirar seu primeiro quadriciclo dali, em 1896. Mostrando o carro para investidores em potencial, consegue financiamento para sua primeira empresa: a Detroit Automobile Co. Mas nem Henry nem seus investidores tinham noção ali das dificuldades em montar algo tão complexo em série. Em um par de anos, a empresa acaba, com zero carros vendidos.

Alguns dos investidores ainda acreditam em Ford, porém, e abrem outra empresa, a Henry Ford Motor Co. Para seu desespero, Henry não cria então algo para ser vendido, e sim, um carro de corrida! Ford sabia que a única maneira de chamar atenção para si era provando que era mais veloz e durável que os outros. E queria uma coisa acima de tudo: ganhar de Alexander Winton.

Henry Ford de volta a seu carro de corrida de 1903, nos anos 1930. Sim, o mecânico ia no estribo!

Winton era o produtor de automóveis de maior sucesso na América, e mais que isso: era um herói popular em competições, e o detentor da maioria dos recordes de velocidade em circuito fechado. Ford passa seis meses trancado em seu galpão, gastando dinheiro da empresa, vivendo de suas economias (não havia salário numa empresa deficitária) para terminar seu carro de corrida, um esbelto e leve quadriciclo, com um motor gigante: um bicilíndrico contraposto de 8,9 litros e 26 cv a estratosféricos 900 rpm. Este monstro, que pode ser visitado ainda hoje no museu Henry Ford em Detroit, venceu Winton, Henry Ford ao volante, numa épica corrida no circuito de Grosse Pointe, Michigan em 10 de outubro de 1901, em frente a uma plateia gigante, e da imprensa internacional. O herói local do Michigan vencia o estabelecido campeão.

Clara Ford escreve para a irmã:” Henry está se cobrindo de poeira e glória! Eu queria que você pudesse estar aqui, e ouvir o urro da plateia quando ele passou Winton! O público ficou louco!

Mas os investidores, liderados por William Murphy, estavam impacientes. Cansado de seu inventor excêntrico gastando dinheiro irresponsavelmente, Murphy tem uma ideia que não podia dar certo: contrata um chefe para Henry Ford.

Entra em cena Henry Leland. Dono da Leland & Faulconer, uma oficina de usinagem famosa em Detroit, Leland aprendera seu ofício na lendária Springfield Armory, produtora das armas de fogo de Samuel Colt, e era famoso pela precisão e durabilidade de suas peças usinadas. Em visita à fábrica de Ford, pinta um quadro aterrador de fracasso iminente para Murphy, e acaba sendo contratado como supervisor geral da Henry Ford Company.

Ford, é claro, não dura muito ali, saindo em pouco tempo. O nome da empresa muda, e Henry Leland se torna famoso por empregar métodos de intercambialidade de peças em produção seriada que aprendera fabricando armas. O novo nome da empresa? Cadillac Motor Co.

 

Ford Motor Company

A Ford Motor Company, portanto, é a terceira empresa fundada por Henry para produzir automóveis. Ford, então com 40 anos e um veterano na nascente indústria, faz tudo certo desta vez: Com ajuda de Alexander Malcomson, rico comerciante de carvão, e seu sócio James Couzens, conseguem trazer para a sociedade um grande fornecedor de autopeças de Detroit, o que ajudaria sobremaneira a produção da empresa. O fornecedor era a Dodge Brothers Co. John e Horace Dodge, hoje sabemos, se tornariam ricos o suficiente com Ford para em 1913 criar sua própria fábrica de automóveis.

Ford Model N, 1906

Em sua nova fábrica na avenida Piquette em Detroit, Ford se consolida. Do Modelo A em 1903 até o S em 1908, Ford aprende a produzir e vender carros, aprende com seus funcionários como diminuir o custo ao aumentar eficiência de produção, e ao que parece vive os dias mais felizes de sua vida. A fábrica pequena é como uma família, o jovem Edsel passava suas tardes aprendendo o ofício com o pai, e a estabilidade financeira, que até ali nunca conseguira, rapidamente progride para uma fortuna considerável. E era só o começo de seu sucesso.

Ford, todos sabemos, em breve tornaria a indústria do automóvel algo exponencialmente maior do que era. O lançamento do modelo T em 1908 era parte de seu novo plano de racionalização da produção, que evoluiria para a primeira indústria de massa. Em sua nova planta em Highland Park a evolução de seus métodos de controle e racionalização de produção atingem um marco em 1913: começa a linha de montagem. É um salto revolucionário. De 35 mil veículos produzidos em 1911, salta-se para 750mil em 1917. E o crescimento não para aí.

Linha de montagem: Ford cria a produção seriada em massa.

