FlatOut!
Image default
Car Culture

Este é o restaurante favorito de Enzo Ferrari – e você pode almoçar lá!


Quando Enzo Ferrari fundou sua própria empresa, em 1939, ele queria construir carros e vencer corridas, simplesmente, e não necessariamente nesta ordem. Quase dez anos depois, em 1947, ficou claro que não seria possível sustentar sua Scuderia sem vender carros de rua.

Ainda não é assinante do FlatOut? Considere fazê-lo: além de nos ajudar a manter o site e o nosso canal funcionando, você terá acesso a uma série de matérias exclusivas para assinantes – como conteúdos técnicoshistórias de carros e pilotosavaliações e muito mais!

 

FLATOUTER

Plano de assinatura com todos os benefícios: acesso livre a todas as edições da revista digital do FlatOut e demais matérias do site, participação no nosso grupo secreto no Facebook (fique próximo de nossa equipe!). Exponha ou anuncie até sete carros no GT40 e ainda ganhe descontos em oficinas e lojas parceiras*!

R$20,00 / mês

*Benefícios sujeitos ao único e exclusivo critério do FlatOut, bem como a eventual disponibilidade do parceiro. Todo e qualquer benefício poderá ser alterado ou extinto, sem que seja necessário qualquer aviso prévio.

CLÁSSICO

Plano de assinatura básico. Acesse todas as edições da revista digital do FlatOut e demais matérias do site1, além de poder expor ou anunciar até três carros no GT402.

De R$14,90

por R$9,90 / mês

1Não há convite para participar do grupo secreto do FlatOut nem há descontos em oficinas ou lojas parceiras.
2A quantidade de carros veiculados poderá ser alterada a qualquer momento pelo FlatOut, ao seu único e exclusivo critério.

A princípio, Enzo tratava a fabricação de carros de rua como mera obrigação, mas ela acabou tornando-se mais uma de suas paixões. Tanto que o homem fez questão de supervisionar as criações da Ferrari até quando conseguiu, sendo que a 348, lançada em 1989, foi o último carro desenvolvido sob sua direção – e só começou a ser produzida após a morte do Commendatore.

Mas não estamos aqui para falar dos carros que Enzo fez ou de seu modo de trabalho, mas sim do que ele fazia enquanto não estava lidando com os assuntos da Ferrari. Se fosse a hora do almoço, era bem provável que ele estivesse em seu restaurante favorito – que, no fim das contas, também era onde aconteceram muitas reuniões entre Enzo Ferrari e seus engenheiros, ou com os pilotos da Scuderia.

O nome do lugar era Ristorante Cavallino – apropriado para um restaurante que ficava praticamente em frente à sede da Ferrari em Maranello. Todos os dias, às 12h30 em ponto, Enzo aparecia por lá. Às vezes, sozinho. Em outras ocasiões, ele e seus convidados lotavam a sala privativa a que Ferrari tinha acesso exclusivo – nos dias de semana, o local se tornava uma extensão da própria Ferrari, onde discutiam-se assuntos relacionados aos carros e corridas.

Aos sábados, o clima era outro – só os mais próximos de Enzo eram convidados para as confraternizações aos fins de semana, nas quais o chefe, rodeado por suas pessoas de confiança, sentava-se sempre de costas para a parede, no canto que ficava do lado oposto à porta de acesso. Que sempre ficava aberta, com apenas uma cortina para proteger a privacidade dos presentes. Diferentemente do que acontecia durante a semana, no sábado era proibido falar de carros.

Independentemente da ocasião, Enzo Ferrari tinha seus pratos favoritos: ele sempre comia tortellini burro e salvia (macarrão tortellini com manteiga e sálvia), risoto de queijo parmesão (o queijo vinha diretamente de Parma, como deve ser) e bollito misto – um cozido com carnes de boi, porco, frango, legumes e molho de ervas, iguaria de Piemonte.

Antes de se tornar um restaurante, o Cavallino era nada mais que um celeiro ou depósito, que foi apropriado pela Ferrari como refeitório para seus funcionários. Acontece que, como bom italiano, Enzo valorizava a boa comida e, apesar da decoração rústica e simples, ele contratou os melhores cozinheiros de Modena para alimentar o pessoal. Assim, foi questão de tempo: já em 1950 o Cavallino abriu as portas para o público, e acabou se tornando tão parte da cultura ferrarista quanto o complexo de Maranello ou a pista de testes de Fiorano.

Não demorou muito tempo para que o Cavallino ganhasse fama, pela boa comida e por sua associação indelével com a Ferrari. Ainda na década de 1950 o local começou a ser frequentado por celebridades, dentro e fora do mundo dos carros – muitas delas, clientes da Ferrari. A primeira visita foi de Roberto Rossellini, diretor de cinema e dono da famosa Ferrari 212 Inter Coupé – que, na verdade, foi um presente à sua esposa Ingrid Bergman. Paul Newman, Peter Sellers e até mesmo o Shah da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi – responsável por financiar o primeiro automóvel iraniano, o Paykan –, também fazem parte da lista de ilustres clientes.

Em fevereiro de 1988, Enzo Ferrari comemorou comemorou seu aniversário de 90 anos no local, com mais de 50 convidados em uma celebração histórica – seis meses antes de morrer. Depois disso, o saletto especial do Commendatore foi fechado e conservado exatamente como estava, em respeito à sua memória. Mas agora, mais de 30 anos depois, o ristorante foi reinaugurado. E, desta vez, é a própria Ferrari que coordena tudo. Nada mais natural, já que o local só existe por causa da fabricante.

 

Uma nova era

Foi em 2019 que a Ferrari anunciou os planos de renovar o Cavallino e transformá-lo em uma atração à parte de sua sede em Maranello – o plano era realizar a reinauguração no fim de 2020 mas, como todos sabemos, foi impossível realizar qualquer coisa depois da pandemia. Agora, porém, o momento mais crítico já passou na Europa, e finalmente o ristorante favorito de Enzo Ferrari está recebendo reservas de novo.

O estabelecimento foi mantido praticamente igual ao que era quando Enzo ainda frequentava o local – só que, agora, há mais elementos temáticos da Ferrari, como o cavalinho rampante logo ao lado do portão. O emblema também aparece nas paredes internas do restaurante, tanto no ambiente principal quanto no saletto, e também nas mesas. Todo o local é decorado com quadros, fotografias e ilustrações inspiradas pela Ferrari – incluindo uma série de retratos de Enzo Ferrari e registros de alguns dos almoços promovidos por ele.

O cardápio do Cavallino, que traz pratos novos e também os favoritos de Enzo, foi desenvolvido pelo chef Massimo Bottura, da Osteria Franciscana, trattoria que tem três estrelas Michelin e fica a apenas 15 km de Maranello. Agora, as reservas podem ser feitas através do site da Ferrari – e temos certeza que elas serão bem concorridas.

A ideia de reabrir o Cavallino faz parte de uma iniciativa para tornar mais exclusivos os produtos licenciados da Ferrari – ir além das camisetas, bonés, perfumes e miniaturas, que podem ser comprados por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Além do novo restaurante, a Ferrari também assinou uma parceria com o estilista Rocco Iannone, que já trabalhou na grife Giorgio Armani, para criar uma nova coleção de alta costura exibida em um desfile recente em Maranello. É algo muito refinado que as peças já vendidas com a marca Ferrari – e certamente as peças farão sucesso entre os frequentadores do Cavallino.

 

Este Uno 1.5R pode ser seu!

Participe!

Clique aqui e veja como

Compartilhe agora