Pilotar em um autódromo é uma atividade muito mais física do que um novato de pista tende a acreditar. Se hoje não há mais carros novos com direção sem assistência, se os engates de câmbio são macios (isso quando não é uma operação por aletas atrás do volante) e os bancos abraçam o corpo muito melhor do que um banco de Fusca de courvin, o que muitos não fazem ideia é a força que é exercida no nosso corpo com a aceleração lateral no autódromo, com pista emborrachada, compensada em ângulo e asfalto perfeito.
Aquela posição de direção marromeno, ligeiramente esparramada, que (falsamente) lhe servia bem pro dia a dia vira uma faca contra o seu pescoço na primeira curva veloz que você contornar. Pior: numa situação de desequilíbrio dinâmico, como uma escapada de traseira, você não vai conseguir reagir com a mesma agilidade e controle que alguém que está com a posição de pilotagem perfeita. É por isso que a posição de pilotagem perfeita é a mesma tanto no autódromo