Ford nunca demonstrou interesse muito grande por dinheiro, a não ser que fosse para avançar sua empresa. Tudo que entrava em caixa era reinvestido na fábrica, e ao invés de contabilizar como lucro extra todo ganho em eficiência, reduzia o preço do carro, aumentando ainda mais as vendas. Dos 800 dólares em 1908, o modelo T chegaria a ser vendido por apenas 290 em 1926. Em 1913, os acionistas liderados pelos irmãos Dodge processam Ford por falta de distribuição de dividendos, e ganham. Ford, usando algumas manobras astutas, compra as ações deles todos, e se torna ditador absoluto de sua empresa.

Ford tornou o automóvel parte da vida de todos nós, e não de apenas alguns milionários. Nos anos 1920, mais da metade dos carros no mundo eram Ford modelo T, e nos EUA, vendia  duas vezes mais que todo o resto da concorrência junta.

Ford democratizou esta máquina maravilhosa, e mudou o mundo. Muito já foi dito de sua vida pública. Seu anti-semitismo ferrenho e público. Seu pacifismo ingênuo. Sua senilidade e personalidade despótica na velhice. O fato de que era um dos homens mais ricos do mundo, mas ainda era simplório e quase caipira. O seu “dia de 5 dólares” de 1914 também mudou o mundo novamente, mais que dobrando o valor do salário do trabalhador braçal de então, e criando no processo uma classe média que, obviamente, comprava Fords.

O dia de 5 dólares é emblemático da contradição viva que era Henry Ford. Apesar de ser algo claramente bom, vinha com várias exigências esquisitas, de cunho puritano, vindas direto do chefe: não beber, não fumar, fazer economia para o futuro. Um exército de capangas da empresa, liderados por Harry Bennet e seu “Serviço Social”, cuidava para que os funcionários de Ford vivessem como Ford queria. Não era à toa que Adolf Hitler era grande fã de Henry…

Modelo T 1908: o carro definitivo?

Existem milhares de teorias sobre os motivos que levaram Ford a dobrar o salário de seus funcionários, mudando a economia dos Estados Unidos, e a vida do americano médio, para sempre. Embora todas elas façam sentido, gosto de acreditar no próprio Henry, que dizia que não gostava de ser vilão em sua própria fábrica, e que se você pagar bem uma pessoa, esta pessoa vai te respeitar e tratar bem. Ao contrário de teorias econômico-sociais mirabolantes, um pensamento desse tipo é bem a cara do simplório e rústico fazendeiro do Michigan que sempre residiu no âmago de Henry Ford.

 

Os carros que Henry Ford criou

Mas este é um site sobre automóveis, e o mais importante aqui são os carros que Henry criou. Sim, porque diferente de outras facetas da vida pública desta figura importantíssima da história, aqui não há contradição ou dúvida. Henry Ford era um gênio. Todo o resto da história deriva do fato de que o modelo T de 1908, o A de 1928, e o V8 de 1932 eram carros fantásticos a seu tempo.

Quando se trancou com alguns funcionários de confiança em uma sala na fábrica de Piquette para criar o modelo T, Ford sabia exatamente o que queria. Queria um carro universal, que servisse tanto para a lida da fazenda, quanto para levar a família na cidade no fim de semana. Um carro simples e barato, mas de funcionamento e performance comparável a carros mais caros e exclusivos. E um carro que fosse fácil de ser produzido, para que a repetição o tornasse infalível.

Um sedã formal do Modelo T, ao redor de 1919

Usando novos materiais, principalmente o aço-vanádio, Ford conseguiu um carro leve e extremamente durável. O motor, um quatro em linha de válvulas laterais, 2,9 litros e 20cv, era cheio de novidades interessantes: bloco fundido em uma só peça, e cabeçote destacável eram algumas delas. A transmissão planetária de duas marchas era facílima de operar. Simples, mas robusto e de excelente desempenho, era um carro que venderia bem mesmo se fosse caro. Seu preço baixo o fez dominar o mundo.

Ao lançamento, o T era um carro praticamente sem classe; todo mundo queria um. Isso porque seu desempenho era decente, mas o que impressionava mesmo era a facilidade de operação, e sua confiabilidade. Não era normal algo funcionar tão bem todo santo dia. A prontidão do T, o fato de que sempre ligava e levava você aonde desejava, é que o fez especial. Some isso a um preço em queda todo ano, e se tem um sucesso absoluto.

O T podia ser tudo: de um furgão de entregas até, como aqui, uma formal limousine “Town car”

Mas quando os anos 1920 começaram, o carro já mostrava sinais de velhice. A General Motors mostrava o caminho do futuro: obsolescência programada, ano-modelo, mais opções, mais desempenho. A todo tempo, novos e bonitos carros aparecendo. Mas Henry, puritano e ascético, continuava achando seu T perfeito, e não entendia porque alguém poderia querer outro carro, invariavelmente mais caro e cheio de “frescura”. E as vendas, validando seu sentimento equivocado, continuavam na casa dos milhões.

Edsel Ford, seu filho e herdeiro, implorava ao pai um novo carro. Edsel era um pobre menino rico: seu pai tentava de todo modo “endurecer” o gentil, sofisticado e culto filho, tratando-o como lixo na fábrica, humilhando-o publicamente repetidas vezes. Esperava uma reação violenta que nunca veio; Edsel colocava o velho num pedestal, e apenas engolia tudo com resignação. Henry teve que ver seu único filho morrer de câncer no estômago aos 49 anos, um triste e sofrido milionário, em 1943.

Mas em 1926, Henry tem que ceder: as vendas do modelo T caem vertiginosamente, ao rumo do zero. Todo mundo acreditava que era o fim. A Ford não tinha um time de engenharia de produto. O velho Henry parecia, aos 63 anos, ultrapassado, uma relíquia. Não existiam planos de novos modelos, e o único produto da empresa tinha quase 20 anos de idade, e não vendia mais.

Um Ford modelo A 1928 no pátio do Shopping que foi antes a fábrica da marca no Ipiranga, SP

Ninguém esperava que Henry então, em poucos meses, tirasse da cartola outro carro, destinado a ser mais uma vez um sucesso estrondoso: o Ford modelo A. Henry de novo se trancou com seus assessores mais próximos em uma sala, e só saiu de lá com um a salvação da Ford. Suas fábricas estavam tão preparadas para a produção de um só carro, que um ano parado foi necessário para reverter tudo para o A.

Ford mostrou que ainda sabia fazer carros. Henry odiava os novos motores da concorrência, de seis e oito cilindros em linha, então permaneceu com quatro. O novo motor de 3,3 litros era totalmente competitivo, porém: com 40cv, o dobro do T, e uma transmissão convencional de três marchas, era um carro veloz e interessante. Era também lindo: a Ford não tinha departamento de estilo como a GM, mas tinha Edsel, que com apurado senso estético garantiu que o novo carro fosse mais bonito que a concorrência.

O A foi o carro de maior sucesso da história em seu lançamento, marco só superado em 1965 com o Mustang. Cerca de dois milhões de carros foram vendidos no primeiro ano, e literalmente disputados a tapa nas lojas em seus primeiros dias de venda. O velho Ford não perdera a mão.

Ainda hoje, é capaz de acompanhar o trânsito da cidade de SP. Grande carro.

Interessante notar como Henry criou seus carros: sem pesquisa de mercado, sem pensar no que “o cliente quer”, sem pensar em custo de projeto ou venda. Henry acreditava piamente que quem sabia o que o povo precisava era ele, e nenhuma outra opinião interessava: tudo era aprovado por ele próprio. Não sabia, e nem queria saber, quanto custaria o projeto. Se era necessário um novo carro, ele o faria e pronto. Definitivamente não se faz mais automóvel assim. Mas o mais incrível é constatar que, mesmo com essa aparente irresponsabilidade fiscal, ele nunca errou. Nunca!

Mas a melhor de suas criações ainda estaria por vir. No início dos anos 1930, de novo Henry se resigna aos desejos do público, e se dedica a fazer um motor de mais de 4 cilindros. O resultado é o Ford V8 de 1932, outra pequena revolução. De novo a potência dobrava para 80cv (65cv inicialmente, na versão básica), uma evolução do T ao V8 que é exatamente como um Onix moderno passar de 80cv para 320cv em seis anos. Mantendo preço de venda.

Um Ford V8 cupê 3-janelas, 1932: sonho de entusiasta no pré-guerra, e matéria prima de Hot-Rods depois.

Existiram V8 antes de Ford, mas foi ele que tornou tal coisa popular, e emblemática do carro americano. O seu V8 era compacto, muito mais leve e menor que os populares “em linha” de então. Ainda com válvulas laterais e cabeça chata, mas com o comando no vale do “V” como agora é tradicional, era moderníssimo e muito barato de produzir. Inicialmente com 3,6 litros, dava ao barato Ford condição de bater Packards que custavam as vezes 10 vezes mais. Depois de democratizar o automóvel, Henry Ford, as vésperas de completar 70 anos, democratizava o alto desempenho, e cria o arquétipo do que seria o carro americano por décadas depois de sua morte.

O V8 Ford “Flathead”: Genial.

Henry, progressivamente senil depois da morte prematura de Edsel em 1943, é destituído da empresa por sua esposa Clara e a família em 1945, substituído pelo neto Henry Ford II. Vem a falecer em 1947. Hoje, o carro mais vendido do mundo ainda é um Ford, uma picape grande praticamente exclusiva do mercado americano, mas a empresa familiar é uma sombra do que já foi.

Tal coisa é inevitável claro. Dominar o mercado mundial com mais da metade das vendas é algo difícil de ser repetido hoje em dia. Afinal de contas, figuras destemidas e autoconfiantes a ponto da loucura como Henry Ford são raras como mosca de olho azul. E mais raro ainda são os que, como ele, tiveram sua loucura indubitavelmente validada pelo sucesso absoluto.


Fique ligado: em breve o segundo artigo desta série, coma vida e as criações de Ettore Bugatti! Não percam!